terça-feira, 15 de dezembro de 2009

II Bienal de Psicanálise e Cultura

As paixões e a cultura, temas que envolvem profissionais de todas as áreas e que são atemporais. Caminhando dentro deste universo através da psicanálise a II Bienal de Cultura e Psicanálise de Ribeirão Preto traz entre os dias 13 e 16 de maio uma programação rica em reflexões sobre a contemporaneidade sob o título “Paixão e...Paixões!- viagens às nascentes dos sentidos”.
O evento promete continuar o sucesso da primeira edição que aconteceu em 2008 e trouxe para o Centro de Convenções de Ribeirão Preto mais de 500 pessoas.
Dentre os convidados que participarão de mesas de debates e promoverão cursos estão psicanalistas, historiadores, artistas plásticos, músicos, bailarinos, compositores, empresários, educadores e escritores. A diversidade de áreas revela a profundidade das discussões que abrangerão a paixão e a não-paixão em seus diversos aspectos: amizade, conhecimento, anti-conhecimento, ciúme, inveja, vingança, trabalho, artes, futebol e amor.
A abertura será realizada no Theatro Pedro II, na noite do dia 13, com a presença da mezzo soprano paulistana Regina Elena Mesquita e o pianista Marco Antônio Bernardo, que apresentarão trechos de “Carmem”, “Sansão e Dalila”, “Piaf”, entre outras peças.
A rica programação de debates começa no dia 14 a partir das 8h com a presença de vários especialistas, dentre eles Luis Tenório Oliveira Lima (psicanalista), Décio Cassiani Altimari (biólogo), Marlene Soares dos Santos (educadora) e a psicanalista Argentina Sônia Abadi.
No dia 15 alguns dos convidados são Luiza Trajano Donato (empresária), Bernardo Tanis (psicanalista), Beatriz Segall (atriz) e José Miguel Wisnik (músico). A conferência de encerramento na manhã do dia 16 será proferida pela poeta e ensaísta de Buenos Aires, Ivonne Bordelois.
O encontro trará ainda três exposições permanentes e apresentações culturais de vídeo, teatro, dança e música durante todos os dias.
A II Bienal é uma realização da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto (SBPRP), com apoio da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.
Maiores informações: www.sbprp.org.br/bienal e www.twitter.com/bienalpsi

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Experimente "3 na Massa"


Em meio a tantas mulheres cantando sons parecidos, vale a surpresa do projeto “3 na massa”, criado pelos membros do Nação Zumbi, Dengue e Pupillo e por Rica Amabis do selo Instituto.
Mulheres com vozes e estilos completamente diferentes, experimentam e se revelam no CD “Na Confraria das Sedutoras”, uma obra de arte para ouvidos cansados de mesmices. Tem Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Nina Becker e destaque para Pitty que supera expectativas.
As letras escritas na maioria das vezes por homens (dentre eles Rodrigo Amarante), trazem histórias de ilusões e desilusões amorosas. Apesar de letras interessantes, o projeto vale mais pelas experimentações sonoras, que trazem música eletrônica, batidas latinas e muitos “barulhinhos”.
Para degustar: http://www.myspace.com/3namassa
Selo Instituto: http://www2.uol.com.br/instituto

Budapeste – o filme e o livro



A brincadeira com as palavras e seus significados é o que torna o livro “Budapeste”, de Chico Buarque, interessante. Já no filme valem mais as imagens da capital húngara do que a história em si.
A direção do filme é de Walter Carvalho e tem no elenco o ótimo Leonardo Medeiros, Giovana Antonelli e a atriz húngara Gabriella Hamori. A história relata a vida monótona de um escritor anônimo chamado José Costa, que para fugir de sua realidade no Rio de Janeiro encontra em Budapeste e no húngaro uma saída para seus problemas existenciais.
Costa escreve best sellers e não os assina, é casado com uma jornalista egocêntrica e tem um filho que é menosprezado pelo casal. Leonardo Medeiros está incrível no papel de intelectual depressivo e as poucas risadas vêem de seus diálogos excêntricos.
Em Budapeste, Costa conhece Kriska, a mulher que o ensina húngaro e pela qual ele se apaixona. Mesmo falando línguas tão diferentes, eles se comunicam e o filme traz boas cenas deste relacionamento, que é quase uma paixão infantil.
O filme tem o mesmo andamento do livro, é lento, a história não caminha e quando acaba você fica com a nítida impressão de que não entendeu alguma coisa. Quando soube que haviam lançado o filme, fiquei curiosa porque não compreendia como conseguiriam transformar em roteiro uma história tão subjetiva e tão ligada às palavras, mas Walter Carvalho conseguiu e em termos de adaptação de livro para obra audiovisual o trabalho dele foi genial.
Alias esta é a primeira direção que Carvalho assina sozinho, apesar de ter trabalhado como diretor de fotografia em vários sucessos nacionais como “O Céu de Suely”, “Cazuza” e “Carandiru”.
Nos extras do DVD tem o making off , que é tão vazio como o filme, os atores parecem não conseguir expressar o que significam seus personagens.
A obra passa por diversos questionamentos, como a indústria literária, a espetacularização, o vazio existencial, a solidão; porém, são tantas temáticas que o leitor/ espectador perde o interesse. Chico Buarque é indiscutivelmente o mestre das palavras e o livro traz trechos deslumbrantes, mas particularmente ainda o prefiro como compositor.