<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398</id><updated>2011-11-29T15:33:16.594-02:00</updated><category term='Jornal do Ônibus'/><category term='(Baseado na obra “Uma História Social da Mídia”'/><category term='foto: Anandha Correia'/><category term='de Asa Briggs e Peter Burke)'/><category term='Foto: César Mulati'/><category term='Colaboração: Larissa Canhas; foto: Luis Gallo Neto'/><category term='Cozinha Sonora : www.cozinhasonora.com'/><category term='Agência de Notícias (AGE) - Unaerp'/><title type='text'>Jornalista em Construção</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>106</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-1198169400659696982</id><published>2011-08-28T00:49:00.001-03:00</published><updated>2011-08-28T00:51:02.827-03:00</updated><title type='text'>Uma  outra comunicação é possível?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;A comunicação como a entendemos hoje, relacionada aos meios de comunicação, nasce com os ideais da Idade Moderna, que se diferencia da Idade Média essencialmente pela concepção de sujeito autônomo, impulsionada pelos ideais iluministas. Portanto, a comunicação estava vinculada ao ideal revolucionário de ampliação da esfera pública, compreendendo esfera pública como a dimensão da vida social em que as pessoas podem manifestar suas ideias livremente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Emerge então na sociedade moderna a demanda pela informação, pela ampliação do debate público. Partindo desses pressupostos, podemos considerar que a história do jornalismo acompanha a história da sociedade moderna. Ciro Marcondes Filho (2000) chama a primeira fase do jornalismo de jornalismo de Ilustração, trata-se de publicações que defendiam causas políticas específicas. A segunda fase pode ser chamada de jornalismo mercantil, que passa a vender informação e a tentar diferenciar informação de opinião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Com a venda de informações o jornalismo caminhou para a criação e ampliação de empresas de comunicação e o fortalecimento dessas empresas juntamente com o desenvolvimento de tecnologias da informação, remete ao que poderíamos chamar hoje de jornalismo tecnológico, que busca ser multilinguagem e é marcado pelo monopólio das empresas transnacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Analisar esse percurso passa inevitavelmente pelas tentativas de compreensão da sociedade moderna como um todo. Octavio Ianni (2000) coloca que, na modernidade conceitos clássicos como cidadania, ideologia e sociedade são compreendidos como consumo, mercadoria e mercado e são estes últimos os crivos do que é disseminado pelos grandes meios de comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Quando falamos em jornalismo tecnológico, estamos tratando de uma nova esfera representativa que está se construindo com o avanço surpreendente das novas tecnologias. Esta nova perspectiva afeta todas as relações e cria novas formas de compreensão da realidade e das representações. Muniz Sodré (2002) desenvolveu o conceito de bios midiático em que, revisitando as instâncias da vida colocadas por Aristóteles, afirma que há um novo espaço de existência contemporâneo, que possui valores técnicos, sociais e burocráticos próprios e que tem como uma de suas características a supervalorização da imagem, fortalecendo os simulacros e criando uma outra esfera pública com ideais diferentes daqueles colocados por Habermas (1984), que intensifica a falsa sensação de democratização do poder e da informação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;De maneira paralela e concomitante, nascem formas de comunicação independentes aos poderes instituídos, é o que John Downing (2002) chama de mídia radical alternativa, que tem como seus argumentos centrais a pluralidade das culturas populares e o diálogo constante entre as culturas de oposição, culturas de massa e culturas populares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Na busca de um conceito de cultura popular, Downing (2002) problematiza alguns teóricos como Theodor Adorno e Max Horkeimer, autores da Escola de Frankfurt. Adorno, ao rever o conceito de cultura de massa produzida dentro da lógica industrial, desenvolve o conceito de indústria cultural. Downing coloca que a indústria cultural impede a criatividade e limita a construção simbólica para além das classes dominantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Ao observamos a abordagem sócio histórica de cultura popular colocada pelos teóricos dos Estudos Culturais (Escola de Birmingham), constata-se que, na busca por trabalhar os conceitos de maneira dialética, que em Stuart Hall (2003) estão inseridos em uma perspectiva diaspórica (compreende as hibridizações inevitáveis entre as culturas, especialmente diante dos processos de deslocamentos marcados pelas migrações e imigrações), há uma superação de conceitos enrijecidos de cultura popular, que a vinculam a uma tradição folclorista, não engajada e limitada dentro de um espaço de tempo e território.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: inherit;"&gt;Para Downing (2002), toda forma de mídia influencia de alguma maneira o movimento das sociedades, portanto, o estudo contextualizado da comunicação não pode ignorar as manifestações que não estão vinculadas à grande mídia. Ainda de acordo com o autor, as manifestações artísticas como danças, anedotas, teatro, gravuras, filmes, tatuagens, murais e grafite podem ser compreendidas como mídia radical tanto quanto o uso de meios mais tradicionais de comunicação como os jornais, emissoras de rádio e televisão e a internet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O cenário da comunicação brasileira se demonstra cada vez mais perverso, marcado por monopólios, pelo não respeito aos artigos da Constituição, por guerras claras de poder e pelo uso indevido das informações, em um processo que mais confunde do que esclarece a população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A concepção de uma mídia para além dos grandes grupos transnacionais de comunicação, independentemente de ser chamada alternativa, radical, subalterna, contra-hegemônica ou popular, se caracteriza essencialmente pela crítica e pela manifestação da diversidade e é necessária para a construção de uma sociedade que saiba lidar melhor com a pluralidade de culturas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MARCONDES FILHO, Ciro. A Saga dos Cães Perdidos.São Paulo: Hacker editores, 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HABERMAS,Jurgen. Mudança Estrutural da Esfera Pública. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;IANNI, Octavio. Enigmas da Modernidade Mundo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SODRÉ, Muniz. Antropológica do Espelho. Petrópolis: Vozes, 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DOWNING, John. Mídia Radical. São Paulo : editora SENAC, 2002&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ADORNO, T e HORKHEIMER. M. Indústria Cultural – o esclarecimento como mistificação das massas. In: Dialética do esclarecimento. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HALL, Stuart. Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais. Belo Horizonte: UFMG, 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-1198169400659696982?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/1198169400659696982/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=1198169400659696982&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/1198169400659696982'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/1198169400659696982'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2011/08/uma-outra-comunicacao-e-possivel.html' title='Uma  outra comunicação é possível?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3103155784970324446</id><published>2011-04-30T15:22:00.002-03:00</published><updated>2011-04-30T15:40:26.335-03:00</updated><title type='text'>Tatyana, de Deborah Colker</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xu9b-1yUD78/TbxTKPiGRTI/AAAAAAAABWY/58rIvscgpTc/s1600/ballet-deborah-colker.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="229" src="http://3.bp.blogspot.com/-xu9b-1yUD78/TbxTKPiGRTI/AAAAAAAABWY/58rIvscgpTc/s320/ballet-deborah-colker.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;No palco uma grande armação de madeira móvel parecida com uma árvore, corpos se movimentam sincronizados com uma música forte e rápida, escalam a árvore, desafiam os sentidos do público e os olhos que não parecem capazes de acompanhar tantos movimentos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Assim começa o primeiro ato do espetáculo de dança contemporânea Tatyana, assinado pela Cia Deborah Colker. A carioca Colker é conhecida como a diretora do movimento, e não há dúvidas sobre sua capacidade de surpreender.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O segundo ato da apresentação conta com efeitos de iluminação sobre grandes telas que dão a impressão de haver dois ou três planos no mesmo palco. Diferentemente do primeiro ato, rápido e colorido, o público adentra um universo mais exato que lembra filmes antigos, preto e branco, movimentos lentos e sincronizados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;O espetáculo é baseado na obra do russo Aleksandr Pushkin, nomeada “Evguêni Oniéguin”, no entanto, não é preciso conhecer o texto para se emocionar com a beleza da coreografia que conta uma história com duelos, morte, paixão, encontros e desencontros. Os personagens parecem buscar algo em seu próprio corpo ou no corpo dos outros, danças solitárias se completam com as coreografias coletivas em um movimento de solidão e companheirismo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: Times,&amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,serif; line-height: normal;"&gt;&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Tudo é simples e majestoso ao mesmo tempo, o cenário parece desafiar os dançarinos e o figurino é rico em pequenos elementos como as sapatilhas que parcialmente cobrem os pés descalços. A iluminação também parece brincar com as cores e possibilidades, o palco nunca está totalmente aparente, há sempre algum movimento a ser descoberto pela luz e os enigmas com as sombras. O apagar e acender das luzes no segundo ato enriquecem a teatralidade do espetáculo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: black; font-size: large;"&gt;Provocante em todos os momentos, a apresentação permite um êxtase sensorial e a sensação de que poderia ver a mesma coreografia inúmeras vezes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3103155784970324446?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3103155784970324446/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3103155784970324446&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3103155784970324446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3103155784970324446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2011/04/tatyana-de-deborah-colker.html' title='Tatyana, de Deborah Colker'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-xu9b-1yUD78/TbxTKPiGRTI/AAAAAAAABWY/58rIvscgpTc/s72-c/ballet-deborah-colker.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5273787353017361445</id><published>2011-03-14T03:21:00.000-03:00</published><updated>2011-03-14T03:21:21.281-03:00</updated><title type='text'>madrugada</title><content type='html'>depois de um sonho ruim&lt;br /&gt;um vislumbre&lt;br /&gt;de que a vida,essa que corre lá fora&lt;br /&gt;e dentro de mim&lt;br /&gt;está querendo carinho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5273787353017361445?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5273787353017361445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5273787353017361445&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5273787353017361445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5273787353017361445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2011/03/madrugada.html' title='madrugada'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-1510631979745169295</id><published>2011-01-15T16:04:00.000-02:00</published><updated>2011-01-15T16:04:57.765-02:00</updated><title type='text'>Exercícios poéticos</title><content type='html'>&lt;i&gt;dias de despedida&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje o dia acordou com outras cores&lt;br /&gt;mais leves, amenas, azuladas&lt;br /&gt;não é felicidade eufórica,&lt;br /&gt;nem tristeza melancólica&lt;br /&gt;é sensação de adeus&lt;br /&gt;de algum vazio que permanece&lt;br /&gt;história que termina&lt;br /&gt;outras que começam&lt;br /&gt;seja feliz&lt;br /&gt;seremos felizes&lt;br /&gt;( 15/01/2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;novo&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;unir palavras, significados&lt;br /&gt;cheiro de terra molhada&lt;br /&gt;coração calmaria, pés no chão&lt;br /&gt;reencontros de almas&lt;br /&gt;brincar de sonoridades,sorrir&lt;br /&gt;energias em abraços e olhares&lt;br /&gt;vontade de voltar&lt;br /&gt;retomada,carinho&lt;br /&gt;reencontrar-se no desejo dessa terra&lt;br /&gt;em objetivos sublimados&lt;br /&gt;para longe, voar&lt;br /&gt;novo ano, anseios de renovação&lt;br /&gt;e aceitação&lt;br /&gt;(reveillon 2010-2011)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;me reconheço&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me reconheço no amor pelas pessoas, observar beleza de olhares e gestos&lt;br /&gt;em cada ser que se expressa, que se encoraja, que luta&lt;br /&gt;em cada ser em que me vejo entre dores e dúvidas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pisar descalça na terra, sentir algo de mágico na luz da lua&lt;br /&gt;orar para conversar com as estrelas &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;descobrir no outro algo de surpreendente&lt;br /&gt;me sentir leve ao odores e sabores de Dionísio&lt;br /&gt;doar corpo e alma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me reconheço na paixão que avassala sentidos &lt;br /&gt;nos soluços de saudade&lt;br /&gt;nas sonoridades, cores e poemas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;deixar com que o corpo seja brisa,dançar&lt;br /&gt;valorizar silêncios, olhares&lt;br /&gt;o não cotidiano&lt;br /&gt;viagens, estradas, linguagens&lt;br /&gt;escutar, sabedoria que não está nos livros,&lt;br /&gt;que precisa ser tocada com a alma &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;me reconheço nos amigos&lt;br /&gt;nos abraços que valorizo, nas longas conversas&lt;br /&gt;nas distâncias ultrapassadas pelo carinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ser inteira é ser incompleta&lt;br /&gt;buscar em cada sentido um outro significado&lt;br /&gt;(11/07/2010)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-1510631979745169295?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/1510631979745169295/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=1510631979745169295&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/1510631979745169295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' 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O evento aconteceu no Auditório Freitas Nobre na ECA (Escola de Comunicação e Artes), foi mediado pelo prof. Dr. Silas Nogueira e contou com a participação de alunos da USP e de outras universidades &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="background: none repeat scroll 0% 0% white;"&gt;O conteúdo do seminário foi baseado nos temas apresentados durante o Fórum Internacional Geopolítica da Cultura e da Tecnologia, realizado entre 11 e 13 de novembro de 2010 na Cinemateca Brasileira, em São Paulo.&lt;br /&gt;O conceito central do Fórum, que se refletiu no Seminário Avançado realizado pelo Celacc, é a possibilidade de o Brasil efetivar uma estratégia de autonomia relativa com relação ao centro hegemônico, por meio do reconhecimento da cultura do povo brasileiro e a consideração de seu potencial, que poderia ser resumido em sua diversidade e capacidade de transformar adversidade em positividade. Laymert salientou ainda que esse potencial encontrado na cultura é mais reconhecido pela mídia estrangeira do que pela nacional.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;Segundo o professor, o povo brasileiro tem um enorme potencial cultural pela sua capacidade de criação mesmo com as dificuldades de acesso à informação e à cultura (cinema, teatro). No entanto, ao tratar da cultura indígena afirmou que há um processo de aculturação que o brasileiro apóia. “Populações estão desaparecendo na nossa frente, sem nos darmos conta da importância disso”, afirmou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;Laymert falou sobre suas experiências com comunidades indígenas e as dificuldades em se compreender a riqueza e a vivacidade da cultura das tribos, em especial suas relações com o próprio corpo e com a natureza, que de acordo com o professor se dão de formas muito mais sofisticadas e complexas que as relações do homem branco. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;Para enfatizar o paradoxo cultural brasileiro, o professor ponderou sobre os estudos gregos sobre os mitos, na constante busca dos pesquisadores da Grécia em recuperar e valorizar o conhecimento ancestral. “Nós somos 230 povos míticos vivos e não fazemos nada, temos uma enorme riqueza e não a conhecemos”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;“O mundo todo está olhando para nós, o Brasil entrou para o mapa. Estamos no momento histórico de saber a que viemos, de valorização do potencial nacional”, com tal afirmação, o sociólogo evidenciou que apesar dos avanços nas relações diplomáticas do país, na exportação de arte e dos progressos nos estudos de biotecnologia que dependem em grande parte da diversidade em bens naturais presentes em terras brasileiras, não avançaremos nas relações com os países ricos e não construiremos nenhuma autonomia se não diminuirmos os níveis de exclusão atuais&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;O sociólogo, que já foi membro da diretoria da Bienal de Arte de São Paulo, tratou ainda da importância da pichação e de toda a concepção política desta arte que hoje é exportada do Brasil para boa parte do mundo, apesar de ser desvalorizada pelos próprios brasileiros. Afirmou também que as relações com a arte mudaram, que a Europa deixou de ser referência e que novas concepções nasceram com a globalização, como a criação coletiva da arte para além da compreensão de nacionalismo ratificada nos anos de 1950.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;Laymert criticou a grande imprensa brasileira, em especial a cobertura caluniosa sobre as relações diplomáticas que o Brasil construiu nos últimos anos. “Nossa elite prefere ser subordinada”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ainda afirmou que a mídia tem um enorme papel na consolidação da falsa democracia que vivemos no ocidente e que é necessário que compreendamos o poder e a capacidade da internet na reconstrução das relações na esfera pública, salientando o Wikileaks como instrumento de questionamento da circulação de informações no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;O professor se mostrou a favor da criação de um bloco na América do Sul, que consiga conceber uma autonomia relativa para se proteger da hegemonia chinesa. “Estamos entrando na segunda globalização, onde as cartas estão sendo redistribuídas”&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="color: black; text-align: justify;"&gt;Finalizando o seminário, Laymert respondeu questionamentos do público sobre as relações entre os movimentos sociais e a cultura, debateu a desvalorização da cultura popular dentro das universidades e a falência da política neoliberal dos Estados Unidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;(Colaboração: Bruna Lazarini) &lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-1465057234319346130?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/1465057234319346130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=1465057234319346130&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/1465057234319346130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/1465057234319346130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/12/semin%C3%A1rio-avan%C3%A7ado-promovido-pelo.html' title='Seminário Avançado promovido pelo CELACC contou com a presença de Laymert Garcia dos Santos'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2858522605637903461</id><published>2010-11-18T10:11:00.001-02:00</published><updated>2010-11-18T10:13:21.262-02:00</updated><title type='text'>Programação Consciência Negra 2010- Ribeirão Preto</title><content type='html'>&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TOUWN1mluKI/AAAAAAAABWI/-IQb5HfASOE/s1600/PROGRAMACAO+CONSCIENCIA+NEGRA+2010.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TOUWN1mluKI/AAAAAAAABWI/-IQb5HfASOE/s200/PROGRAMACAO+CONSCIENCIA+NEGRA+2010.jpg" width="141" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;18 DE NOVEMBRO DE 2010 (QUINTA-FEIRA)&lt;/b&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;19h30 – &lt;b&gt;CURTA&lt;/b&gt; &lt;b&gt;AFROOLHAR&lt;/b&gt; – Mostra de filmes curtas sobre a temática étnico-racial, seguido de debate. (Clube de Cinema Fora do Eixo)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;Local: Centro Cultural Orùnmilá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;19 DE NOVEMBRO DE 2010 (SEXTA-FEIRA):&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;19h30 – MESA REDONDA &lt;/span&gt;&lt;b&gt;“CULTURA NEGRA – ANCESTRALIDADE E CONTEMPORANEIDADE&lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;li&gt; &lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Religiosidade de Matriz Africana e Cultura Negra&lt;/b&gt;” - Elemoso Paulo César Pereira de Oliveira (Mestre Tolomi);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Cultura Negra e Educação Formal – Interfaces para a Implementação da Lei 10.639/03&lt;/b&gt;” - Professora Silvany Euclênio; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Capoeira – A Roda que Educa&lt;/b&gt;” - Contramestre Rasta (Edno Silva); &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt; &lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;Cultura Negra e Comunicação&lt;/b&gt;” - Professor Silas Nogueira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;LOCAL: Centro Cultural Orùnmilá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;20 DE NOVEMBRO DE 2010 (SÁBADO)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;16h às 22h - &lt;/span&gt;&lt;b&gt;Mostra de Cultura Negra&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;Local: Rua Orùnmilá (em frente o Centro Cultural Orùnmilá);&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;CONVIDADOS  JÁ CONFIRMADOS: Afoxé Omo Orùnmilá; Coletivo Família Pedra Negra; Bloco  Chapeletas; Grupo Cativeiro de Capoeira; Escola de Samba Tradição do  Ipiranga; Escola de Samba Bambas; Luizinho Castro; Márcio Bahia; Banda  Magia Natural; MC's Indinho Psicodélico, Fran e Black Dread Look; DJ's  Rogério Brito, Bolinha, Vanessa e Finim; Coletivo Enxame de Bauru; Massa  Coletiva de São Carlos; Cia Ainda Sem Nome.