terça-feira, 6 de outubro de 2009

Experimentalismos

Reunir televisão e Internet é uma busca dos comunicadores na atualidade, com sites cada vez mais interativos e novas ferramentas o público pode a qualquer momento saber o que vai acontecer na novela ou a pauta dos principais jornais.
Interatividade tem sido uma palavra frequente que envolve um futuro que já começou: a televisão digital. Nesta busca por novas linguagens estreou no último domingo o programa “Norma”, uma produção da Rede Globo que busca o máximo da participação do público, que pode opinar pelo twitter, blog, vídeos ou no estúdio de gravação.



A personagem vivida por Denise Fraga tem 40 anos, uma filha adolescente e é separada há cerca de nove meses. Norma fez Psicologia, trabalha em um instituto de pesquisas e costuma fazer suas escolhas a partir de pesquisas ou da opinião de outras pessoas. A direção é assinada por Luis Villaça e o roteiro final é de Maurício Arruda, os mesmos profissionais do programa “Retrato Falado”.
O programa funciona assim: a equipe de produção coloca no site (http://participenorma.globo.com/) toda semana algumas perguntas como: “Como foi a sua primeira vez?” e qualquer um pode contar sua história. Outra opção é enviar um vídeo que pode sugerir cenas para o programa, relatar alguma ideia, enfim é um espaço livre e também tem um Chat em que o público pode acompanhar as gravações pela Internet e ir sugerindo mudanças no roteiro. Para os que gostam de escrever há a opção de redigir cenas completas.
A Denise Fraga alterna entre o bate-papo com o público e as encenações da Norma. Além do cenário do instituto de pesquisas onde fica a platéia, o programa é gravado em outros ambientes como a casa onde Norma mora com a filha, o barzinho que frequenta e cenas externas onde Denise fala com o público na rua.
A experimentação ficou muito clara neste primeiro episódio, excesso de assuntos de uma vez só e algumas participações do público que não acrescentaram muito à história atrapalharam a estréia, mas acredito que os produtores vão achar o equilíbrio e este pode ser um primeiro passo para programas realmente diferentes na televisão brasileira.

2 comentários:

tomateskt disse...

O programa é diferente, mas também achei sem sal a estréia... quem sabe melhora...

valdemar disse...

A crítica está correta. O programa pode e deve melhorar. A apresentadora tem talento para tanto. A produção é responsável por maior qualidade.