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;DIA 21 DE NOVEMBRO DE 2010 (DOMINGO)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;&lt;b&gt;10h às 16h: EntrePontos&lt;/b&gt;&lt;span style="font-weight: normal;"&gt;  – Encontro de Pontos de Cultura de Ribeirão Preto e Região (análise das  atividades desenvolvidas em 2010, discussão das perspectivas para  2011).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;Os  Pontos de Cultura e Entidades interessados em participar, solicitamos a  confirmação da presença até o dia 12 de novembro de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 100%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Andalus,serif; font-size: small;"&gt;Local: Centro Cultural Orùnmilá.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" lang="zxx" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" lang="zxx" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;MAIORES INFORMAÇÕES: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://www.orunmila.org.br/" target="_blank"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;www.orunmila.org.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;&lt;a href="http://mce_host/compose?to=orunmila@ibest.com.br" target="_blank"&gt;&lt;span lang="zxx"&gt;orunmila@ibest.com.br&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" lang="zxx" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial,sans-serif; font-size: small;"&gt;(16) 30214853&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" lang="zxx" style="background: none repeat scroll 0% 0% transparent; font-weight: normal; line-height: 150%; margin-bottom: 0.1cm;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2858522605637903461?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2858522605637903461/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2858522605637903461&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2858522605637903461'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2858522605637903461'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/11/programacao-consciencia-negra-2010.html' title='Programação Consciência Negra 2010- Ribeirão Preto'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TOUWN1mluKI/AAAAAAAABWI/-IQb5HfASOE/s72-c/PROGRAMACAO+CONSCIENCIA+NEGRA+2010.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-8078144805800225006</id><published>2010-11-05T11:10:00.002-02:00</published><updated>2010-11-05T11:23:19.554-02:00</updated><title type='text'>A comunicação e a valorização da cultura</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TNQCb77BGqI/AAAAAAAABWE/0NcYZXJ_SrU/s1600/boi-cultura-maranhense.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TNQCb77BGqI/AAAAAAAABWE/0NcYZXJ_SrU/s400/boi-cultura-maranhense.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;A comunicação é um campo de tensões, assim como a cultura. Sobre ambos os termos existem inúmeras leituras e pesquisas, o que demonstra a relevância destas práticas para a compreensão da sociedade e também como elementos que carregam possibilidades de transformação social.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Inicialmente é imprescindível compreender a cultura e a comunicação de forma abrangente, como parte das relações sociais inseridas em um contexto histórico e que contém em si características específicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Cultura não como um lugar em que se produzem bens simbólicos, conceito difundido com a industrialização, em que há a concepção de bem cultural como mercadoria. O termo remete às relações sociais, às recriações, aos diálogos com outras manifestações e as possibilidades de expressão criadas por determinado povo. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;As divisões entre o que é cultura popular, erudita, subalterna e tantas outras nomenclaturas reforçam a idéia de cultura como lugar específico, intocável e também reforçam a concepção da existência de uma determinada cultura superior a outras.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Não se trata de ignorar que a cultura é um campo construído na cotidianidade em que se revela a distribuição desigual de bens tanto simbólicos, quanto materiais, mas sim de compreendê-la, como um campo de lutas, de diálogos, adaptações e transformações.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O pesquisador argentino Nestor García Canclini define a cultura como um conjunto de processos material simbólicos, onde é possível compreender, reproduzir e transformar toda a estrutura social.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Não há homogeneidade cultural dentro das classes sociais, não há uma cultura popular pura e autônoma. Como bem afirma Maria Nazareth Ferreira, na cultura das classes subalternas convivem as raízes ancestrais, as influências das classes hegemônicas e as características de sua realidade social.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Para buscar as relações entre comunicação e cultura, torna-se necessário entender o conceito de hegemonia, que permite uma análise das relações políticas, sociais e culturais no campo da comunicação de maneira não determinista. O conceito desenvolvido por Antonio Gramsci coloca o caráter inseparável entre as dimensões sociais e culturais, compreendendo que é no campo da sociedade civil que a hegemonia é construída e mantida através das mais variadas relações de poder. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Dentre as ferramentas da manutenção do consenso estão os meios de comunicação que divulgam os discursos do poder e cada vez mais assumem outras funções, ganhando mais importância na sociedade contemporânea. De acordo com Marilena Chauí, uma das maneiras mais eficazes para a manutenção do poder é estabelecer uma unificação entre a realidade e as representações acerca delas. Há, portanto, um esforço por parte das elites para tratar as desigualdades como algo não conflituoso, para não conceder espaço para as manifestações da diferença e para as contradições sociais. Dessa forma, a desigualdade aparece como sinônimo de diversidade, como fator comum dentro da construção de uma suposta cidadania. Esta estrutura de relações complexas, em que a dominação permanece oculta e como algo instransponível, remete a toda a concepção histórica da Modernidade. A complexa construção dessa etapa histórica que chega aos nossos dias, tem início por volta de meados do século XVI e teve grande impulso com os ideais do Iluminismo. Posteriormente caminhou ao lado ou junto ao ideário que consolidaria a sociedade capitalista, como formação social e ao liberalismo como proposta política da crescente burguesia. Essas aproximações,&amp;nbsp; e até mesmo confusões, geraram formas regulatórias que fizeram com que os ideais de emancipação, herança do Iluminismo, se tornassem cada vez mais distantes, reforçados com uma sociedade que mais se caracteriza pela desigualdade, alienação e exploração do que pela liberdade, igualdade e fraternidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O conceito de cidadania que vai ganhando novas leituras, desde suas origens na Antiguidade Clássica, tem no sociólogo Thomas Marshall, uma de suas teorizações mais aceitas embora sua leitura também é passível de críticas e pode ser complementada dentro da própria concepção de que cidadania é um conceito e uma prática política em construção, que acompanha tanto peculiaridades de cada sociedade como os avanços históricos. Para Marshall a cidadania é colocada como a participação integral do individuo na comunidade política e o reconhecimento dos direitos e deveres dos cidadãos para com o Estado, em que cidadão seria aquele que detém os três direitos: civis (liberdade individual), políticos (participação política ampla) e sociais (bem estar).&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Dentre estes direitos está embutido, ainda que tantas vezes passe desapercebido, o direito à comunicação. Direito este que não pode ser compreendido apenas como o acesso aos meios de comunicação, mas também, como direito a comunicar-se, direito de expressão de ideias, de construção de diálogos entre um grande número de pessoas. Isso implica também, na contemporaneidade,&amp;nbsp; o direito e a possibilidade de criar, gerir e ou administrar os chamados “meios de comunicação”, os mecanismo de comunicação coletiva, rádio, TVs, jornais, revistas, sítios eletrônicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O direito à comunicação é fomentador da cidadania. Os dois conceitos estão entrelaçados porque a comunicação, tanto individual como coletiva, quando exercida e&amp;nbsp; utilizada democraticamente, permite compreender os diferentes códigos, as diversidades de pensamento, enfim, a riqueza e a complexidade presentes na sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Ao observar os meios de comunicação na América Latina e sua profunda concentração nas mãos das classes hegemônicas, compreende-se como a concepção de Gramsci de inseparabilidade do mundo econômico e do mundo político é necessária não só para compreender a sociedade, mas para criar mecanismos de transformação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Apesar da democratização da comunicação ser assunto debatido há décadas e estarmos distantes de sua consolidação, por inúmeras dificuldades, entre elas o fato do Estado não ver (ou não querer ver) a comunicação como algo tão importante quanto os outros direitos básicos, muitos países caminharam e conseguiram rever suas leis de radiodifusão como a Argentina, Venezuela, Uruguai e Equador. &lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Esses avanços, que são divulgados pela grande mídia brasileira como ataques à liberdade de imprensa, são na realidade passos concretos para a diversidade comunicacional, para o sentido coletivo e democrático de expressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Não há construção efetiva da cidadania cultural sem que as múltiplas vozes tenham direito de expressão. Ainda que pesquisas comprovem que haja espaço, mesmo que limitado, para os interesses das classes sociais subalternas na grande mídia, os dados somente comprovam a teoria gramsciana, de que as classes hegemônicas reafirmam a ideologia de uma sociedade democrática também através de pequenos espaços de concessão aos interesses das classes subalternas.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Uma revisão da história da imprensa, ou da mídia em um conceito ampliado, permite perceber que a sociedade sempre buscou novas formas de se comunicar, de construir meios alternativos de comunicação. Esta busca assume hoje novos espaços, novas linguagens e novos meios com a Internet e apesar das ainda visíveis dificuldades de acesso à rede, são espaços que não podem ser ignorados nesta caminhada pela democratização, porque são instrumentos políticos que&amp;nbsp; podem ser apropriados pelas minorias. Minorias aqui compreendidas a partir de Muniz Sodré, para quem minoria é um lugar de transformações das identidades e das relações de poder.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;O ideal de democratização dos meios de comunicação massiva passa por uma revisão do próprio conceito de comunicação, que não pode mais ser compreendida verticalmente. As próprias universidades de comunicação dificultam o processo de democratização, por não conceberem a comunicação como instrumento político de transformação social. Em sua grande maioria, os cursos de comunicação apresentam espaços limitados para reflexão e, em função disso, revelam profissionais da área que não conseguem analisar a realidade e, como se sabe, sem a crítica não há transformação.&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;A comunicação, portanto, não só dialoga mas é algo indissociável da cidadania e da cultura, mas para que este diálogo e esta relação sejam efetivamente democráticos é necessário rever as características das relações políticas e sociais e compreender que toda prática relacionada ao universo que compreende a cultura e a comunicação tem um caráter político, no amplo sentido, que pode ser transformador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(colaboração: prof. Silas Nogueira) &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-8078144805800225006?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/8078144805800225006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=8078144805800225006&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/8078144805800225006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/8078144805800225006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/11/comunicacao-e-valorizacao-da-cultura.html' title='A comunicação e a valorização da cultura'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TNQCb77BGqI/AAAAAAAABWE/0NcYZXJ_SrU/s72-c/boi-cultura-maranhense.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6797345589879628476</id><published>2010-11-04T15:06:00.000-02:00</published><updated>2010-11-04T15:06:50.962-02:00</updated><title type='text'>Uma  outra comunicação é possível?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TNLoHz9uh0I/AAAAAAAABWA/q3fUXnhJfF4/s1600/COMICIO_SPEAKER_031374cee6_400x225.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="180" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TNLoHz9uh0I/AAAAAAAABWA/q3fUXnhJfF4/s320/COMICIO_SPEAKER_031374cee6_400x225.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:WordDocument&gt;   &lt;w:View&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:Zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:TrackMoves/&gt;   &lt;w:TrackFormatting/&gt;   &lt;w:HyphenationZone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:PunctuationKerning/&gt;   &lt;w:ValidateAgainstSchemas/&gt;   &lt;w:SaveIfXMLInvalid&gt;false&lt;/w:SaveIfXMLInvalid&gt;   &lt;w:IgnoreMixedContent&gt;false&lt;/w:IgnoreMixedContent&gt;   &lt;w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;false&lt;/w:AlwaysShowPlaceholderText&gt;   &lt;w:DoNotPromoteQF/&gt;   &lt;w:LidThemeOther&gt;PT-BR&lt;/w:LidThemeOther&gt; 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mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-priority:99; mso-style-qformat:yes; mso-style-parent:""; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:11.0pt; font-family:"Calibri","sans-serif"; mso-ascii-font-family:Calibri; mso-ascii-theme-font:minor-latin; mso-fareast-font-family:"Times New Roman"; mso-fareast-theme-font:minor-fareast; mso-hansi-font-family:Calibri; mso-hansi-theme-font:minor-latin; mso-bidi-font-family:"Times New Roman"; mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}&lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A comunicação como a entendemos hoje, relacionada aos meios de comunicação, nasce com os ideais da Idade Moderna, que se diferencia da Idade Média essencialmente pela concepção de sujeito autônomo, impulsionada pelos ideais iluministas. Portanto, a comunicação estava vinculada ao ideal revolucionário de ampliação da esfera pública, compreendendo esfera pública como a dimensão da vida social em que as pessoas podem manifestar suas ideias livremente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Emerge então na sociedade moderna a demanda pela informação, pela ampliação do debate público. Partindo desses pressupostos, podemos considerar que a história do jornalismo acompanha a história da sociedade moderna. Ciro Marcondes Filho (2000) chama a primeira fase do jornalismo de jornalismo de Ilustração, trata-se de publicações que defendiam causas políticas específicas. A segunda fase pode ser chamada de jornalismo mercantil, que passa a vender informação e a tentar diferenciar informação de opinião.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Com a venda de informações o jornalismo caminhou para a criação e ampliação de empresas de comunicação e o fortalecimento dessas empresas juntamente com o desenvolvimento de tecnologias da informação, remete ao que poderíamos chamar hoje de jornalismo tecnológico, que busca ser multilinguagem e é marcado pelo monopólio das empresas transnacionais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Analisar esse percurso passa inevitavelmente pelas tentativas de compreensão da sociedade moderna como um todo. Octavio Ianni (2000) coloca que, na modernidade conceitos clássicos como cidadania, ideologia e sociedade são compreendidos como consumo, mercadoria e mercado e são estes últimos os crivos do que é disseminado pelos grandes meios de comunicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Quando falamos em jornalismo tecnológico, estamos tratando de uma nova esfera representativa que está se construindo com o avanço surpreendente das novas tecnologias. Esta nova perspectiva afeta todas as relações e cria novas formas de compreensão da realidade e das representações. Muniz Sodré (2002) desenvolveu o conceito de bios midiático em que, revisitando as instâncias da vida colocadas por Aristóteles, afirma que há um novo espaço de existência contemporâneo, que possui valores técnicos, sociais e burocráticos próprios e que tem como uma de suas características a supervalorização da imagem, fortalecendo os simulacros e criando uma outra esfera pública com ideais diferentes daqueles colocados por Habermas (1984), que intensifica a falsa sensação de democratização do poder e da informação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;De maneira paralela e concomitante, nascem formas de comunicação independentes aos poderes instituídos, é o que John Downing (2002) chama de mídia radical alternativa, que tem como seus argumentos centrais a pluralidade das culturas populares e o diálogo constante entre as culturas de oposição, culturas de massa e culturas populares. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Na busca de um conceito de cultura popular, Downing (2002) problematiza alguns teóricos como Theodor Adorno e Max Horkeimer, autores da Escola de Frankfurt. Adorno, ao rever o conceito de cultura de massa produzida dentro da lógica industrial, desenvolve o conceito de indústria cultural. Downing coloca que a indústria cultural impede a criatividade e limita a construção simbólica para além das classes dominantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Ao observamos a abordagem sócio histórica de cultura popular colocada pelos teóricos dos Estudos Culturais (Escola de Birmingham), constata-se que&lt;span style="color: #ffcc00;"&gt;,&lt;/span&gt; na busca por trabalhar os conceitos de maneira dialética, que em Stuart Hall (2003) estão inseridos em uma perspectiva diaspórica (compreende as hibridizações inevitáveis entre as culturas, especialmente diante dos processos de deslocamentos marcados pelas migrações e imigrações), há uma superação de conceitos enrijecidos de cultura popular, que a vinculam a uma tradição folclorista, não engajada e limitada dentro de um espaço de tempo e território.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Para Downing (2002), toda forma de mídia influencia de alguma maneira o movimento das sociedades, portanto, o estudo contextualizado da comunicação não pode ignorar as manifestações que não estão vinculadas à grande mídia. Ainda de acordo com o autor, as manifestações artísticas como danças, anedotas, teatro, gravuras, filmes, tatuagens, murais e grafite podem ser compreendidas como mídia radical tanto quanto o uso de meios mais tradicionais de comunicação como os jornais, emissoras de rádio e televisão e a internet.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;O cenário da comunicação brasileira se demonstra cada vez mais perverso, marcado por monopólios, pelo não respeito aos artigos da Constituição, por guerras claras de poder e pelo uso indevido das informações, em um processo que mais confunde do que esclarece a população.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A concepção de uma mídia para além dos grandes grupos transnacionais de comunicação, independentemente de ser chamada alternativa, radical, subalterna, contra-hegemônica ou popular, se caracteriza essencialmente pela crítica e pela manifestação da diversidade e é necessária para a construção de uma sociedade que saiba lidar melhor com a pluralidade de culturas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Dentre os exemplos de mídia alternativa no país, podemos destacar o jornal “Brasil de Fato”, que foi lançado no Fórum Social Mundial de Porto Alegre e há oito anos circula semanalmente com distribuição nacional. O jornal mantém também um website: &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.brasildefato.com.br/"&gt;http://www.brasildefato.com.br/&lt;/a&gt; , que foi atualizado no segundo semestre de 2010.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A internet tem sido muito utilizada pelos movimentos sociais e pelos meios de comunicação alternativa que já existiam em plataformas tradicionais como uma ferramenta de divulgação e de troca de informações que vão além das pautas da grande mídia. Reunindo várias linguagens, o novo site do jornal Brasil de Fato, traz além das principais notícias veiculadas no jornal impresso, textos de articulistas, vídeos, charges e podcasts do Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Outra possibilidade de uso da internet são as rádios comunitárias, que possibilitam que emissoras de comunidades como a da favela de Santa Marta (www.radiosantamarta.com.br) e de Heliópolis (&lt;cite&gt;&lt;span style="font-style: normal;"&gt;www.&lt;span&gt;heliopolis&lt;/span&gt;fm.com.br&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;/span&gt;&lt;cite&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Calibri&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/cite&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt; sejam ouvidas pelo mundo inteiro. Além do áudio no site da rádio Santa Marta é possível acompanhar também em vídeo o trabalho da comunidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;A possibilidade da convergência de diversas linguagens na internet permite a ampliação dos espaços da mídia alternativa e a criação de redes de trocas de informação para além das pautas da grande mídia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: 150%; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 150%;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;MARCONDES FILHO, Ciro. &lt;b&gt;A Saga dos Cães Perdidos&lt;/b&gt;.São Paulo: Hacker editores, 2002&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;HABERMAS,Jurgen. &lt;b&gt;Mudança Estrutural da Esfera Pública&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1984&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoFootnoteText" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;IANNI, Octavio. &lt;b&gt;Enigmas da Modernidade Mundo&lt;/b&gt;. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2000 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;SODRÉ, Muniz. &lt;b&gt;Antropológica do Espelho&lt;/b&gt;. Petrópolis: Vozes, 2002&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;DOWNING, John. &lt;b&gt;Mídia Radical&lt;/b&gt;. São Paulo : editora SENAC, 2002&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;ADORNO, T e HORKHEIMER. M. Indústria Cultural – o esclarecimento como mistificação das massas. In: &lt;b&gt;Dialética do esclarecimento. &lt;/b&gt;Rio de Janeiro: Zahar, 1996.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="line-height: normal; margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; font-size: 12pt;"&gt;HALL, Stuart. &lt;b&gt;Da Diáspora: Identidades e Mediações Culturais&lt;/b&gt;. Belo Horizonte: UFMG, 2003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6797345589879628476?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6797345589879628476/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6797345589879628476&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6797345589879628476'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6797345589879628476'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/11/uma-outra-comunicacao-e-possivel.html' title='Uma  outra comunicação é possível?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TNLoHz9uh0I/AAAAAAAABWA/q3fUXnhJfF4/s72-c/COMICIO_SPEAKER_031374cee6_400x225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4460165796335283264</id><published>2010-10-06T16:46:00.000-03:00</published><updated>2010-10-06T16:46:25.943-03:00</updated><title type='text'>2o. Turno</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TKzR98ZcrdI/AAAAAAAABVY/4GvGcUkkiN8/s1600/100707153720marca_dilma1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TKzR98ZcrdI/AAAAAAAABVY/4GvGcUkkiN8/s320/100707153720marca_dilma1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4460165796335283264?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4460165796335283264/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4460165796335283264&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4460165796335283264'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4460165796335283264'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/10/2o-turno.html' title='2o. Turno'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TKzR98ZcrdI/AAAAAAAABVY/4GvGcUkkiN8/s72-c/100707153720marca_dilma1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3906599259688061632</id><published>2010-09-26T23:59:00.005-03:00</published><updated>2010-09-27T00:16:37.525-03:00</updated><title type='text'>Todo poder tem limite ???</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TKAIXIldb9I/AAAAAAAABVI/li7_XbiTRT4/s1600/AQaNuwUrLn1zKRQvktzq.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="287" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TKAIXIldb9I/AAAAAAAABVI/li7_XbiTRT4/s400/AQaNuwUrLn1zKRQvktzq.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Surpresa (talvez esperada) hoje pela manhã um editorial enorme na capa do jornal “Folha de São Paulo” , texto inflamado afirmando que há um interesse do governo Lula e possivelmente do próximo governo em cercear a liberdade de imprensa. A capa da revista “Veja” não poderia ser diferente, uma estrela vermelha, um trecho do capítulo sobre a Comunicação Social da Constituição Federal e a chamada: “ A Liberdade Sob Ataque”.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;As críticas de Lula à grande imprensa chegaram tarde demais,  um governo que teve como ministro das comunicações Hélio Costa, um homem historicamente vinculado aos grandes grupos de comunicação do país, que implantou um modelo de TV Digital que não colabora com a qualidade do conteúdo da programação, que não propôs revisões do papel da ANATEL e até mesmo fortaleceu a violência contra os movimentos das rádios livres e comunitárias. Um governo que só fez uma Conferência Nacional de Comunicação, que resultou na criação de uma lista enorme de propostas, sem nenhuma previsão de serem efetivadas. Que teve como maior bandeira a implantação dos telecentros e da banda larga, sem entender que mídia livre não é sinônimo de mídia digital, que o problema da comunicação no país é muito mais profundo que o acesso à internet.&lt;br /&gt;Parece clichê falar nos monopólios e oligopólios evidentes na comunicação deste país, mas talvez valha a pena refletir que temos sete famílias cuidando de 90% dos meios de comunicação, que não há possibilidade de aplicação do artigo da Comunicação Social porque não existem formas legais de controle do respeito à lei, que as leis de radiodifusão comunitária são limitantes, que as leis para regionalizar a programação estão tramitando no Congresso há mais de 10 anos e nunca são aprovadas, entre outros inúmeros fatores problemáticos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;Quando Lula se coloca contra à ação da grande imprensa ele reafirma que seu governo não tomou nenhuma decisão efetiva pela democratização da comunicação. A resposta da grande mídia reafirma que estamos sobre uma ditadura, a ditadura das grandes empresas de comunicação, que se sentiram contrariadas, que se eximem da responsabilidade pelo que expressam em um país que não compreende que a comunicação é um direito.&lt;br /&gt;O que há de mais surpreendente no dia de hoje talvez seja  “O Estado de São Paulo” ter colocado seu apoio à candidatura de José Serra,  afirmado que não preza e nunca prezou pelo equilíbrio ou pela tentativa de imparcialidade jornalística.&lt;br /&gt;Toda a movimentação da mídia às vésperas da eleição é esperada, estamos em uma semana de grandes decisões, o que não pode continuar sendo comum é o silêncio, a aceitação de uma mídia que não tem nenhum respeito pela diversidade e pela pluralidade, uma mídia que não se propõe a enriquecer o debate público.&lt;br /&gt;Independentemente de quem ganhe as eleições, as discussões de hoje devem abrir os olhos para a realidade problemática da comunicação no Brasil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3906599259688061632?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3906599259688061632/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3906599259688061632&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3906599259688061632'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3906599259688061632'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/09/todo-poder-tem-limite.html' title='Todo poder tem limite ???'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TKAIXIldb9I/AAAAAAAABVI/li7_XbiTRT4/s72-c/AQaNuwUrLn1zKRQvktzq.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-473105123854613038</id><published>2010-06-04T19:14:00.001-03:00</published><updated>2010-06-04T19:14:07.968-03:00</updated><title type='text'>10a Feira Nacional do Livro de Ribeirão acontece entre 10 e 20 de junho</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CLele%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}p	{mso-margin-top-alt:auto;	margin-right:0cm;	mso-margin-bottom-alt:auto;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:595.3pt 841.9pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A 10a Feira Nacional do Livro, a segunda maior a céu aberto do Brasil, chega a sua edição de aniversário com uma programação rica em novidades, com grandes nomes de cenário cultural efervescendo a cidade com atrações gratuitas durante 11 dias consecutivos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A Feira, que cresce a cada ano, além dos 16 mil metros quadrados das praças Carlos Gomes e XV de Novembro, ocupará outros espaços como os Estúdios Kaiser de Cinema, a biblioteca Padre Euclides, o Theatro Pedro II, o Teatro Auxiliadora, Centro Cultural Palace, Pingüim Cultural e os shoppings. Um dos maiores objetivos da organização é que o evento seja itinerante, promovendo cultura gratuita em diferentes espaços da cidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As principais novidades de 2010 são o Projeto Corredor Literário, em que autores convidados participarão de bate-papo nos shoppings; a Aldeia Cultural, que convidará artistas a lerem obras de autores locais no Theatro Pedro II; a Vila do Livro e a Casa do Menino Maluquinho, especialmente criados para as crianças.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além disso, adolescentes poderão participar de um amplo projeto de inclusão social, com atividades lúdicas para inserir esse público na leitura, nas artes e no cinema, que acontecerá nos Estúdios Kaiser de Cinema. &amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Projetos já consolidados como a exibição de filmes no Cinema Cultural e os contadores de histórias da Arena Cultural, ganharão novos espaços. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dentre os 66 livreiros de todo o país o evento contará com as editoras universitárias que ocuparão a rua Visconde de Inhaúma e trarão lançamentos e livros especialmente para a Feira.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Este ano, mais de 80 autores participarão de Cafés Filosóficos e Salões de Ideias, além de 25 shows como o melhor da música brasileira. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Os homenageados desta edição serão Espanha, Acre, Gilberto Freyre, Ziraldo e Nádia Gotlib.&amp;nbsp; A patronesse é a empresária Marylene Baracchini.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;Os autores já confirmados são: Adriana Lisboa,Alessander Guerra,Ana Paula Maia,Augusto Cury,Carlos Heitor Cony,Carola Saavedra,Celso Antunes,Claúdia Tajes,Clovis Bulcão,Cristina Silveira,Cristovão Tezza,Daniel Galera,Daniel Pelizari,Fabrício Carpinejar,Fabrício Corsaletti,Gabriel Chalita,Guilherme Davoli,Heloisa Bacellar,Ignácio de Loyola Brandão,João Silverio Trevisan,Laurentino Gomes,Lola Aybar,Luiz Tatit, Marcia Bulcão,Márcia Tiburi,Maria Gessy de Sales,Marina Colassanti,Mário Prata,Mário Sergio Cortela,Moacyr Scliar,Mouzar Benedito,Nelson Schapochnik,Nicole Algranti,Palmério Doria, Paulo Markum,Pedro Bandeira,Rainhas do Lar com Katita e Faby,Raphael Coutinho,Ricardo Daunt,Ricardo Kotscho,Rubem Alves,Saulo Gomes,Tatiana Levy,Thalita Rebouças,Tony Bellotto,Xico Sá e Zuenir Ventura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dentre os shows estão grandes nomes como Clube da Esquina, Pedro Luis e a Parede, Roberta Sá, Tom Zé, João Donato e Emilio Santiago, Martinho da Vila, Maria Gadu, Zélia Duncan, Nana Caymmi e Erasmo Carlos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Programação completa no site: www.feiradolivroribeirao.com.br&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-473105123854613038?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/473105123854613038/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=473105123854613038&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/473105123854613038'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/473105123854613038'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/06/10a-feira-nacional-do-livro-de-ribeirao.html' title='10a Feira Nacional do Livro de Ribeirão acontece entre 10 e 20 de junho'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3276415705513309917</id><published>2010-03-16T11:17:00.000-03:00</published><updated>2010-03-16T11:17:03.600-03:00</updated><title type='text'>Luiz Tatit, o mestre do canto falado</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S5-SwMD_qRI/AAAAAAAABSE/7iY7KiUx5g0/s1600-h/luiztatit-4.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S5-SwMD_qRI/AAAAAAAABSE/7iY7KiUx5g0/s400/luiztatit-4.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;i&gt;Capitu &lt;br /&gt;A ressaca dos mares&lt;br /&gt;A sereia do sul&lt;br /&gt;Captando os olhares&lt;br /&gt;Nosso totem tabu&lt;br /&gt;A mulher em milhares&lt;br /&gt;Capitu&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;(“Capitu” - Luiz Tatit)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É assim reunindo poesia, música e literatura que Luiz Tatit encanta ouvidos e almas. O músico, reconhecido também por suas pesquisas acadêmicas acaba de lançar a obra “Semiótica à Luz de Guimarães Rosa” (Ateliê Editorial), em que revê conceitos essenciais da semiótica a partir de contos que compõem o livro “Primeiras Histórias” e está trabalhando no lançamento oficial do Cd “Sem Destino” produzido junto com a amiga inseparável, Ná Ozzetti.&lt;br /&gt;A música adentrou a vida de Tatit graças ao seu avô que o presenteou com um rádio de pilha quando ele tinha 10 anos e um violão aos 12. Da infância até hoje a música tem sido sua companheira, nas composições, gravações e na produção de livros e ensaios sobre a poesia e a música brasileira, muitos deles publicados em espanhol, francês e inglês.&lt;br /&gt;Tatit busca conciliar a vida acadêmica com a de músico, atuando como professor no Departamento de Lingüística da USP (Universidade de São Paulo), a união entre as duas atividades fazem parte de sua história. “Quando resolvi tomar a canção como objeto de estudo nas pesquisas que resultaram em dissertação de mestrado e tese de doutorado nos anos 80, pode-se dizer que minhas duas atividades [música e vida acadêmica] começaram a se conciliar, passei a lidar com música paralelamente a meus compromissos acadêmicos. A pesquisa e a prática de composição são fundamentais para a minha vida”, salienta.&lt;br /&gt;Se você tem filhos pequenos, já ouviu alguma das composições de Tatit na voz da dupla “Palavra Cantada”, formada pelo seu irmão Paulo Tatit e pela cantora Sandra Peres. “Fiz dezenas de letras para a dupla e, até hoje, volta e meia, eles me mandam melodias para letrar. É sempre assim, eles têm uma melodia, já arranjada, e eu componho a letra, às vezes com tema predeterminado, às vezes com tema livre”, explica.&lt;br /&gt;Suas composições que já ultrapassam 40 foram gravadas por muitos nomes da música brasileira como Leila Pinheiro, Zélia Duncan, Ney Matogrosso e José Miguel Wisnik. Com Wisnik, Tatit tem uma composição muito interessante, chamada “Mestres cantores”, que fala da experiência dos dois que reúnem a vida acadêmica ao universo musical.&lt;br /&gt;Tatit foi também um dos criadores do grupo Rumo da década de 70, que tem como um de seus objetivos resgatar as entonações da fala cotidiana nas composições, característica que é marcante na obra do músico.&lt;br /&gt;Para conhecer a obra musical de Tatit, escute o CD “Rodopio”, que tem muitas participações especiais como a voz de Ceumar e de Suzana Salles. A produção traz uma mistura perfeita entre a inocência das letras e a maturidade das composições.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3276415705513309917?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3276415705513309917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3276415705513309917&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3276415705513309917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3276415705513309917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/03/luiz-tatit-o-mestre-do-canto-falado.html' title='Luiz Tatit, o mestre do canto falado'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S5-SwMD_qRI/AAAAAAAABSE/7iY7KiUx5g0/s72-c/luiztatit-4.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-9218775165613044337</id><published>2010-03-01T23:08:00.002-03:00</published><updated>2010-03-01T23:11:39.590-03:00</updated><title type='text'>Salve Geral!</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CLele%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4xvxRplUjI/AAAAAAAABR0/w1l9bNlBUH4/s1600-h/presos1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4xvxRplUjI/AAAAAAAABR0/w1l9bNlBUH4/s400/presos1.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CLele%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:36.0pt;	mso-footer-margin:36.0pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Mostrar a força de um momento de violência e medo que marcou a história do Estado de São Paulo sem cair em clichês e sentimentalismos. Este era o desafio do diretor Sérgio Rezende quando começou a produzir “Salve Geral!", filme lançado em 2009, que tentou vaga no Oscar 2010.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A obra relata os dias em que todo o Estado ficou a mercê da ação do PCC (Primeiro Comando da Capital), mas para contar estes dias de 2006 que todo paulista guarda na memória Rezende optou por construir uma ficção com traços de documentário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;São duas personagens principais, que inicialmente são muito diferentes, mas se revelam extremamente parecidas. Andréa Beltrão é Lúcia, mulher de classe média baixa que se depara com a realidade das cadeias quando seu filho se envolve em um acidente e comete um assassinato. Denise Weimberg é Ruiva, uma advogada que trabalha para o PCC.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar do roteiro linear, “Salve Geral” são vários filmes em um só e as impressões sobre ele podem ser as mais diferentes possíveis. Tratar um assunto tão delicado e conquistar o grande público não é tarefa fácil e a produção não conseguiu chegar neste ideal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme é cansativo e tem alguns problemas no roteiro que ficam claros na atuação das atrizes principais, em especial, de Andréa Beltrão, que se mostra um pouco artificial em certos momentos do filme e também no excesso de personagens interessantes que passam pela história muito rápido (são 62 personagens com fala!), como um dos presos que para sair da cadeia aceita colaborar com um policial corrupto.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As duas personagens principais que levam o público pela história não são apaixonantes, o que pode ter sido uma opção do diretor de construir um filme de maneira diferente, no entanto, em meio a personagens que não se vinculam realmente a quem está assistindo, o filme possui muitos diálogos e cenas desnecessários.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4xygKQFQRI/AAAAAAAABR8/XSfdQ129XS4/s1600-h/DSC08875.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="106" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4xygKQFQRI/AAAAAAAABR8/XSfdQ129XS4/s200/DSC08875.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A personagem de Ruiva é a melhor de todo o filme, ela representa muito&lt;br /&gt;bem as relações corruptas que envolvem a sociedade brasileira e ao envolver Lúcia na rede do PCC, mostra como todas as pessoas podem ser corruptíveis. A falta de maniqueísmo no roteiro é um dos grandes atributos desta obra, os personagens caminham de acordo com seus interesses e com sua história.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Algumas cenas são muito representativas, como quando os comandantes do Comando Vermelho chamam todos para a rebelião, as palavras de ordem são “Paz, Justiça e Liberdade”. Os inúmeros problemas do sistema carcerário brasileiro ficam em evidência e a maneira como a população lida com a questão mexe com a consciência de quem faz parte desta sociedade hipócrita em que os direitos humanos são tratados como regalia de poucos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O filme, apesar dos problemas, deve ser valorizado pela coragem de reconstruir um momento que tem que ser lembrado e discutido, afinal, os criminosos levaram a tona toda a fragilidade da sociedade brasileira e os problemas continuam muito distantes de uma solução.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-9218775165613044337?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/9218775165613044337/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=9218775165613044337&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/9218775165613044337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/9218775165613044337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/03/salve-geral.html' title='Salve Geral!'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4xvxRplUjI/AAAAAAAABR0/w1l9bNlBUH4/s72-c/presos1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6513636745587306403</id><published>2010-02-22T19:26:00.003-03:00</published><updated>2010-02-22T19:31:16.687-03:00</updated><title type='text'>Democratizar a comunicação?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4MFo3NTpwI/AAAAAAAABRo/rRgAtxbCUAE/s1600-h/Untitled-1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4MFo3NTpwI/AAAAAAAABRo/rRgAtxbCUAE/s320/Untitled-1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em meio a um cenário aparentemente apático, em que as discussões sobre comunicação se limitam na maioria das vezes ao que a grande mídia coloca, nascem debates de visibilidade nacional sobre qual é o verdadeiro retrato dos meios de comunicação no Brasil.&lt;br /&gt;O debate não é recente, vem ganhando força no decorrer dos anos com a união de pessoas de diversas correntes ideológicas, mas que tem em comum o desejo de ter voz em um país em que poucos falam e muitos só escutam. &lt;br /&gt;Talvez a semente para a ampliação do debate sobre o tema no país seja o Fórum Social Mundial, iniciativa que acaba de completar 10 anos e que nasceu em uma época de grande fortalecimento das políticas neoliberais na América Latina. Movimentos sociais, ONGS, redes, organizações civis e membros da sociedade preocupados com os rumos da política nacional se uniram para buscar e realizar mudanças. &lt;br /&gt;A Comunicação é uma das pautas principais do Fórum, afinal, qual o papel da mídia na construção deste outro mundo possível? &lt;br /&gt;A palavra de ordem é a democratização e o que parecia aos olhos de muitos algo tão utópico e distante de ser realizado, começa a tomar forma quando as discussões passam da esfera do não governamental para uma esfera que reúna governo e sociedade. &lt;br /&gt;Existem sim inúmeras dificuldades para se alcançar mudanças quando interesses de partidos são mais importantes que as questões a serem resolvidas, porém, estamos em uma sociedade que depende dos poderes instituídos e já que as grandes revoluções políticas não acontecem é a união entre todas as forças que pode fazer a diferença.&lt;br /&gt;A I Conferência de Comunicação que aconteceu em dezembro de 2009 marca o início de um diálogo efetivo sobre a democratização da Comunicação no Brasil. Além do encontro nacional foram mais de 60 conferências municipais, intermunicipais e livres que debateram três eixos principais: produção de conteúdo, meios de distribuição e direitos e deveres na Comunicação.&lt;br /&gt;Como construir espaços democráticos não é tarefa fácil, inúmeras dificuldades foram encontradas pelos organizadores, que não conseguiram convencer o setor empresarial a participar do debate, seis das oito entidades empresariais deixaram a comissão organizadora na fase de preparação da Conferência. &lt;br /&gt;Mesmo com as dificuldades em se construir esse diálogo que parece impossível diante dos interesses pessoais, encaminhamentos importantes foram aprovados na Conferência como a &lt;br /&gt;criação do Conselho Nacional de Comunicação, imposição de limites à concentração de concessões de meios de comunicação, limites ao oligopólio da distribuição de mídia impressa, reformulação da estrutura interna do ministério das Comunicações e realização de Conferências nacionais a cada dois anos. &lt;br /&gt;Claro que a aprovação na Conferência não significa que tudo será praticado, no entanto, as mudanças só são possíveis quando partem de diálogos abrangentes e ganham força nas mãos das pessoas. &lt;br /&gt;A visível inércia da grande imprensa que praticamente não esteve presente na Conferência e que coloca o combate ao monopólio das Comunicações como uma maneira de restrição a tal liberdade de imprensa é a prova real que temos um grande problema na Comunicação deste país, que somente pode ser superado quando cada membro da sociedade perceber que liberdade de expressão não existe efetivamente em um país condizente com a ilegalidade nas concessões de rádio e televisão e a concentração no controle de diversos meios de comunicação por grandes grupos empresarias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6513636745587306403?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6513636745587306403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6513636745587306403&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6513636745587306403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6513636745587306403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/02/democratizar-comunicacao.html' title='Democratizar a comunicação?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S4MFo3NTpwI/AAAAAAAABRo/rRgAtxbCUAE/s72-c/Untitled-1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-685293616087837584</id><published>2010-02-04T12:50:00.001-02:00</published><updated>2010-02-12T01:40:21.266-02:00</updated><title type='text'>Dias em Machu Picchu</title><content type='html'>&lt;meta content="text/html; charset=utf-8" http-equiv="Content-Type"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Word.Document" name="ProgId"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Generator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;meta content="Microsoft Word 10" name="Originator"&gt;&lt;/meta&gt;&lt;link href="file:///C:%5CUsers%5CLele%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;&lt;style&gt;&lt;!-- /* Style Definitions */ p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin:0cm;	margin-bottom:.0001pt;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";}@page Section1	{size:612.0pt 792.0pt;	margin:70.85pt 3.0cm 70.85pt 3.0cm;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S2rejfXA-GI/AAAAAAAAAas/seJBl32K25c/s1600-h/zn5_0827.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="85" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S2rejfXA-GI/AAAAAAAAAas/seJBl32K25c/s400/zn5_0827.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A viagem perfeita,era isso o que pensava todos os dias desde que cheguei ao Peru com mais duas amigas no dia 13 de janeiro, tudo estava correndo bem, conhecemos lugares incríveis, a temperatura estava perfeita, as pessoas nos ajudando nos pequenos problemas, estávamos melhorando no espanhol e incrivelmente apaixonadas pelo país dos Incas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No dia 23 de janeiro partimos para o passeio mais esperado da viagem: conhecer Machu Picchu e foi neste dia que tivemos o primeiro problema: não havia trem para chegar a Machu Picchu, teríamos que esperar até a manhã do outro dia. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Acordamos domingo ansiosas e fomos para a fila do trem e a partir daí começou a verdadeira aventura da viagem. Ao lado do trilho corre o rio Urubamba, que estava assustador, a maioria dos passageiros não conseguia desgrudar os olhos das janelas. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Finalmente chegamos a Águas Calientes, a cidade mais próxima de Machu Picchu e fomos conhecer o sítio arqueológico. Não existe palavra que possa descrever Machu Picchu, nada seria suficiente, pensar naquele lugar povoado de pessoas que viviam para e com a natureza, seres que inexplicavelmente construíam suas casas com enormes pedras e que tinham um sistema de irrigação impressionante, foi um dos momentos mais emocionantes da viagem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Quando saímos de Machu Picchu, veio a primeira notícia de que estávamos presos na pequena cidade, minha primeira sensação foi de incredulidade. Procuramos um hotel e pensávamos que quando acordássemos poderíamos voltar para Cusco, no entanto, chegou a notícia oficial da empresa de trem responsável pelo único caminho para chegar a Machu Picchu: o conserto dos trilhos demoraria dois meses. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pensamos em ir embora a pé até a próxima cidade, mas corriam histórias de que todos os caminhos estavam muito perigosos e decidimos ficar. Nos informaram que devíamos ficar dentro dos vagões de trem, separados por nacionalidade e aguardar os helicópteros que viriam nos resgatar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Passaram-se cerca de três horas e não tínhamos nenhuma informação, até que começaram a gritar que a estação de trem estava com risco de inundação e que teríamos que ir para um lugar mais alto,saímos todos, um tanto assustados rumo a quadra de esportes. O sol estava forte e éramos mais de dois mil turistas esperando qualquer informação, não ouvíamos nenhum barulho de helicóptero e não sabíamos o que iría acontecer. Às 18h veio o aviso: procurem lugar para se hospedarem, os idosos, doentes, mulheres com crianças e grávidas deveriam voltar para os vagões para serem os primeiros resgatados na manhã de terça.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Achamos um hotel, jantamos e dormimos na esperança de acordar com o ruído dos helicópteros, porém, eles chegaram somente na parte da tarde e soubemos que quem estava partindo eram os que pagavam propina para os militares ou contratavam helicópteros particulares.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Percebemos que era necessário fazermos alguma coisa, reunimos todos os brasileiros na praça central, fizemos listas para saber em quantos éramos, quais eram as principais necessidades e começamos a ligar e mandar e-mails para as embaixadas, consulados, imprensa, enfim, qualquer tipo de ajuda poderia fazer a diferença naquele momento. Até aquele momento não tínhamos recebido nenhuma informação oficial, não sabíamos quantos dias demoraríamos para sair da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As roupas já tinham acabado, o dinheiro de muitos também e o desespero tomou conta de alguns. Entre o desespero nasceu a solidariedade, muitos buscando ajudar a reconstruir parte de uma calçada destruída, outros lutando por justiça fazendo barricadas contra os que queriam pagar para sair, outros ainda buscando informar os seus países de origem da situação que vivíamos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Na quarta-feira recebemos comida do governo peruano: café da manhã, almoço e jantar, recebemos também a notícia que o cônsul brasileiro em Lima estava chegando e que os mais velhos, mulheres e crianças tinham ido embora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Apesar das boas notícias, não sabíamos quando sairíamos porque as chuvas continuavam em Cusco e os helicópteros não conseguiam chegar a Machu Picchu. Cada um buscava entreter-se de uma forma, alguns tocavam violão, outros conversavam, organizavam partidas de futebol e vôlei e até uma pequena gincana.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Foi a união e a força das outras pessoas que me fez passar por este momento com alegria, não sentia medo, sentia que estar ali com aquelas pessoas era uma grande lição de vida e sentíamos isso juntos, que a sensação de impotência se transformava em força e esperança.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O governo brasileiro enviou dinheiro para que todos os brasileiros que estavam em alojamentos fossem para os hotéis. Quinta-feira acordamos com o som dos helicópteros, e nunca aquele som me pareceu tão bonito, mais de 1.300 pessoas foram embora.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Restaram as pessoas na faixa de 20 anos e apesar da ansiedade, da claustrofobia e do medo, foi dia de festa, todos se reuniram, conversaram e dançaram, era o nosso último dia em Águas Calientes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sexta-feira, às 18h cheguei em Cusco e depois da aventura de andar de helicóptero que alegria em ver aquela bandeirinha colorida flamejando e rever os amigos cusquenhos. O sentimento era uma mistura de tristeza por ter perdido cinco dias de férias e de alegria por estar ali.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Para finalizar a aventura, como já tínhamos perdido o vôo para o Brasil, pegamos uma carona com o avião da FAB (Força Aérea Brasileira), o Hércules. E agora sim tenho história para contar para o resto da vida, histórias de amizade, companherismo e superação, experiência que me ensinou a ser mais humana e mais apaixonada pela vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-685293616087837584?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/685293616087837584/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=685293616087837584&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/685293616087837584'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/685293616087837584'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2010/02/dias-em-machu-picchu.html' title='Dias em Machu Picchu'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/S2rejfXA-GI/AAAAAAAAAas/seJBl32K25c/s72-c/zn5_0827.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-8111336455346312825</id><published>2009-12-15T11:55:00.004-02:00</published><updated>2009-12-22T10:48:27.238-02:00</updated><title type='text'>II Bienal de Psicanálise e Cultura</title><content type='html'>As paixões e a cultura, temas que envolvem profissionais de todas as áreas e que são atemporais. Caminhando dentro deste universo através da psicanálise a II Bienal de Cultura e Psicanálise de Ribeirão Preto traz entre os dias 13 e 16 de maio uma programação rica em reflexões sobre a contemporaneidade sob o título “Paixão e...Paixões!- viagens às nascentes dos sentidos”. &lt;br /&gt;O evento promete continuar o sucesso da primeira edição que aconteceu em 2008 e trouxe para o Centro de Convenções de Ribeirão Preto mais de 500 pessoas. &lt;br /&gt;Dentre os convidados que participarão de mesas de debates e promoverão cursos estão psicanalistas, historiadores, artistas plásticos, músicos, bailarinos, compositores, empresários, educadores e escritores. A diversidade de áreas revela a profundidade das discussões que abrangerão a paixão e a não-paixão em seus diversos aspectos: amizade, conhecimento, anti-conhecimento, ciúme, inveja, vingança, trabalho, artes, futebol e amor.&lt;br /&gt;A abertura será realizada no Theatro Pedro II, na noite do dia 13, com a presença da mezzo soprano paulistana Regina Elena Mesquita e o pianista Marco Antônio Bernardo, que apresentarão trechos de “Carmem”, “Sansão e Dalila”, “Piaf”, entre outras peças.&lt;br /&gt;A rica programação de debates começa no dia 14 a partir das 8h com a presença de vários especialistas, dentre eles Luis Tenório Oliveira Lima (psicanalista), Décio Cassiani Altimari (biólogo), Marlene Soares dos Santos (educadora) e a psicanalista Argentina Sônia Abadi.&lt;br /&gt;No dia 15 alguns dos convidados são Luiza Trajano Donato (empresária), Bernardo Tanis (psicanalista), Beatriz Segall (atriz) e José Miguel Wisnik (músico). A conferência de encerramento na manhã do dia 16 será proferida pela poeta e ensaísta de Buenos Aires, Ivonne Bordelois.&lt;br /&gt;O encontro trará ainda três exposições permanentes e apresentações culturais de vídeo, teatro, dança e música durante todos os dias. &lt;br /&gt;A II Bienal é uma realização da Sociedade Brasileira de Psicanálise de Ribeirão Preto (SBPRP), com apoio da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.&lt;br /&gt;Maiores informações: www.sbprp.org.br/bienal e &lt;a href="http://www.twitter.com/bienalpsi"&gt;www.twitter.com/bienalpsi&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-8111336455346312825?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/8111336455346312825/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=8111336455346312825&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/8111336455346312825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/8111336455346312825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/12/ii-bienal-de-psicanalise-e-cultura.html' title='II Bienal de Psicanálise e Cultura'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2252773841723274297</id><published>2009-11-03T11:44:00.001-02:00</published><updated>2009-11-03T11:45:51.835-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cozinha Sonora : www.cozinhasonora.com'/><title type='text'>Experimente "3 na Massa"</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SvAzqo2uuoI/AAAAAAAAAWM/RF6B33jym28/s1600-h/3-Na-Massa.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SvAzqo2uuoI/AAAAAAAAAWM/RF6B33jym28/s200/3-Na-Massa.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Em meio a tantas mulheres cantando sons parecidos, vale a surpresa do projeto “3 na massa”, criado pelos membros do Nação Zumbi, Dengue e Pupillo e por Rica Amabis do selo Instituto. &lt;br /&gt;Mulheres com vozes e estilos completamente diferentes, experimentam e se revelam no CD “Na Confraria das Sedutoras”, uma obra de arte para ouvidos cansados de mesmices. Tem Leandra Leal, Thalma de Freitas, Céu, Nina Becker e destaque para Pitty que supera expectativas.&lt;br /&gt;As letras escritas na maioria das vezes por homens (dentre eles Rodrigo Amarante), trazem histórias de ilusões e desilusões amorosas. Apesar de letras interessantes, o projeto vale mais pelas experimentações sonoras, que trazem música eletrônica, batidas latinas e muitos “barulhinhos”.&lt;br /&gt;Para degustar: &lt;a href="http://www.myspace.com/3namassa"&gt;http://www.myspace.com/3namassa&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Selo Instituto: &lt;a href="http://www2.uol.com.br/instituto"&gt;http://www2.uol.com.br/instituto&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2252773841723274297?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2252773841723274297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2252773841723274297&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2252773841723274297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2252773841723274297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/11/experimente-3-na-massa.html' title='Experimente &quot;3 na Massa&quot;'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SvAzqo2uuoI/AAAAAAAAAWM/RF6B33jym28/s72-c/3-Na-Massa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-7454276896645631170</id><published>2009-11-03T10:42:00.002-02:00</published><updated>2009-11-03T10:43:32.495-02:00</updated><title type='text'>Budapeste – o filme e o livro</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SvAlMJigKII/AAAAAAAAAWE/9UgxX70o1xw/s1600-h/budapeste07.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: left; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SvAlMJigKII/AAAAAAAAAWE/9UgxX70o1xw/s400/budapeste07.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A brincadeira com as palavras e seus significados é o que torna o livro “Budapeste”, de Chico Buarque, interessante. Já no filme valem mais as imagens da capital húngara do que a história em si.&lt;br /&gt;A direção do filme é de Walter Carvalho e tem no elenco o ótimo Leonardo Medeiros, Giovana Antonelli e a atriz húngara Gabriella Hamori. A história relata a vida monótona de um escritor anônimo chamado José Costa, que para fugir de sua realidade no Rio de Janeiro encontra em Budapeste e no húngaro uma saída para seus problemas existenciais.&lt;br /&gt;Costa escreve best sellers e não os assina, é casado com uma jornalista egocêntrica e tem um filho que é menosprezado pelo casal. Leonardo Medeiros está incrível no papel de intelectual depressivo e as poucas risadas vêem de seus diálogos excêntricos.&lt;br /&gt;Em Budapeste, Costa conhece Kriska, a mulher que o ensina húngaro e pela qual ele se apaixona. Mesmo falando línguas tão diferentes, eles se comunicam e o filme traz boas cenas deste relacionamento, que é quase uma paixão infantil. &lt;br /&gt;O filme tem o mesmo andamento do livro, é lento, a história não caminha e quando acaba você fica com a nítida impressão de que não entendeu alguma coisa. Quando soube que haviam lançado o filme, fiquei curiosa porque não compreendia como conseguiriam transformar em roteiro uma história tão subjetiva e tão ligada às palavras, mas Walter Carvalho conseguiu e em termos de adaptação de livro para obra audiovisual o trabalho dele foi genial.&lt;br /&gt;Alias esta é a primeira direção que Carvalho assina sozinho, apesar de ter trabalhado como diretor de fotografia em vários sucessos nacionais como “O Céu de Suely”, “Cazuza” e “Carandiru”.&lt;br /&gt;Nos extras do DVD tem o making off , que é tão vazio como o filme, os atores parecem não conseguir expressar o que significam seus personagens.&lt;br /&gt;A obra passa por diversos questionamentos, como a indústria literária, a espetacularização, o vazio existencial, a solidão; porém, são tantas temáticas que o leitor/ espectador perde o interesse. Chico Buarque é indiscutivelmente o mestre das palavras e o livro traz trechos deslumbrantes, mas particularmente ainda o prefiro como compositor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-7454276896645631170?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/7454276896645631170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=7454276896645631170&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7454276896645631170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7454276896645631170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/11/brincadeira-com-as-palavras-e-seus.html' title='Budapeste – o filme e o livro'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SvAlMJigKII/AAAAAAAAAWE/9UgxX70o1xw/s72-c/budapeste07.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-7465993789279262616</id><published>2009-10-30T10:26:00.004-02:00</published><updated>2009-10-30T10:28:29.116-02:00</updated><title type='text'>“Abrazos Rotos” – Almodóvar</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SurbNkLqCrI/AAAAAAAAAV0/0wHLIB3NLuo/s1600-h/almodovar.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SurbNkLqCrI/AAAAAAAAAV0/0wHLIB3NLuo/s400/almodovar.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Falta Almodóvar no novo filme de Almodóvar. A frase pode parecer sem sentido, mas o nome do diretor já é um adjetivo que descreve filmes surpreendentes, personagens excêntricos, historias dramáticas em cenários extremamente coloridos.&lt;br /&gt;“Abrazos Rotos” ( Abraços Partidos) foi lançado na Europa em outubro e ainda não chegou ao Brasil. O diretor traz nos papéis principais suas atrizes favoritas: Penélope Cruz e Blanca Portilla e o elenco conta também com Lluis Homar e Rossy de Palma.&lt;br /&gt;O filme segundo o que declarou Almodóvar no lançamento é uma declaração de seu amor pelo cinema. O roteiro é rico em metalinguagem, já que relata a história de um diretor e roterista de cinema no processo de produção de um filme.&lt;br /&gt;A história não é linear, isto é bem Almodóvar, e avança e volta no tempo várias vezes, mas sem que o espectador se sinta perdido. O filme começa com um diretor de cinema cego, chamado Harry Caine tendo um caso com uma mulher bem mais jovem, que lê o jornal para Caine e entre as notícias diz que o empresário Ernesto Martel morreu, Caine fica claramente assustado com a informação.&lt;br /&gt;O nome de Martel e o passado de Caine e de sua assistente Judit é o fio da história, que se desenrola com personagens gananciosos e com relações problemáticas. O tema familiar e a falta da presença paterna que são presenças constantes nos filmes de Almodóvar também estão neste filme, porém, de maneira menos intensa que em suas obras anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SurbYhGOaVI/AAAAAAAAAV8/uGnG1bOk7UQ/s1600-h/almodovar+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SurbYhGOaVI/AAAAAAAAAV8/uGnG1bOk7UQ/s200/almodovar+2.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A melhor parte da obra é a releitura que o próprio diretor faz de “Mulheres à beira de um ataque de nervos”, para quem gostou deste filme uma grande oportunidade de rever cenas com outras atrizes interpretando.&lt;br /&gt;O grande problema está na expectativa que um filme de Almodóvar causa, o filme é bom, mas o desfecho da trama foca-se apenas na personagem Judit, que relaciona todos os fatos sentada em uma mesa de bar e o pior é que algumas das revelações são previsíveis.&lt;br /&gt;Falta o imprevisível, falta cor e falta drama, mas ainda assim é um filme que vale a pena ser visto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-7465993789279262616?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/7465993789279262616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=7465993789279262616&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7465993789279262616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7465993789279262616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/abrazos-rotos-almodovar.html' title='“Abrazos Rotos” – Almodóvar'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SurbNkLqCrI/AAAAAAAAAV0/0wHLIB3NLuo/s72-c/almodovar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-368682706422572357</id><published>2009-10-27T23:39:00.002-02:00</published><updated>2009-10-27T23:42:12.509-02:00</updated><title type='text'>O “Iê Iê Iê” de Arnaldo Antunes</title><content type='html'>&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SuehULvIplI/AAAAAAAAAVs/pDXGkXLFO9M/s1600-h/arnaldoantunes-ieieie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SuehULvIplI/AAAAAAAAAVs/pDXGkXLFO9M/s400/arnaldoantunes-ieieie.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sabe quando você come algo, tá gostoso, mas hum....tá faltando alguma coisa. Assim foi a sensação que tive ao sair do novo show de Arnaldo Antunes: “Iê Iê Iê”. &lt;br /&gt;O CD que saiu do forno em setembro, teve a produção de Fernando Catatau, que também &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;é criador de uma banda que vale muito a pena escutar: “Cidadão Instigado”, e contou com o apoio da Natura, o que rende shows a preços populares pelo Brasil a fora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Se pudesse falar somente da produção a nota seria dez, o cenário é lindo e simples composto de inúmeras camisetas coloridas, a iluminação envolve o público e acompanha incrivelmente bem o estilo do show, os figurinos são divertidos e Arnaldo está dançando freneticamente.&lt;br /&gt;O problema são as músicas, Antunes buscou resgatar o inicio de sua carreira, com sonoridades mais simples e letras menos elaboradas. O show começa bem, mas vai ficando cansativo já que o ritmo não muda muito, uma espécie de tecnobrega e jovem guarda, um tanto repetitivo.&lt;br /&gt;Além das músicas novas, o compositor faz releituras de velhos sucessos seus como “Consumado”, “Essa Mulher” e “Socorro”. E interpreta de maneira inovadora músicas conhecidas do grande público como “Quando você decidir”de Odair José , “Ela é Americana” de Dorgival Dantas e “Vou Festejar” , de Jorge Aragão.&lt;br /&gt;Como letrista, Antunes sempre é incrível, destaque para a romântica e irônica “Sua Menina” (“Você trata muito mal sua princesa/um dia ela vai virar a mesa/seu olhar só vê o seu umbigo/ um dia ela vai ficar comigo”) e para a divertida “Invejoso” (“Invejoso querer o que é dos outros é o seu gozo/ e fica remoendo até o osso mas sua fruta só lhe dá caroço”).&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;O show vale para dançar engraçadinho e dar uma risadas, mas já fico no aguardo da próxima experiência musical de Arnaldo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;"&gt;( Este texto está também no site &lt;a href="http://www.cozinhasonora.com.br/"&gt;http://www.cozinhasonora.com.br/&lt;/a&gt; , um novo espaço para debater música na rede. Visite!)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-368682706422572357?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/368682706422572357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=368682706422572357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/368682706422572357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/368682706422572357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/o-ie-ie-ie-de-arnaldo-antunes.html' title='O “Iê Iê Iê” de Arnaldo Antunes'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SuehULvIplI/AAAAAAAAAVs/pDXGkXLFO9M/s72-c/arnaldoantunes-ieieie.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2360486771479589123</id><published>2009-10-24T19:01:00.001-02:00</published><updated>2009-10-24T19:01:43.572-02:00</updated><title type='text'>Excentricidade e sensibilidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SuNrC2NFX4I/AAAAAAAAAVc/oaOymkqdQ1g/s1600-h/a-partida-001.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SuNrC2NFX4I/AAAAAAAAAVc/oaOymkqdQ1g/s200/a-partida-001.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;As maneiras de lidar com a morte, este é o tema principal do filme japonês “A Partida” (Okuibito), que recebeu o Oscar deste ano como melhor filme estrangeiro e de diversos prêmios no Japão, China, Canadá e Estados Unidos.&lt;br /&gt;O roteiro narra a história de um violoncelista (Daigo) que ao perder seu emprego em uma Orquestra que não recebe apoio, acaba encontrando trabalho em uma empresa funerária, porém, os funerais japoneses são ritualísticos e o cadáver além de ser maquiado, é lavado e vestido de uma maneira toda especial antes de ser cremado.&lt;br /&gt;A atividade do funcionário que prepara o “nokanshi” é desprezada pela sociedade japonesa, e o músico esconde o novo trabalho de sua mulher Mika, quando ela descobre não aceita o emprego de seu marido e sai de casa. Daigo apesar da solidão, redescobre a paixão pela vida e percebe o quanto é preciso valorizar as pessoas e cada momento da existência.&lt;br /&gt;A filmagem é de uma delicadeza impressionante, os objetos, os olhares e pequenos gestos ajudam a contar esta história que leva a muitas reflexões. É uma ótima oportunidade de conhecer um pouco da cultura japonesa, rica em simbolismos.&lt;br /&gt;Ao assistir, as lágrimas se misturam a sorrisos, já que existem momentos em que os exageros nas atuações se tornam engraçados e dá para perceber porque os desenhos de mangá fazem tantas caretas.&lt;br /&gt;Daigo encontra pessoas, famílias, religiões, histórias e encontra a tranquilidade quando reencontra seu pai, que não via desde os seis anos.&lt;br /&gt;A relação entre o antigo e o moderno fica clara quando a orquestra é desvalorizada e quando a casa de banhos, que Daigo frequenta desde pequeno está ameaçada de fechar. É o novo Japão, das cidades grandes, das tecnologias convivendo com o Japão milenar, rico em costumes tradicionais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2360486771479589123?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2360486771479589123/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2360486771479589123&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2360486771479589123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2360486771479589123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/excentricidade-e-sensibilidade.html' title='Excentricidade e sensibilidade'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SuNrC2NFX4I/AAAAAAAAAVc/oaOymkqdQ1g/s72-c/a-partida-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6427694044904202560</id><published>2009-10-20T14:40:00.001-02:00</published><updated>2009-10-20T14:40:51.135-02:00</updated><title type='text'>A nova produção de Tarantino-“Bastardos e Inglórios”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/St3n6iq1fOI/AAAAAAAAAVU/SsHRAyj8cyM/s1600-h/bastardos+e+ingl%C3%B3rios.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/St3n6iq1fOI/AAAAAAAAAVU/SsHRAyj8cyM/s400/bastardos+e+ingl%C3%B3rios.jpg" vr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Assistir Tarantino sempre é uma experiência surpreendente, mesmo que alguns não gostem de seu estilo extremamente irônico e sanguinário, é inevitável aceitar que o diretor é genial em reunir diferentes linguagens. &lt;br /&gt;“Bastardos e Inglórios”, lançado no Brasil neste mês, se passa na França durante a ocupação dos nazistas. A história começa com a caça aos judeus pelo coronel Hans Landa e o assassinato da família Dreyfus, cuja única sobrevivente é Shosana, uma menina que consegue fugir e assume uma identidade falsa para sobreviver aos nazistas e torna-se dona de um cinema.&lt;br /&gt;O filme até aí parece apenas mais uma obra sobre o nazismo, até que entra em cena o bando conhecido como “Bastardos”, que tem como objetivo matar todos os nazistas e não somente com tiros, mas também com tacos de beisebol, bastões,facas e bombas relógio. O bando é comandado pelo personagem de Brad Pitt que traz uma interpretação bem parecida com o cigano Mickey de “Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes”.&lt;br /&gt;Shosana reencontra o coronel que matou sua família por acaso, quando seu cinema é escolhido para o lançamento de um filme de Joseph Goebbels, ministro da propaganda nazista. Todos os membros do alto escalão do movimento nazista estavam presente no lançamento e tanto Shosana quanto o bando tinham um plano para acabar com a festa.&lt;br /&gt;Durante as duas horas e meia de projeção é impossível ficar mais que cinco minutos sem dar risada, os diálogos são ricos em ironias, especialmente no personagem do coronel Hans e o diretor usa e abusa da violência, que ganha contornos de humor negro, mas como só Tarantino sabe fazer.&lt;br /&gt;Para quem gosta do diretor fica como dica o curta “Tarantino’s Mind”, em que Selton Mello e Seu Jorge criam uma teoria que vincula uns aos outros os principais personagens de Tarantino. O curta está disponível http://video.google.com/videoplay?docid=1511515986562993804#&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6427694044904202560?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6427694044904202560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6427694044904202560&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6427694044904202560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6427694044904202560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/nova-producao-de-tarantino-bastardos-e.html' title='A nova produção de Tarantino-“Bastardos e Inglórios”'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/St3n6iq1fOI/AAAAAAAAAVU/SsHRAyj8cyM/s72-c/bastardos+e+ingl%C3%B3rios.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6639139110328381763</id><published>2009-10-15T15:30:00.002-03:00</published><updated>2009-10-28T13:59:35.408-02:00</updated><title type='text'>Música da Boa- Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/StdqUTUfd3I/AAAAAAAAAVM/n-WjF-ziOhc/s1600-h/afromacarronico.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/StdqUTUfd3I/AAAAAAAAAVM/n-WjF-ziOhc/s400/afromacarronico.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Se você está a procura de um novo som e nunca ouviu falar em Kiko Dinucci e o Bando AfroMacarrônico, ai vai a dica. O último álbum “Pastiche Nagô”, lançado simultaneamente no Brasil e Estados Unidos, ficou na lista dos 25 melhores discos de 2009 da Revista “RollingStone” e reúne uma mistura incrível de ritmos africanos e música latino-americana.&lt;br /&gt;O paulista Kiko Dinucci é multiinstrumentista, compositor, produtor de vídeo, roteirista e artista plástico, dentre seus trabalhos está o longa “Carandiru” de Hector Babenco. A cultura popular e afro-brasileira que acompanha sua obra musical também está presente nas artes gráficas. &lt;br /&gt;O Bando começou em 2001 e sempre buscou expressar a miscigenação da cultura brasileira, tendo como base o samba, já que umas principais influências de Dinucci é Adoniran Barbosa. “Adoniran é universal, ao mesmo tempo em que ele fala muito do pedaço de chão nosso, ele ta falando do mundo, do ser humano”, definiu o músico em entrevista ao programa “Metrópolis” em janeiro deste ano.&lt;br /&gt;Os músicos já tocaram na Alemanha, Polônia e Itália acompanhando a banda de jazz “São Paulo Underground”. O Bando que tinha como essência o samba, ultrapassou barreiras e hoje envolve todo tipo de sonoridade, porém, o trabalho é incrível e reúne artistas que não tem limites para a experimentação e que usa todo contato com o público como oportunidade de criação. &lt;br /&gt;Para conferir: www.myspace.com/afromacarronico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6639139110328381763?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6639139110328381763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6639139110328381763&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6639139110328381763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6639139110328381763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/musica-da-boa-kiko-danucci-e-bando.html' title='Música da Boa- Kiko Dinucci e Bando AfroMacarrônico'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/StdqUTUfd3I/AAAAAAAAAVM/n-WjF-ziOhc/s72-c/afromacarronico.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5773004020849935196</id><published>2009-10-11T14:43:00.001-03:00</published><updated>2009-10-11T14:43:24.792-03:00</updated><title type='text'>Era para rir? – “Os Normais 2”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/StIZFt3aKpI/AAAAAAAAAVE/4a_kbKUpclE/s1600-h/os+normais" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/StIZFt3aKpI/AAAAAAAAAVE/4a_kbKUpclE/s200/os+normais" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos filmes mais assistidos do cinema nacional: “Os Normais 2”, já superou 370 mil espectadores desde agosto deste ano. Parece que a Globo Filmes descobriu como alcançar um grande público frequentador dos cinemas brasileiros que é apaixonado por comédias com um jeitinho de televisão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;“Os Normais 2” assim como a continuação de “Se eu fosse você”, tem arrancado gargalhadas dos brasileiros. Tanto um quanto outro vem carregado de piadas prontas, clichês e falta de criatividade.&lt;br /&gt;O filme estrelado pelo conhecido casal Rui e Vani (Luis Fernando Guimarães e Fernanda Torres) não alcança a mesma qualidade do seriado que passou mais de dois anos na televisão aberta, sem contar as reprises nos canais pagos.&lt;br /&gt;Para quem é fã da série o filme até encanta, por podermos rever o casal, mas não passa disso. O filme começa com os dois personagens dizendo que para fazer uma comédia não precisam falar palavrão, então eles leem uma lista enorme de palavrões e afirmam que os espectadores não vão ouvir nada disso neste filme.&lt;br /&gt;Claro que os que já conhecem os personagens sabem que aquilo é mentira, afinal, o programa sempre foi regado a palavrões. No entanto, a brincadeira acaba funcionando como uma crítica ao próprio filme, que ultrapassa o bom senso no uso das palavras.&lt;br /&gt;A trama toda acontece em um só noite, em que os dois após 13 anos de noivado percebem que o relacionamento caiu na rotina, para renovar Vani resolve aceitar os insistentes convites de Rui para fazer um “ménage-a-trois”. O casal então busca por uma mulher que tope o programa, a primeira delas é a prima Silvinha (Drica Moraes), que aceita o convite,o relacionamento que aparentemente vai dar certo acaba no hospital. Já neste momento, em que estamos ainda nos primeiros vinte minutos de filme fica clara a proposta do diretor José Alvarenga Júnior (“Divã”): um humor que mistura “pastelão” com humor negro, com personagens se machucando e velhinhas caindo pela janela.&lt;br /&gt;Como não deu certo com Silvinha, Rui e Vani continuam a busca que passa por Danielle Winits, Cláudia Raia, Daniele Suzuki e Aline Moraes. A noite parece não ter fim, já que os dois passam por todo tipo de situação, de ficarem trancados no banheiro a serem roubados.&lt;br /&gt;Os roteiristas Alexandre Machado e Fernanda Young buscando desesperadamente fazer rir exageram nas situações, acontece tanta coisa e tanta situação sem graça que você sempre fica com a esperança que nos próximos minutos algo mais engraçado aconteça, mas não acontece, já que todo o humor é construído em cima de sexo e palavrão. &lt;br /&gt;Vale mais continuar assistindo as reprises da série que perder tempo com esse filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5773004020849935196?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5773004020849935196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5773004020849935196&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5773004020849935196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5773004020849935196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/era-para-rir-os-normais-2.html' title='Era para rir? – “Os Normais 2”'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/StIZFt3aKpI/AAAAAAAAAVE/4a_kbKUpclE/s72-c/os+normais' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-7951827429130281711</id><published>2009-10-08T10:55:00.001-03:00</published><updated>2009-10-08T15:27:37.153-03:00</updated><title type='text'>Comédia Romântica</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Ss3vHWEP8pI/AAAAAAAAAU8/Ve7GUJkoHYQ/s1600-h/romance3.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Ss3vHWEP8pI/AAAAAAAAAU8/Ve7GUJkoHYQ/s200/romance3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Um dia desses andando pela locadora, procurando um filme bobinho para passar o domingo aluguei “Romance” (2008), o nome parecia dizer tudo, mais uma comédia romântica “água com açúcar”. &lt;br /&gt;No entanto, me surpreendi, apesar da história simples o filme é rico em metalinguagem e poesia e arranca risadas e lágrimas. A direção é de Guel Arraes (“O Auto da Compadecida” / “Lisbela e o Prisioneiro”), o roteiro é de Jorge Furtado (“Meu tio matou um cara”) e no elenco estão Letícia Sabatella, Wagner Moura, Andréa Beltrão, Marco Nanini e José Wilker.&lt;br /&gt;Ana (Sabatella) e Pedro (Wagner Moura) são atores de teatro, Pedro está montando a peça “Tristão e Isolda” e escolhe Ana para contracenar com ele na peça. O amor deles nasce entre a ficção e a realidade e diversas vezes o espectador não sabe se eles estão encenando ou se é verdade e esta metalinguagem que torna o filme tão interessante. &lt;br /&gt;Os atores vivem a paixão até que Ana é convidada para estrelar uma novela, durante um tempo ela fica entre o teatro em São Paulo aos finais de semana e as gravações no Rio de Janeiro. Com o sucesso dela na TV as peças de Pedro recebem grandes platéias, mas ele está insatisfeito, argumenta que as pessoas estão ali para ver a atriz da novela e não pelo teatro, diante de crises de ciúme a paixão dos dois fica insustentável. &lt;br /&gt;Tempos depois Pedro é convidado a dirigir uma minissérie na televisão e cria uma versão nordestina para “Tristão e Isolda”, neste momento o roteiro busca a comicidade, o que de certa forma atrapalha o resultado final, algumas piadas prontas e clichês quebram o andamento do filme.&lt;br /&gt;Apesar desta quebra, os atores conseguem sustentar a obra, que tem alguns pontos fortes como a maneira irônica com que trata a vaidade dos atores famosos, representado especialmente pelo personagem de Marco Nanini. &lt;br /&gt;A força do filme está também na trilha sonora, que tem como tema “Nosso estranho amor”, interpretada por Caetano Veloso. O roteiro lembra um pouco a série “Som e Fúria”, produzida este ano por Fernando Meirelles, que mostrou os bastidores do teatro. &lt;br /&gt;Nos extras do DVD é possível assistir o making of e o episódio de “Tristão e Isolda” que é gravado dentro do filme.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-7951827429130281711?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/7951827429130281711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=7951827429130281711&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7951827429130281711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7951827429130281711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/comedia-romantica.html' title='Comédia Romântica'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Ss3vHWEP8pI/AAAAAAAAAU8/Ve7GUJkoHYQ/s72-c/romance3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-737674651175735760</id><published>2009-10-07T11:08:00.001-03:00</published><updated>2009-10-07T11:08:36.796-03:00</updated><title type='text'>Nova música brasileira- Roberta Sá</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SsyguNS8i1I/AAAAAAAAAUk/rgrPJ7d_g44/s1600-h/roberta+s%C3%A1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SsyguNS8i1I/AAAAAAAAAUk/rgrPJ7d_g44/s400/roberta+s%C3%A1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mulheres e música popular brasileira, a boa combinação virou moda nos últimos tempos com o lançamento de inúmeras cantoras jovens regravando antigos sucessos ou compondo a nova MPB. Dentre as inúmeras vozes, algumas inevitavelmente se destacam, Roberta Sá é uma delas.&lt;br /&gt;Vinda do Rio Grande do Norte, mas crescida no Rio de Janeiro, Roberta faz um samba que mistura boas doses de brasilidade. O vínculo com a música veio desde pequena, mas foi somente aos 20 anos, quando estava ainda na faculdade de jornalismo que se descobriu cantora e pela insistência de sua professora de música foi participar do programa “Fama”. Pouco tempo depois teve sua voz na novela das oito “Celebridade”, com a música “A vizinha do Lado” de Dorival Caymmi.&lt;br /&gt;O primeiro CD só saiu em 2004: “Braseiro”, com as participações especiais de Ney Matogrosso, MPB-4 e Pedro Luis e a Parede. O disco reúne composições conhecidas dos amantes do samba e da bossa nova, com letras assinadas por Chico Buarque e Paulinho da Viola. Neste primeiro trabalho Roberta revela sua voz, mas ainda não mostra sua personalidade, o CD é bem calmo, bom para ouvir em dias de chuva.&lt;br /&gt;Apesar da inexperiência da cantora, este trabalho rendeu uma turnê nacional e shows em Portugal e na Alemanha. &lt;br /&gt;Em 2007 vem o segundo álbum “Que belo estranho dia para se ter alegria”, que encanta os ouvidos desde o começo com músicas fortes, diversidade de ritmos e ótimas interpretações. As grandes parcerias continuam com Lenine, Carlos Malta e Pife Muderno. Neste CD o público pode conhecer a grande paixão de Roberta: o samba e a cantora se revela uma grande intérprete de letras bem-humoradas, impossível ouvir suas músicas e não sentir vontade de sair falando bom-dia por aí.&lt;br /&gt;A música que dá origem ao título do álbum é de Lula Queiroga, um músico e compositor que tem parcerias com grandes nomes da música nacional e que pela riqueza de sua obra valeria tantos outros artigos.&lt;br /&gt;Para quem gosta de ver o ouvir as músicas de destaque da cantora estão disponíveis também em DVD, gravado durante show no Rio de Janeiro. O diferencial deste último trabalho são dois duetos, um com Ney Matogrosso e outro com Chico Buarque. &lt;br /&gt;Confira um pouquinho desta cantora que já tem lugar reservado na história da música brasileira: www.robertasa.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-737674651175735760?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/737674651175735760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=737674651175735760&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/737674651175735760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/737674651175735760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/nova-musica-brasileira-roberta-sa.html' title='Nova música brasileira- Roberta Sá'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SsyguNS8i1I/AAAAAAAAAUk/rgrPJ7d_g44/s72-c/roberta+s%C3%A1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-9115769996099578485</id><published>2009-10-06T11:32:00.005-03:00</published><updated>2009-10-06T12:11:40.151-03:00</updated><title type='text'>Experimentalismos</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;Reunir televisão e Internet é uma busca dos comunicadores na atualidade, com sites cada vez mais interativos e novas ferramentas o público pode a qualquer momento saber o que vai acontecer na novela ou a pauta dos principais jornais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Interatividade tem sido uma palavra frequente que envolve um futuro que já começou: a televisão digital. Nesta busca por novas linguagens estreou no último domingo o programa “Norma”, uma produção da Rede Globo que busca o máximo da participação do público, que pode opinar pelo twitter, blog, vídeos ou no estúdio de gravação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SstUtmyizsI/AAAAAAAAAUc/amxgEycQLbA/s1600-h/denise_fraga_norma_25082009_.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SstUtmyizsI/AAAAAAAAAUc/amxgEycQLbA/s200/denise_fraga_norma_25082009_.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A personagem vivida por Denise Fraga tem 40 anos, uma filha adolescente e é separada há cerca de nove meses. Norma fez Psicologia,&amp;nbsp;trabalha em um instituto de pesquisas e costuma fazer suas escolhas a partir de pesquisas ou da opinião de outras pessoas. A direção é assinada por Luis Villaça e o roteiro final é de Maurício Arruda, os mesmos profissionais do programa “Retrato Falado”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;O programa funciona assim:&amp;nbsp;a equipe de produção coloca no site (http://participenorma.globo.com/) toda semana algumas perguntas como: “Como foi a sua primeira vez?” e qualquer um pode contar sua história. Outra opção é enviar um vídeo que pode sugerir cenas para o programa, relatar alguma ideia, enfim é um espaço livre e também tem um Chat em que o público pode acompanhar as gravações pela Internet e ir sugerindo mudanças no roteiro. Para os que gostam de escrever há a opção de redigir cenas completas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;A Denise Fraga alterna entre o bate-papo com o público e as encenações da Norma. Além do cenário do instituto de pesquisas onde fica a platéia, o programa é gravado em outros ambientes como a casa onde Norma mora com a filha, o barzinho que frequenta e cenas externas onde Denise fala com o público na rua.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;A experimentação ficou muito clara neste primeiro episódio, excesso de assuntos de uma vez só e algumas participações do público que não acrescentaram muito à história atrapalharam a estréia, mas acredito que os produtores vão achar o equilíbrio e este pode ser um primeiro passo para programas realmente diferentes na televisão brasileira. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-9115769996099578485?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/9115769996099578485/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=9115769996099578485&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/9115769996099578485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/9115769996099578485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/experimentacoes-na-televisao.html' title='Experimentalismos'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SstUtmyizsI/AAAAAAAAAUc/amxgEycQLbA/s72-c/denise_fraga_norma_25082009_.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6407958587243310098</id><published>2009-10-05T15:30:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T15:30:30.979-03:00</updated><title type='text'>Silêncio na América Latina</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sso6Iaizt_I/AAAAAAAAAUU/d2MTwK3P_cc/s1600-h/Mercedes+Sosa+-+Cantora+1+(2009).jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sso6Iaizt_I/AAAAAAAAAUU/d2MTwK3P_cc/s320/Mercedes+Sosa+-+Cantora+1+(2009).jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A voz marcante que une os latino-americanos, que revela a riqueza deste continente multifacetado nos deixou neste domingo. A intérprete argentina Mercedes Sosa foi uma das maiores representantes da nossa música, cantou composições de vários países do continente, celebrou a cultura indígena e evidenciou a sabedorias dos povos oprimidos.&lt;br /&gt;Sosa nasceu na província de Tucumán, a cerca de mil quilômetros de Buenos Aires e cantou desde muito jovem as canções populares que aprendeu em sua comunidade. Ficou conhecida com “la negra”, referência os seus cabelos negros e seus traços indígenas, o apelido carinhoso ajudou a mudar o sentido pejorativo da palavra negra na Argentina.&lt;br /&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;A cantora gravou seu primeiro disco na década de 60: “Canciones com Fundamento”, na década seguinte já era reconhecida por denunciar a opressão e foi proibida de cantar na ditadura de 1976. Mercedes viveu em Madri e Paris e voltou ao seu país somente em 1982, gravando “Mercedes Sosa en Argentina”.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none;"&gt;Com a volta da democracia Sosa experimentou vários ritmos e fez parcerias musicais ao redor do mundo, porém, sua obra mais lembrada é “Gracias a La Vida”, escrita pela chilena Violeta Parra. No fim da década de 80 a cantora gravou “Amigos mios”, em que se reuniu com nomes latino-americanos como Milton Nascimento, Pablo Milanés (Cuba) e Charly Garcia(Argentina). Além deste disco a cantora organizou um dos mais importantes espetáculos apresentados na Argentina: “Sin Fronteras” que reuniu sete cantoras do continente, incluindo Beth Carvalho.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;Entre Cds próprios e participações, a voz de Mercedes está presente em mais de 90 gravações, sendo que o último deles: “Cantora”, lançado em 2009 conta com a participação de Daniela Mercury. Mercedes foi amiga e gravou canções com muitos músicos brasileiros como Fagner, Chico Buarque e Maria Rita.&lt;br /&gt;Além da voz inconfundível, Mercedes era uma figura forte com um sorriso encantador, que deixa um legado de músicas que nos fazem sentir orgulho das origens latino-americanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6407958587243310098?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6407958587243310098/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6407958587243310098&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6407958587243310098'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6407958587243310098'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/silencio-na-america-latina.html' title='Silêncio na América Latina'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sso6Iaizt_I/AAAAAAAAAUU/d2MTwK3P_cc/s72-c/Mercedes+Sosa+-+Cantora+1+(2009).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6689689722816976340</id><published>2009-10-05T00:34:00.002-03:00</published><updated>2009-10-05T10:03:16.827-03:00</updated><title type='text'>Filme alternativo?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SslpMidhvlI/AAAAAAAAAUM/cow0d4TNDDQ/s1600-h/apenas+uma+vez.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img $r="true" border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SslpMidhvlI/AAAAAAAAAUM/cow0d4TNDDQ/s320/apenas+uma+vez.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O cenário é a Irlanda, o tema é um romance entre dois desconhecidos que tem a paixão pela música em comum. “Apenas uma vez”, vencedor do Oscar de melhor canção em 2008 é um daqueles filmes, que você passa uma hora e meia esperando algo acontecer e nada acontece.&lt;br /&gt;O filme busca o tempo todo ser alternativo, com filmagens através de vidros, closes em detalhes aparentemente sem importância, luzes amareladas, câmera na mão, objetos antigos, cenários “kitsch”,” flashbacks” em preto e branco,silêncios prolongados, porém, sem um bom roteiro a obra não convence. A história é bem simples: um homem que conserta aspiradores de pó na loja do pai e é músico nas horas vagas, tocando pelas ruas de Dublin para receber alguns trocados conhece uma imigrante tcheca que vende flores para os transeuntes e nas folgas toca piano em uma loja de instrumentos musicais.&lt;br /&gt;Os dois são solitários, tiveram decepções amorosas e não têm muitos planos. Ao se conhecerem descobrem que formam uma bela dupla musical e passam uma semana juntos tocando e chegam a gravar um CD.&lt;br /&gt;Os protagonistas são músicos e compositores na vida real: Glen Hansard e Marketa Irglova, o diretor também é músico: John Carney, talvez seja por isto que vale mais a trilha sonora que o filme em si.&lt;br /&gt;Muitos diálogos são substituídos por canções, mas que não soam como os divertidos musicais, mas sim como clipes enfadonhos, assim nos poucos momentos em que o casal conversa as palavras são repetitivas e não acrescentam muito à história, especial ao personagem masculino que responde “cool” para quase tudo, em uma tentativa de demonstrar sua timidez.&lt;br /&gt;Há uma clara tentativa do diretor em aproximar o público dos personagens filmando olhares e sorrisos, mostrando o quanto a vida dos dois é difícil, porém, eles não tem nome, suas atuações soam falsas algumas vezes e os sentimentos não ficam claros. &lt;br /&gt;Talvez o filme valha por algumas músicas ( que até foram escolhidas para abrir alguns shows de Bob Dylan) e pelas cenas que mostram a Irlanda. Apesar de ter sido sucesso de público no Festival Sundance e ter recebido o Oscar, acho que falta muito para este ser um bom filme, que vá além dos elogios à trilha sonora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6689689722816976340?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6689689722816976340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6689689722816976340&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6689689722816976340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6689689722816976340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/filme-independente.html' title='Filme alternativo?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SslpMidhvlI/AAAAAAAAAUM/cow0d4TNDDQ/s72-c/apenas+uma+vez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2157677443506083112</id><published>2009-10-01T11:53:00.002-03:00</published><updated>2009-10-07T11:13:48.551-03:00</updated><title type='text'>Um dia com Luis Fernando Verissimo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SsTCQQb0a1I/AAAAAAAAAUE/n-WHASOIpmM/s1600-h/luis+fernando+1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; cssfloat: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" iq="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SsTCQQb0a1I/AAAAAAAAAUE/n-WHASOIpmM/s200/luis+fernando+1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A paixão pela música veio antes do encontro com a literatura, no entanto, é por seu jeito inconfundível de retratar as situações cotidianas que Luis Fernando Veríssimo é conhecido.&lt;br /&gt;Humildade talvez seja a melhor palavra para descrever este homem que aos 72 anos mantém uma saúde de causar inveja e um olhar sensível e amoroso para os que dele se aproximam. &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;O autor é saxofonista desde os 17 anos, idade em que morava com seu pai Érico Veríssimo , nos Estados Unidos. “A música me dá mais prazer que a literatura”, afirma o escritor que já perdeu as contas de quantos livros publicou. &lt;br /&gt;Para manter seu vínculo com a música, Veríssimo faz parte do grupo Jazz 6, formado por músicos profissionais de Porto Alegre e que já tem quatro cds lançados. “Nunca me aprofundei na música ou mesmo no instrumento, o sax alto. Só o que eu queria era poder brincar de jazzista. Que é o que eu faço até hoje”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;A literatura só veio aos 30 anos, quando deixou as agências de publicidade para trabalhar em jornais. “Descobri minha vocação um pouco tarde e fiz de tudo para ser cronista, até horóscopo”. Além dos livros, Verissimo escreve semanalmente em grandes jornais do país e é chargista. Ao ser questionado sobre como consegue ter tanta inspiração, a resposta simples vem em seguida: “A musa do cronista é o prazo de entrega”.&lt;br /&gt;O autor é tímido, uma timidez que o torna ainda mais encantador, porém, é só subir no palco para falar ou para tocar que ele revela porque é o grande artista que é. Para quebrar a timidez basta falar de sua família. “Meus três filhos são escritores: um compositor, uma roteirista e uma pesquisadora”, diz com brilho nos olhos.&lt;br /&gt;Dentro de sua intensa produção o autor não tem um livro favorito, apenas salienta que foi “O Analista de Bagé” que lhe deu visibilidade. Na bibliografia de seu pai, o livro favorito é “O Tempo e o Vento”, sendo que o primeiro da trilogia nomeado “O Continente”, para Luis Fernando é o mais expressivo. “Meu pai foi um dos primeiros brasileiros a fazer literatura urbana, informal e despojada. Ele foi incompreendido em sua época, mas foi descoberto pela crítica”.&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;Sobre as novas tecnologias, Veríssimo se mantém distante da Internet. “Uso o computador como uma máquina de escrever, exceto pelo e-mail. Nem sei bem o que é twitter”, porém, existem vários perfis falsos seus na rede de “microblogs”, um deles tem mais de 4 mil seguidores. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;O sucesso não parece atrapalhá-lo em nada, Veríssimo tira fotos, abraça, escuta com paciência todos os fãs que se aproximam, seja para dar um presente ou simplesmente um abraço.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;A leitura no Brasil ainda é um problema, no entanto, o autor acredita que textos curtos e &lt;span style="mso-spacerun: yes;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;bem humorados podem ser uma maneira de atrair os jovens leitores. “Acho que o que está sendo feito em muitas escolas, com feiras de livros, encontros com escritores e a encenação de textos literários está dando resultados. Agora, o mercado editorial só melhorará quando a economia de todo o país melhorar, uma coisa não pode ser desassociada da outra”. &lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: justify; text-justify: inter-ideograph;"&gt;Seu último livro está no &lt;i&gt;prelo, &lt;/i&gt;será lançado pela editora Objetiva e chama-se “Os Espiões”, sobre a obra Veríssimo não revela muito, somente que trata-se de um romance que não foi encomendado pela editora e que história se passa em um cidade fictícia do interior do Rio Grande do Sul.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2157677443506083112?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2157677443506083112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2157677443506083112&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2157677443506083112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2157677443506083112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/10/um-dia-com-luis-fernando-verissimo.html' title='Um dia com Luis Fernando Verissimo'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SsTCQQb0a1I/AAAAAAAAAUE/n-WHASOIpmM/s72-c/luis+fernando+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4161398126479822053</id><published>2009-09-17T16:20:00.000-03:00</published><updated>2009-09-17T16:21:59.459-03:00</updated><title type='text'>A PAIXÃO PELAS LETRAS E PELA MÚSICA</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;“Fiz de tudo para ser cronista, até horóscopo”, assim Luis Fernando Veríssimo conta como foi o começo da sua carreira.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;O escritor, conhecido pelo seu bom humor participará de mais um encontro do projeto “Café com Letras” realizado pela Fundação Feira do Livro&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;no próximo dia 18, às 19h no Cineclube Cauim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Após o bate-papo com o autor, o público conhecerá as facetas de Veríssimo como saxofonista do grupo Jazz 6, que irá trazer para o palco composições de seu quarto CD “Four”, que reúne música brasileira dos anos 60 e música norteamericana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O autor e músico se apaixonou pelo sax na adolescência, no período em que morou nos Estados Unidos com seu pai Érico Veríssimo. “Já que estava indo para a terra do jazz, aprenderia a tocar um instrumento  e procurei um curso de música. Mas nunca me aprofundei na música ou mesmo no instrumento, o sax alto. Só o que eu queria era poder brincar de jazzista, que é o que faço até hoje”, afirmou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Apesar da intensa produção, com publicações nos principais jornais do país e mais de 60 livros, o autor afirma que não tem uma rotina rígida de trabalho e que evita dar palestras e entrevistas o máximo possível, para ter tempo para produzir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O humor, segundo o autor, pode ser uma das ferramentas para atrair o leitor jovem, mas existem muitas outras maneiras de incentivar a leitura, como feiras, encontros e encenações teatrais. Sobre sua última obra “Os Espiões” (Objetiva), o autor somente revelou que a história se passa em uma cidade fictícia do interior do Rio Grande do Sul.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;SERVIÇO: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-style: italic"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic"&gt;Café com Letras com Luis Fernando Veríssimo e apresentação da banda Jazz 6&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Dia 18/09, às 19h&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Cineclube Cauim (Rua São Sebastião, 920)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Gratuito. Retirada de ingressos na bilheteria do Cineclube, dia 18, das 14h às 22h&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="mso-bidi-font-weight: bold; mso-bidi-font-style: italic"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;- Maiores informações: (16) 3911 1050&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4161398126479822053?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4161398126479822053/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4161398126479822053&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4161398126479822053'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4161398126479822053'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/09/paixao-pelas-letras-e-pela-musica.html' title='A PAIXÃO PELAS LETRAS E PELA MÚSICA'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4425953672063408685</id><published>2009-09-08T17:49:00.002-03:00</published><updated>2009-09-08T17:51:58.661-03:00</updated><title type='text'>O Leitor</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SqbDmMjILUI/AAAAAAAAATQ/jKO0EmOk1bU/s1600-h/o-leitor-525-04.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; FLOAT: left; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5379201865911643458" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SqbDmMjILUI/AAAAAAAAATQ/jKO0EmOk1bU/s320/o-leitor-525-04.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A paixão pela literatura, o holocausto e um amor obscuro. Os três temas juntos compõem o filme “O Leitor”, obra dirigida por Stephen Daldry (“As Horas”), baseada em livro homônimo de &lt;span style="color:black;"&gt;Bernhard Schilnk.&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O filme concorreu a cinco Oscars em 2009, sendo que a atriz Kate Winslet ganhou o de melhor atriz. Kate interpreta Hanna, uma mulher misteriosa de 36 anos, que se envolve com um jovem de 15 anos, Michel. A relação que dura apenas um verão envolve sexo regado a clássicos da literatura, o menino lê histórias todos os dias para Hanna.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O que para a mulher, aparentemente, foi apenas uma relação superficial, marcou a vida de Michel, que durante anos tem dificuldade em se relacionar com outras pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A história é toda contada por Michel (Ralph Fiennes), que relembra a relação ao encontrar Hanna em um tribunal, acusada por ter sido guarda em um campo de concentração. Neste momento o segredo que Hanna carregou pela vida toda pode diminuir seus anos na cadeia, porém, ela prefere omitir o que aconteceu e é sentenciada à prisão perpétua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Os dois mantêm contato durante anos através de cartas, em que Michel envia fitas de áudio com leituras dos livros preferidos de Hanna. O filme caminha lentamente e envolve a cada instante com seus silêncios e detalhes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Na história não existem erros ou acertos, os personagens são tão humanos que nos sentimos próximos a eles e para contar suas vidas o diretor não precisou de grandes falas, somente de olhares e gestos muito bem encenados pelos atores. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O drama do holocausto funciona como pano de fundo de uma paixão que apesar das imensas distâncias permaneceu. No entanto, a obra é bem mais do que um filme de amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4425953672063408685?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4425953672063408685/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4425953672063408685&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4425953672063408685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4425953672063408685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/09/o-leitor.html' title='O Leitor'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SqbDmMjILUI/AAAAAAAAATQ/jKO0EmOk1bU/s72-c/o-leitor-525-04.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2007172886916925999</id><published>2009-09-06T20:29:00.002-03:00</published><updated>2009-09-06T20:41:55.422-03:00</updated><title type='text'>DonaZica: criatividade brasileira</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SqRIqb9hvXI/AAAAAAAAATI/bWITYfOBKx0/s1600-h/IMG_1905_DONAZICA.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 214px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5378503748884741490" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SqRIqb9hvXI/AAAAAAAAATI/bWITYfOBKx0/s320/IMG_1905_DONAZICA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Letras que vão além de poemas de amor, composições que trazem surpresas, com misturas inusitadas de MPB, música eletrônica e sonoridades regionais. O nome da banda é “DonaZica”, um coletivo de nove músicos com influências diferentes que produziram apenas dois CD’s que sensibilizam os apaixonados por músicas experimentais brasileiras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A banda foi idealizada pelas artistas Iara Rennó e Andréia Dias, ambas com ricas produções individuais. Iara tocou profissionalmente com Alzira Espíndola e Itamar Assumpção, participou do projeto Rumos do Itaú Cultural com um trabalho de composições baseado na obra Macunaíma. Andréia é compositora e caminha com facilidade do rock ao samba, desde 2003 é vocalista da banda Glória. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Os dois trabalhos lançados “Composição” (2003) e “Filme Brasileiro” (2005) se complementam. O primeiro foi produzido todo de maneira autoral e tem influências das vanguardas artísticas, com um olho para o futuro, como explica a própria Iara Rennó (http://dona.zica.sites.uol.com.br). Cada música deste álbum tem uma característica bem particular, algumas remetem às cantigas de roda, outras ao universo da música eletrônica e do Hip Hop, em comum as vozes femininas se sobrepõem e se complementam. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;“Filme Brasileiro” traz sete composições (referência à sétima arte) que revelam as preocupações dos artistas com cada detalhe, que buscam as sonoridades e sentimentos que formam o cotidiano do Brasil. Além das composições sonoras, preste atenção nas letras, ricas em brincadeira com os significados das palavras. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Para ouvir: http://www.myspace.com/donazica&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Protesto Pessoal( Iara Rennó)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;“essa conduta&lt;br /&gt;de dizer que não tem escolha é muito simples&lt;br /&gt;é bem mais fácil pedir desculpa por tirar o corpo fora&lt;br /&gt;do que encarar o que rola aqui e agora&lt;br /&gt;inconsciente da sua capacidade e força transformadora&lt;br /&gt;negar a responsa ficar à toa enquanto a vida voa&lt;br /&gt;não se envolver de verdade&lt;br /&gt;não se expor com medo da dor&lt;br /&gt;dar pouco e receber menos da metade&lt;br /&gt;depois lamentar porque já ficou tarde&lt;br /&gt;acorda tira essa corda do pescoço&lt;br /&gt;não adianta estar morto nem resolve andar torto&lt;br /&gt;encosto&lt;br /&gt;perdido no vago do próprio umbigo&lt;br /&gt;cansado sugado querendo achar um culpado&lt;br /&gt;sempre a mesma conversa de que tá tudo errado&lt;br /&gt;que a sociedade não presta&lt;br /&gt;acredite a sociedade começa na sua testa...”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2007172886916925999?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2007172886916925999/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2007172886916925999&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2007172886916925999'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2007172886916925999'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/09/donazica-criatividade-brasileira.html' title='DonaZica: criatividade brasileira'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SqRIqb9hvXI/AAAAAAAAATI/bWITYfOBKx0/s72-c/IMG_1905_DONAZICA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5187546417016934305</id><published>2009-08-21T11:53:00.003-03:00</published><updated>2009-08-21T12:32:28.932-03:00</updated><title type='text'>Sobre a obrigatoriedade do diploma</title><content type='html'>Um professor da graduação em jornalismo da Unaerp( Luis Eblak) escreveu um texto &lt;a href="http://www.unaerp.br/comunicacao/professor/eblak/arquivos/20092/diploma_formacao.pdf" target="_blank"&gt;http://www.unaerp.br/comunicacao/professor/eblak/arquivos/20092/diploma_formacao.pdf&lt;/a&gt;) sobre a obrigatoriedade do diploma e propôs uma discussão sobre o tema. Postei a minha opinião:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que a não obrigatoriedade do diploma pode colaborar para a melhoria da formação para jornalistas e para a melhoria da prática jornalística com profissionais mais envolvidos. Acho que na atualidade a não obrigatoriedade do diploma para ser jornalista já é uma realidade, com a imensidão de blogs que muitas vezes são responsáveis pelos “furos” de reportagem.&lt;br /&gt;Ser jornalista é saber ouvir, transmitir uma informação, selecionar dados, é expressar a realidade para os que não viveram aqueles momentos e a faculdade de jornalismo, ao menos como está agora no Brasil, não torna ninguém mais capaz de fazer isso, você se forma jornalista para saber o que é “lead”, “pirâmide invertida” e saber contar caracteres, e ser jornalista é bem mais que essas regras.&lt;br /&gt;Se um economista sabe se expressar muito bem, consegue “traduzir” os termos da economia e compreende as necessidades do público, eu acho sim que ele tem todo o direito de se expressar.&lt;br /&gt;Os pequenos jornais do país já contratavam pessoas não formadas, os grandes jornais já exigiam muito mais que o diploma. Acho que a discussão tem que acontecer em torno da valorização da prática jornalística, da melhor formação, o que vai além de um diploma na parede. Faria jornalismo de novo, mesmo sabendo da não obrigatoridade, faria por ser minha primeira paixão, pelo contato com outras pessoas, pelas experiências, pela oportunidade de poder errar e ter alguém para te ajudar sempre...enfim....a faculdade não foi uma maravilha, tenho um milhão de críticas: pelo tecnicismo, pela falta de incentivo ao universo acadêmico, pelas poucas indicações de leitura, pela biblioteca desatualizada, por professores dando aulas de matérias que não compreendiam bem....mas tenho ótimas lembranças de aulas que foram incriveis e que mudaram minha maneira de escrever, de olhar a realidade e até mesmo que me ajudaram a perceber quem eu sou de verdade.&lt;br /&gt;Estou com muitas dificuldades no mestrado, por ter só agora percebido o quanto a comunicação é complexa, que as teorias vão muito além da escola de Frankfurt e que há muito o que se discutir, o que se descobrir, especialmente com as novas tecnologias. Já me senti mal pro não ter tido a base teórica necessária na faculdade, mas ao mesmo tempo sinto que tenho nas mãos a oportunidade de ser mais uma " formiguinha" na luta por um ensino melhor....sei que profissional quero ser e espero conseguir e devo muito aos que passaram pela minha formação universitária.&lt;br /&gt;Acho que o jornalista e todos os profissionais devem continuar sempre estudando e se aprimorando. Acredito que a área acadêmica tem muito a colaborar com a o mercado de trabalho e vice-versa. O objetivo da maioria dos meus colegas da pós é que a pesquisa colabore em uma prática do jornalismo mais consciente  e, principalmente transformadora.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5187546417016934305?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5187546417016934305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5187546417016934305&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5187546417016934305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5187546417016934305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/08/sobre-obrigatoriedade-do-diploma.html' title='Sobre a obrigatoriedade do diploma'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6948495696352607981</id><published>2009-08-20T00:05:00.002-03:00</published><updated>2009-08-20T00:08:30.176-03:00</updated><title type='text'>Quando o filme é melhor que o livro</title><content type='html'>&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Sempre que leio um livro, imagino os rostos dos personagens, as roupas e um filme vai se construindo enquanto folheio as páginas. Quando o filme é lançado corro para ver se a minha imaginação e a do diretor cinematográfico se parecem, assim posso criticar a vontade a falta de uma parte da história do livro no roteiro do filme e a cor do cabelo da personagem principal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A parte mais divertida dessa experiência, ao menos para mim, é ficar criticando o diretor, o produtor e até entrar em alguns blogs e sites, porque criticar junto com outras pessoas é bem melhor e a tendência é sempre a mesma: gostar mais do livro que do filme. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O filme “Divã” fez um sucesso estrondoso, acompanhando a tendência do brasileiro de ir ao cinema ver filme nacional com um “quê” de televisão. A história escrita por Martha Medeiros, que primeiramente foi adaptada para o teatro chegou aos cinemas com a direção de José Alvarenga Jr. (“Os Normais”).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;“Divã”conta a história de Mercedes, uma mulher de 40 anos, mãe, casada, classe média, que decide ir ao psicólogo sem nenhum motivo em especial. Falar sobre sua vida com um total estranho faz com que a personagem reveja toda a sua vida, suas relações familiares e descubra que precisa mudar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A primeira atitude da personagem é encarar que seu casamento já não tem a mesma paixão de antes e que talvez seja impossível recuperá-lo. Com a separação Mercedes vive algumas aventuras com homens mais jovens e experimenta novas sensações. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O livro é um pouco mais que uma auto-ajuda, tem alguns momentos engraçados, alguns vínculos com a vida real que valem a pena, mas no geral não tem nenhuma grande novidade, tudo fica um pouco repetitivo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Já o filme vale mais, ao assisti-lo até pensei que deveria ter sido escrito somente em formato de roteiro. No cinema as piadinhas do livro fazem mais sentido e a atuação de Lilia Cabral dá um tom sensível à história e faz com que nos apaixonemos pela sua personagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="TEXT-JUSTIFY: inter-ideograph; TEXT-ALIGN: justify; MARGIN: 0cm 0cm 0pt" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;O cinema de José Alvarenga une muito bem comédia e drama, intensificando as reflexões da obra literária. Um filme bom para uma tarde de domingo chuvosa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6948495696352607981?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6948495696352607981/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6948495696352607981&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6948495696352607981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6948495696352607981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/08/quando-o-filme-e-melhor-que-o-livro.html' title='Quando o filme é melhor que o livro'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5512705235368649189</id><published>2009-07-30T20:52:00.002-03:00</published><updated>2009-07-30T20:57:38.924-03:00</updated><title type='text'>O humor de Mário Prata</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SnIy8jOdNfI/AAAAAAAAAS4/Bug_QmWpUm0/s1600-h/mario+prata2+-+credito+epitacio+pessoa.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 270px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5364406121981097458" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SnIy8jOdNfI/AAAAAAAAAS4/Bug_QmWpUm0/s320/mario+prata2+-+credito+epitacio+pessoa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O escritor Mário Prata é um dos mais conhecidos autores brasileiros. A escrita começou pelas influências da mãe que lia muito. “Aliás, naquele tempo lia-se muito mais no Brasil, falo da era antes da televisão. Eu morava no interior de São Paulo e a televisão só chegou no final dos anos 70. As professoras e padres diziam que eu escrevia bem e eu acabei acreditando”, explicou.&lt;br /&gt;Prata foi gerente de banco em São Paulo, começou a cursar Economia na USP ( Universidade de São Paulo) e foi no meio de uma greve estudantil em 1969 que escreveu seu primeiro livro "O morto que morreu de rir". “Aliás, este livro é muito ruim, mas o Centro Acadêmico publicou".&lt;br /&gt;Vendeu o livro para todos que conhecia e foi, aos poucos, adentrando no universo das letras. Trabalhou como jornalista, assessor do Secretário da Cultura, no governo Orestes Quércia, escreveu para teatro, cinema e televisão.&lt;br /&gt;A obra “O Encontro Marcado”, do Fernando Sabino é um dos livros que marcou sua vida. “Li este livro com 14 anos. Descobri ali que a literatura não era apenas aqueles livros clássicos e chatos que mandavam a gente ler na escola. Podia-se escrever sobre outras coisas. E um autor foi o Campos de Carvalho, que me influenciou e muito. Pouco mais tarde, já com uns vinte anos descobri o Júlio Cortázar. Aí a minha vida nunca mais foi a mesma”.&lt;br /&gt;A partir de 1992, Prata publicou um romance por ano, a maioria deles recheados de humor como é possível perceber até pelos títulos: “Mas Será o Benedito?” (1996) “Diário de um Magro” (1997), “Minhas Mulheres e Meus Homens (1999), e tantos outros.&lt;br /&gt;O último lançamento é a obra “Sete de Paus”, um romance policial. “Quando resolvi escrever o livro, fiquei dois anos lendo policiais. Li exatos 207 livros. Um dia achei que o meu livro estava pronto, mas resolvi mudar o assassino e o reescrevi inteiro. Se a gente não manda para a editora, nunca termina. Sempre dá para trabalhar mais”, afirmou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5512705235368649189?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5512705235368649189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5512705235368649189&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5512705235368649189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5512705235368649189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/07/o-humor-de-mario-prata.html' title='O humor de Mário Prata'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SnIy8jOdNfI/AAAAAAAAAS4/Bug_QmWpUm0/s72-c/mario+prata2+-+credito+epitacio+pessoa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5932255942746719637</id><published>2009-07-21T21:28:00.001-03:00</published><updated>2009-07-21T21:30:12.921-03:00</updated><title type='text'>Literatura infantil</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SmZdf4cWj1I/AAAAAAAAASo/CHQeQcXaFgk/s1600-h/ziraldo.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 250px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5361075208739786578" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SmZdf4cWj1I/AAAAAAAAASo/CHQeQcXaFgk/s320/ziraldo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;“Vida de moleque é vida boa, vida de menino é maluquinha”. Quem não cantarolou esta música de Milton Nascimento? Música que relembra a infância e fortalece a imortalidade da obra “O Menino Maluquinho” do mestre Ziraldo.&lt;br /&gt;Ziraldo é pintor, cartazista, jornalista, teatrólogo, chargista, caricaturista e escritor. Seus trabalhos já foram traduzidos em diversas línguas e o autor é um dos maiores escritores infantis do Brasil, sendo que “O Menino Maluquinho” é um dos fenômenos editorias nacionais e foi inspiração para cinema e teatro.&lt;br /&gt;Em 2009 o autor completa 40 anos de sua primeira obra infantil: “Flicts”, que conta a história de uma cor solitária que não encontrava seu lugar e decide após viajar muito partir para a lua.&lt;br /&gt;Confira entrevista concedida por e-mail:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O seu nome é sempre lembrado entre os que passaram pelo Pasquim. Como foi trabalhar neste período? O que este trabalho representa para a sua história?&lt;br /&gt;Ziraldo: Fazer o Pasquim naqueles tempos, pra mim, foi um privilégio. A conhecida Canção do Soldado, um dos nossos hinos militares começa assim: “Amo tanto, estremeço essa terra / quero tanto ao meu vasto país / que, se um dia, eu partir para a guerra / eu irei bem contente e feliz!” Nunca pude imaginar ter um sentimento soldadesco assim. Não sei como se pode ir contente e feliz para a guerra. Não experimentei nenhuma felicidade pelo fato de ter ido para a guerra contra a Ditadura. Eu não tive como evitá-la. Mas tenho que reconhecer que, fazer o Pasquim durante aqueles tempos negros,foi um privilégio. Não posso imaginar de que maneira eu poderia ter atravessado os anos de ditadura sem poder manifestar minha indignação. E de maneira tão efetiva. Foi uma sorte ter vivido nas páginas do Pasquim os anos de chumbo da ditadura militar brasileira. É bom saber disso, é bom contar para os meus netos que eu não fiquei assistindo de braços cruzados ao triste espetáculo do desastre que foi este tempo para o Brasil e para o nosso futuro como nação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como foi a sua passagem da escrita voltada para adultos para a infantil? O processo de produção para os dois públicos é muito diferente? Por quê?&lt;br /&gt;Ziraldo: A viagem não foi da “escrita adulta” para a infantil. Eu era um cara que sabia desenhar. E a vida toda tinha usado o desenho como uma forma de narrativa e não como o desenho finito nele mesmo, como quem pinta ou grava. Pra mim, não mudou nada. Nos dois casos, desenhar ou escrever, eu trabalho é com a invenção. Em 1960, surgiu a possibilidade de fazer histórias em quadrinhos na revista O Cruzeiro, que era a realização do meu sonho até aquela data. Criei o Pererê e sua turma e durante 5 anos a revistinha vendeu muito. Em 1964, a revista parou e eu fui trabalhar em publicidade (porque eu sempre vivi de publicidade, sou desenhista de agência). Em 1963, comecei a colaborar com o JB no Caderno B, inventei os Zeróis, uma crítica dos heróis das histórias em quadrinhos e criei vários personagens, Vovó Maricota, que era uma velhinha viciada em loteria esportiva; a Supermãe e o Jeremias, o Bom. Em 1969, no mesmo ano em que lançamos o Pasquim, eu continuava no JB. Aí decidi acabar com a vida semanal do Jeremias e eternizá-lo num livro. Levei o livro para a Editora Expressão e Cultura. Fernando Ferro, um português sofisticadíssimo, topou fazer o Jeremias, mas me perguntou: “Você não tem um livro infantil?” Eu disse: “Claro que tenho um livro na gaveta”. “Traz amanhã” – ele falou. E eu tinha? Tinha nada. Tive que inventar um livro em uma semana. Um livro sem ilustrações, é claro. Foi assim que nasceu o Flicts. Em 1980, fiz outro livro para crianças que fez até mais sucesso do que o Flicts: o “Menino Maluquinho”. Aí, não teve jeito: virei autor de livros para crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como nasceu a ideia do menino maluquinho?&lt;br /&gt;Ziraldo: Foi assim: o Menino Maluquinho nasceu na época das palestras. A turma do Pasquim vivia dando palestras sobre tudo, pois o mundo queria saber o que estava acontecendo no país da ditadura. E a gente dava palestras de graça sem saber que os organizadores das palestras estavam ganhando uma baba! Um dia, fui falar para mães e mestres da Ilha do Governador, não sei se na universidade, no auditório da igreja ou se num colégio. Eu era especialista de assuntos gerais. Acabei falando sobre crianças, sobre filhos, sobre publicidade infantil. E disse que era contra preparar a criança para o futuro. Criança tem que ser feliz hoje para ser um adulto feliz no futuro. Às vezes, pode não dar certo, mas é mais provável que dê. Aí, sugeriram que eu escrevesse um livro com essa tese. Tá maluco? Não entendo nada de nada, sou espectador da alma humana. No caminho de volta, novamente me ocorreu que a tese podia dar um livro infantil. Daí para o Menino Maluquinho foi um pulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como e quando ele foi transformado em peça de teatro?&lt;br /&gt;Ziraldo: Ah, não lembro, não. Aliás, tem um detalhe: todos os meus livros foram adaptados para o teatro, no Brasil inteiro. A única peça infantil que escrevi foi “A Bonequinha de Pano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é a peça “A Bonequinha de Pano”?&lt;br /&gt;Ziraldo: A peça foi escrita para uma atriz paulista chamada Zezé Fassina. É para uma só personagem. São dois atos: no primeiro a atriz faz uma boneca esquecida num sotão. No segundo ato ela faz a menina, dona da boneca, já adulta, que reencontra a boneca num velho baú de sua infância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Em que você está trabalhando atualmente? Quais seus planos?&lt;br /&gt;Ziraldo: “Uma Menina Chamada Julieta”. É o meu livro do ano. Para ser lançado na Bienal/2009 no Rio de Janeiro. E breve devo lançar mais um ou dois da série “O Menino da Lua”.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5932255942746719637?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5932255942746719637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5932255942746719637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5932255942746719637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5932255942746719637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/07/literatura-infantil.html' title='Literatura infantil'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SmZdf4cWj1I/AAAAAAAAASo/CHQeQcXaFgk/s72-c/ziraldo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2832842723016877336</id><published>2009-07-07T22:29:00.003-03:00</published><updated>2009-07-07T22:35:13.885-03:00</updated><title type='text'>A Festa da Literatura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;A segunda maior Feira a céu aberto do Brasil aconteceu de 18 a 28 de junho com intensa programação cultural. A 9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto promoveu mais de 600 eventos gratuitos abrangendo literatura e manifestações artísticas.&lt;br /&gt;Mais de 100 escritores da literatura nacional e internacional participaram de palestras e debates. Os 48 expositores levaram à Feira uma infinidade de livros com preços promocionais instalados em três pavilhões: Praça XV de Novembro, Praça Carlos Gomes e Esplanada do Pedro II, numa área de 16 mil m². A estrutura dos 71 estandes foi reformulada, nesta edição as entradas estavam voltadas para a parte central das praças, proporcionando maior segurança e conforto ao público e aos livreiros.&lt;br /&gt;A organização do evento recebeu 408. 324 pessoas que participaram ativamente. Cerca de 800 pessoas trabalharam na organização e infra-estrutura do evento. Além da população de Ribeirão Preto, a Feira recebeu visitantes de mais de 100 cidades e de outros Estados. Entre as mais de 60 apresentações musicais estiveram artistas locais, corais e shows com grandes nomes da MPB, além da apresentação da Orquestra Sinfônica de Ribeirão Preto e dos convidados chilenos Tita Parra e Antar Parra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homenagens e presenças internacionais&lt;br /&gt;Em 2009, a Feira homenageou o Chile, o Estado do Amazonas e a poetisa Cora Coralina. O patrono foi o escritor e idealizador da Feira Nacional do Livro, Galeno Amorim. Do Amazonas, quatro importantes expoentes da cultura estiveram presentes: Thiago de Mello, Sérgio Augusto Freire, Milton Hatoum e Márcio Souza.&lt;br /&gt;A Feira de Ribeirão Preto também ganhou repercussão internacional com a presença dos escritores chilenos Luis Sepúlveda, Luis Aguilera e Tito Alvarado. De Cuba Tirso Saenz e de Portugal, João Camilo dos Santos e da Itália, Giovanni Ricciardi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Autores&lt;br /&gt;Alguns dos principais autores que participaram dos 11 dias do evento: Augusto Cury, Ali Kamel, Carlos Heitor Cony, Cristovão Tezza, Deonísio da Silva, Fernando Morais, Frederico Barbosa, José Miguel Wisnik, José Hamilton Ribeiro, Lourenço Mutarelli, Luiz Felipe Pondé, Marcelo Mirisola, Márcia Tiburi, Marcos Pontes, Marcelo Rubens Paiva, Marçal Aquino, Moacyr Scliar, Martha Medeiros, Olivier Anquier, Pasquale Cipro Neto, Pedro Bandeira, Rubens Ewald Filho, Sérgio Freire, Xico Sá, Zuenir Ventura, entre tantos outros grandes nomes que foram aclamados pelo público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novidades&lt;br /&gt;Inúmeras novidades envolveram a 9ª Feira, algumas delas na Praça Carlos Gomes que recebeu espaços temáticos especiais. Um desses espaços em menção a casa da poetisa Cora Coralina contou com performances artísticas de Tina Oliveira. Outra novidade foi a comemoração do Ano Internacional da Astronomia, que transformou a praça em um observatório montado pela UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos). Com os telescópios foi possível ver o planeta Saturno e aglomerados de estrelas distantes, além de um planetário com imagens projetadas a 180º.&lt;br /&gt;A Praça também recebeu a "Cidade do Livro", um projeto itinerante, voltado ao público infantil, que promove um passeio cultural e educativo com atividades, personagens e cenários incentivando à leitura. Reunindo educadores e pesquisadores de diversas áreas do conhecimento, a Feira do Livro promoveu no dia 22 de junho o Simpósio "Ciência, Literatura e Cultura", que durante um dia debateu assuntos envolvendo cultura, literatura, jornalismo científico e astronomia.&lt;br /&gt;Outra novidade foram os convidados da área gastronômica, chefs de cozinha que compartilham através das letras suas experiências gastronômicas e participaram de deliciosos bate-papos no Espaço Renato Aguiar. A Feira contou também com dois prêmios: "Prêmio Literário Cora Coralina" e "Prêmio Rubem Cione de Ciência, Literatura e Cultura", ambos tiveram as inscrições abertas entre março e abril e tiveram os prêmios entregues durante o evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música&lt;br /&gt;Shows com Adriana Calcanhotto, João Bosco, José Miguel Wisnik, Jorge Vercillo, Lenine, Luiz Melodia, Maria Rita, Mulheres de Hollanda, Ná Ozzetti, Oswaldo Montenegro, Paula Toller, Paulinho da Viola, Toquinho e MPB4 e Vanessa da Mata, além de shows locais em diversos espaços da Feira atraíram grande público, sendo que o recorde desta edição foi o show da Vanessa da Mata que reuniu 32 mil pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os números da Feira 2009:&lt;br /&gt;Investimento: R$ 2,4 milhão&lt;br /&gt;Público esperado: 408.324 mil&lt;br /&gt;Eventos: mais de 600&lt;br /&gt;Apresentações musicais: 60&lt;br /&gt;Número de estandes: 71&lt;br /&gt;Expositores: 48&lt;br /&gt;Empregos: 800 (funcionários da limpeza, segurança, monitores, empregados das empresas terceirizadas e funcionários dos expositores).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2832842723016877336?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2832842723016877336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2832842723016877336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2832842723016877336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2832842723016877336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/07/festa-da-literatura.html' title='A Festa da Literatura'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6099459022026212530</id><published>2009-06-17T23:40:00.002-03:00</published><updated>2009-06-17T23:41:34.851-03:00</updated><title type='text'>Literatura Amazonense</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SjmpV1IO89I/AAAAAAAAARU/9y5-oqU7OcE/s1600-h/Milton+Hatoum+2+PB-+Adriana+Vichi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348492224983135186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SjmpV1IO89I/AAAAAAAAARU/9y5-oqU7OcE/s320/Milton+Hatoum+2+PB-+Adriana+Vichi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Amazonas é reconhecido pela sua imensa floresta e pelas festas folclóricas, porém, a riqueza do maior estado em território do país também está em seus escritores.&lt;br /&gt;Milton Hatoum é um destes nomes, o autor é colunista do jornal “Estado de São Paulo”, tem livros publicados em mais de 16 línguas e venceu grandes prêmios como o Prêmio da Crítica/APCA-2005 e Prêmio Jabuti/2006. .&lt;br /&gt;Sua última publicação é seu primeiro livro de contos, “A Cidade Ilhada” (Cia das Letras, 2009), reúne contos dos anos 70, 80 e 90, alguns já publicados em antologias e revistas internacionais e seis inéditos. Confira entrevista com o escritor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como nasceu sua paixão pela escrita?&lt;br /&gt;Com a leitura. Quando era jovem li os contos de Machado de Assis e alguns romances brasileiros: Vidas secas, Capitães da Areia... Esses textos me estimularam a ler a obra de outros autores brasileiros e estrangeiros. Um escritor é antes de mais nada um leitor. E a qualidade das obras lidas é fundamental para quem quer se dedicar à literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O brasileiro conhece a cultura amazônica? Por quê?&lt;br /&gt;Infelizmente poucos conhecem. Os livros editados na Amazônia dificilmente são encontrados em outras regiões. Um bom livro torna-se conhecido e lido quando é editado no Rio ou em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como é a relação do amazonense com sua cultura?&lt;br /&gt;O evento cultural mais popular é a festa do boi-bumbá em Parintins, uma festa que se tornou um espetáculo, e que já faz parte do folclore nacional. Há também em Manaus festivais internacionais de ópera, cinema e jazz. O grupo de teatro do Sesc, dirigido por Marcio Souza, já é uma tradição na cidade e uma referência para quem gosta de teatro. Há ainda vários compositores e músicos que merecem ser conhecidos fora de Manaus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Fale, por favor, da literatura amazonense. Quais são os principais nomes, como está a produção na atualidade.&lt;br /&gt;Muitos leitores conhecem a obra de Thiago de Mello e Marcio Souza, mas há poetas importantes que infelizmente ainda são desconhecidos. Refiro-me à obra de Luiz Bacellar, Aldisio Filgueiras, Jorge Tufic, Anibal Beça, Elson Farias... Pouca gente conhece a obra de um outro grande poeta, o paraense Max Martins, morto há pouco tempo. É como se esses poetas escrevessem no exílio, ou como se fossem exilados em seu próprio país. Na verdade as editoras do sudeste que publicam poesia deveriam dar mais atenção à produção poética da Amazônia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como foi o processo de produção de livro "A Cidade Ilhada"? Você sempre escreveu contos? Existem temas em comum que reúnem os contos do livro? Como você o organizou?&lt;br /&gt;Escrevi contos na década de 70, mas eram péssimos e foram pro lixo. O conto mais antigo do livro é A natureza ri da cultura, que foi escrito no final da década de 1980 e deu origem ao meu primeiro romance (Relato de um certo Oriente). Outros contos foram escritos nos anos 90, e os mais recentes datam de 2008. Penso que há entre eles uma certa afinidade temática. Algumas narrativas mantêm laços de parentesco com os romances Dois irmãos e Cinzas do Norte. Além disso, os personagens Ranulfo e Mira (Cinzas do Norte) reaparecem em dois ou três contos. Um escritor tenta inventar um universo ficcional, e nesse sentido acho que os contos e os romances, apesar das diferenças de temas e gêneros literários, fazem parte da minha experiência de vida e de leitura. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6099459022026212530?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6099459022026212530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6099459022026212530&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6099459022026212530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6099459022026212530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/06/literatura-amazonense.html' title='Literatura Amazonense'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SjmpV1IO89I/AAAAAAAAARU/9y5-oqU7OcE/s72-c/Milton+Hatoum+2+PB-+Adriana+Vichi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3614766837455580419</id><published>2009-06-17T23:37:00.001-03:00</published><updated>2009-06-17T23:39:20.468-03:00</updated><title type='text'>REFLETIR SOBRE O JORNALISMO</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sjmo0UD45kI/AAAAAAAAARM/XJ4gmJK35kw/s1600-h/Eliane+Brum.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 214px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348491649170859586" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sjmo0UD45kI/AAAAAAAAARM/XJ4gmJK35kw/s320/Eliane+Brum.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um olhar sensível sobre o outro, uma maneira de contar histórias que apaixona até os mais céticos. A jornalista Eliane Brum segue a profissão de repórter como um sacerdócio, acompanha as vidas, narra com sensibilidade e utiliza as ferramentas da língua a favor do leitor.&lt;br /&gt;Eliane iniciou sua trajetória como repórter no jornal “Zero Hora”, de Porto Alegre e desde 2000 é repórter especial da revista “Época”, em São Paulo. É uma das mais premiadas jornalistas brasileiras. Ganhou mais de 40 prêmios de reportagem, como Esso, Vladimir Herzog, Ayrton Senna, Prêmio Açorianos, Sociedade Interamericana de Imprensa e Jabuti. É autora de três livros: “Coluna prestes – o avesso da lenda” (1994, Artes e Ofícios), no qual refez a marcha do exército rebelde pelo país entrevistando uma centena de testemunhas, “A Vida que Ninguém Vê” (2006, Arquipélago Editorial), uma coletânea de crônicas – reportagem publicadas no jornal “Zero Hora” que relatam histórias de pessoas que parecem ter saído de um livro de ficção e sua última publicação lançada em novembro de 2008: “O Olho da Rua” ( editora Globo), que é também um livro de textos já publicados, mas todos com comentários inéditos sobre o processo de desenvolvimento da reportagem.&lt;br /&gt;Os textos que compõem este último livro foram escolhidos pela própria autora como as histórias que mais geraram reflexões sobre a sua prática, o que acaba sendo um balanço de sua atuação profissional nesses 20 anos.&lt;br /&gt;Confira a entrevista:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como nasceu sua paixão pelo jornalismo?&lt;br /&gt;Acho que começou com a paixão por ouvir histórias. Meu pai sempre valorizou as pequenas histórias e sempre que visitávamos algum lugar, antes ele nos contava a história daquele lugar e daquelas pessoas. Então eu sempre soube que eram as histórias que teciam a trama da vida, que não havia vida sem memória. Entendia isso intuitivamente quando era criança.&lt;br /&gt;Sempre fui mais de olhar e ouvir do que de falar. Então ficava quietinha observando tudo que acontecia.&lt;br /&gt;Não relacionava isso com Jornalismo, porque quando era criança e adolescente achava jornal muito chato, não encontrava as pessoas nele. Achei que seria historiadora, mas no curso de História também não encontrei as pessoas. Fazia História e Jornalismo ao mesmo tempo, em universidades diferentes (UFRGS e PUC/RS), mas fazia o Jornalismo sem convicção.&lt;br /&gt;No final do curso conheci um professor, Marques Leonam, que mudou minha vida. Ele me mostrou que reportagem era justamente contar histórias de gente. Fiz uma reportagem para a aula dele sobre todas as filas que a gente entra desde o nascimento até a morte. Essa reportagem ganhou um concurso universitário e o prêmio era um estágio na Zero Hora, principal jornal de Porto Alegre. Fiquei lá 11 anos e descobri que era apaixonada pelo jornalismo.&lt;br /&gt;Ser repórter é um jeito de estar no mundo. Não é o que faço, é o que sou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sua visão sobre o jornalismo mudou nestes anos de profissão? ( Pensando que a sua prática é diferente da que é comumente visto no jornalismo e dentro do ensino universitário, com o uso do lead, textos objetivos....)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre fui mais intuitiva do que qualquer outra coisa. E sempre fui intuitivamente avessa a qualquer molde, fórmula ou coisa parecida. Essas coisas fazem com que me sinta asfixiada e quero imediatamente me livrar delas. Então sempre escrevi minhas reportagens do jeito que eu gostaria de ler. A diferença é que o que antes era intuição, hoje consigo racionalizar. Isso aconteceu porque comecei a escrever livros e a fazer palestras. Tive então de começar a pensar sobre a prática do jornalismo de uma outra maneira.&lt;br /&gt;Eu acredito que, como jornalistas, contamos a história cotidiana do país. O que fazemos é documento. E é com essa responsabilidade que faço o meu trabalho, seja uma nota ou uma matéria de 20 páginas.&lt;br /&gt;Acredito na apuração ampla da realidade, onde não apenas as palavras, mas o silêncio, os cheiros, as texturas, os gestos, os sons, a luz, tudo é informação. Nosso trabalho é dar todas essas informações ao leitor, levar a ele toda a complexidade do real, de forma que ele possa estar onde estivemos e, a partir daí, tirar suas próprias conclusões. E acredito que, com todas as informações, completas e precisas, conseguimos escrever um texto que o leitor possa ler com o prazer de uma ficção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você encontra suas pautas? Como elas são discutidas na redação da revista?&lt;br /&gt;A cada pauta que eu faço, encontro pelo menos outras três. As pautas surgem na rua, que continua sendo o lugar de repórter. Tento sempre responder à pergunta: qual é o melhor jeito de contar essa história? E tento me desafiar, sair da zona de conforto, fazer coisas que nunca fiz ou de um jeito diferente do que já fiz. Discuto minhas pautas com o diretor de Redação. Em geral, tenho bastante autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual reportagem foi mais marcante? Por quê?&lt;br /&gt;São muitas. Eu sempre faço cada reportagem como se fosse a reportagem da minha vida. Enquanto faço, só penso nela. Costumo dizer que fico grávida das matérias. E, como sou muito literal, é assim mesmo que me sinto. Tenho alterações de humor. E o parto é quando escrevo. Aí elas saem de mim e eu fico um tempo sentindo um vazio enorme. Até a próxima matéria grande.&lt;br /&gt;Tem um custo pessoal alto, mas não sei ser de outro jeito. Nem quero.&lt;br /&gt;A reportagem recente mais marcante foi quando acompanhei os últimos 115 dias de uma mulher extraordinária chamada Ailce de Oliveira Souza, no ano passado. A Ailce me deu a maior prova de confiança que eu já recebi: confiou em mim a ponto de me deixar testemunhar o fim da sua vida e contar uma história que ela jamais leria. A construção dessa reportagem, na relação cotidiana com Ailce, mudou meu jeito de lidar com a morte – e com a vida. Na verdade, me virou do avesso. Eu conto essa história – e a história dentro da história – no último capítulo de “O Olho da Rua”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3614766837455580419?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3614766837455580419/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3614766837455580419&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3614766837455580419'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3614766837455580419'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/06/refletir-sobre-o-jornalismo.html' title='REFLETIR SOBRE O JORNALISMO'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sjmo0UD45kI/AAAAAAAAARM/XJ4gmJK35kw/s72-c/Eliane+Brum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5231584569692017483</id><published>2009-05-03T21:38:00.002-03:00</published><updated>2009-05-03T21:41:29.469-03:00</updated><title type='text'>O escritor e seus personagens</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sf45sOIK7BI/AAAAAAAAAQg/mrdG3FubETE/s1600-h/foto+Fiuza.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 212px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5331762440722639890" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sf45sOIK7BI/AAAAAAAAAQg/mrdG3FubETE/s320/foto+Fiuza.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O jornalista carioca, Gulherme Fiúza, reconhecido pela obra que deu origem ao filme “Meu nome não é Johnny”, descobriu nos livros uma forma de contar as histórias de personagens intensos, que não caberiam nas folhas de jornal.&lt;br /&gt;Fiúza trabalhou no jornal “O Globo”, no “Jornal do Brasil” e no site “No Mínimo”, onde assinou um blog de política que foi classificado entre os dez mais lidos do país, além de ter publicado o livro “ 3.000 dias no Bunker”, sobre os bastidores do Plano Real.&lt;br /&gt;Atualmente Fiúza assina um blog na revista “Época” (&lt;a href="http://www.guilhermefiuza.com.br/"&gt;http://www.guilhermefiuza.com.br/&lt;/a&gt;) e acaba de lançar o livro “Amazônia 20º Andar”, em que relata a história da estilista, Bia Saldanha e do empresário, João Augusto Fortes que conquistaram a indústria do couro vegetal em meio a floresta amazônica.&lt;br /&gt;Confira entrevista concedida por e-mail:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi a sua passagem das redações de jornais para a literatura?&lt;br /&gt;As reportagens na imprensa têm uma natureza de objetividade e concisão. Quis escrever meu primeiro livro pela pura vontade de contar uma história com mais liberdade, me espalhar na narrativa. Daí surgiu o "Meu nome não é Johnny", que comecei a escrever na redação do site NoMínimo. Assim passei a trabalhar fora das redações, conciliando a produção para internet com o trabalho nos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como sabe quando um livro está pronto para ser publicado?&lt;br /&gt;Tenho um processo de produção peculiar, decorrente de um vício: as palavras só saem da cabeça para a tela quando a idéia está pronta. O resultado é muita ruminação, mas o texto final de meus três livros saiu de primeira, porque tenho muita dificuldade de lapidar o texto já escrito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como foi o processo de escrita de seu último livro? O que o incentivou a escrevê-lo?&lt;br /&gt;Os protagonistas tinham sido meus entrevistados 15 anos atrás, quando apresentaram ao mundo o projeto do couro vegetal da Amazônia. No início de 2007 conversei com eles e descobri que, nesse intervalo, tinham vivido uma epopéia, na qual ganharam tudo e perderam tudo. Não tive dúvidas de que aquilo dava um livro.&lt;br /&gt;Parti de cerca de 70 horas de entrevistas com personagens da história, no Rio de Janeiro e no Acre, especialmente os empresários Bia Saldanha e João Augusto Fortes, além de antropólogos, índios, seringueiros e outros participantes dessa jornada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo você levou para escrevê-lo?&lt;br /&gt;Cerca de um ano, entre apurar e escrever.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Amazônia 20º Andar” é baseado em um personagem real como o João Estrella?&lt;br /&gt;Sim. João Augusto Fortes e Bia Saldanha são duas almas inquietas. Idealistas, empreendedores, às vezes quase megalômanos. Todo mundo tem um pouco desse sonho de virar a vida do avesso para ver o que acontece. Mas a maioria sublima isso no cinema. Eles levaram ao pé da letra. Os dois passaram vários sufocos e conquistaram muita coisa. Dá para dizer que ganharam tudo e perderam tudo. Foram perseguidos, acusados de cegar índios e escravizar seringueiros, premiados pela ONU e consagrados nas capitais mundiais da moda. O projeto colapsou, deixou boas sementes e feridas pessoais, e a lição de que a Amazônia não será salva com slogans em Ipanema, discursos em Brasília ou relatórios de ONGs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você imaginava quando começou a escrever a história do João Estrella que iria chegar a fazer tanto sucesso? Como foi este processo de tornar um personagem desconhecido em alguém conhecido no país todo?&lt;br /&gt;Não imaginava. Achava apenas que, pelos critérios jornalísticos, tinha uma boa história na mão. Desde o início minha preocupação era não contar apenas a história de um traficante de classe média, mas mergulhar na cabeça e na vida de um cara comum e sua fronteira entre a normalidade e o delírio. Acho que o sucesso do livro, mesmo antes do filme, já se devia a essa abordagem de certa forma prosaica, que foi mantida pela Mariza Leão e pelo Mauro Lima, produtora e diretor do filme. E há uma parcela enorme do êxito que é devida exclusivamente ao talento de Selton Mello, que encarnou João Estrella de forma impressionante&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5231584569692017483?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5231584569692017483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5231584569692017483&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5231584569692017483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5231584569692017483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/05/o-escritor-e-seus-personagens.html' title='O escritor e seus personagens'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sf45sOIK7BI/AAAAAAAAAQg/mrdG3FubETE/s72-c/foto+Fiuza.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2223671580795002362</id><published>2009-05-03T21:36:00.001-03:00</published><updated>2009-05-03T21:38:17.171-03:00</updated><title type='text'>POESIA BRASILEIRA – FREDERICO BARBOSA</title><content type='html'>O interesse pela arte poética veio junto com a paixão pelo futebol, ao conhecer uma poesia de João Cabral de Melo Neto dedicada ao jogador palmeirense das décadas de 60 e 70, Ademir da Guia. Este foi o começo da carreira de um dos maiores poetas brasileiros contemporâneos, o pernambucano Frederico Barbosa.&lt;br /&gt;Apesar do vínculo com a poesia, Frederico ingressou aos 17 anos no curso de graduação do Instituto de Física da USP (Universidade de São Paulo) e logo percebeu que estava no caminho errado. “Eu continuava a escrever, mesmo durante as maçantes aulas de Física, Química e Matemática”. Seus primeiros poemas chamaram a atenção de críticos como Boris Schnaiderman e Haroldo de Campos, que o incentivaram a trocar a ciência pela poesia.Escrever para Frederico é um processo caótico, mas ao mesmo tempo meticuloso. “Desconfio de todas as mistificações da poesia e do papel do poeta, como a ideia de que o poeta é mais sensível ou que escrever poesia é um ‘dom artístico’. A poesia é a palavra/impacto, é uma composição construtora de efeitos. É a linguagem organizada da forma mais meticulosa possível para fazer sentir, portanto, fazer um poema é escrever usando todos os recursos imagináveis. O maior efeito que um poeta pode produzir não é dizer ao leitor o que ele (poeta) sente, mas é fazer o leitor sentir o mesmo ao ler o poema”.&lt;br /&gt;Cada livro, segundo o autor, nunca está pronto. “Considera-se a edição definitiva de um livro a última anterior à morte do autor. Todo livro pode ser mudado e melhorado ‘ad infinitum’”&lt;br /&gt;Muitos críticos o consideram um artista do Concretismo, pela repetição de palavras em seus poemas, porém, apesar de considerar a poesia concreta como a “maior revolução na poesia mundial ocorrida na segunda metade do século XX, além de ser a única proposta estética surgida no Brasil e único momento em que o país esteve na vanguarda da arte”, o autor não se sente parte de nenhuma linha “o que de certo torna o meu caminho mais difícil e seguramente mais solitário”.&lt;br /&gt;Seu trabalho é influenciado de várias maneiras e ao ser questionado sobre um poeta marcante, a resposta é incisiva: Augusto de Campos, “o maior e mais importante poeta vivo não só da língua portuguesa, mas de todo o mundo”. &lt;br /&gt;Frederico ganhou dois prêmios Jabuti, um pelo livro “Nada Feito Nada” de 1993 e outro por “Brasibraseiro” de 2004, escrito em parceria com Antonio Risério.&lt;br /&gt;Atualmente o poeta é diretor executivo da Poiesis – Organização Social de Cultura, que administra a Casa das Rosas, o Museu da Língua Portuguesa, a Casa Guilherme de Almeida e os projetos São Paulo, um Estado e Leitores e PraLer – Prazeres da Leitura, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Objetos de bordo&lt;br /&gt;atados à boca&lt;br /&gt;balançam e dançam&lt;br /&gt;em baques e sovas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;na boça no cabo&lt;br /&gt;atados à proa&lt;br /&gt;balançam e dançam&lt;br /&gt;sem berros na forca&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;em terras estranhas&lt;br /&gt;são negros boçais&lt;br /&gt;estúpidos rudes&lt;br /&gt;ignorantes banais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas longe da boca&lt;br /&gt;de servos à força&lt;br /&gt;balançam e dançam&lt;br /&gt;seu banzo blues troça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;resistem no samba&lt;br /&gt;no jazz capoeira&lt;br /&gt;balançam e dançam&lt;br /&gt;batuque rasteira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;inventam a bossa&lt;br /&gt;vingança da boça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(poesia “Da Boca à Bossa” do livro  "Brasibraseiro" )&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2223671580795002362?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2223671580795002362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2223671580795002362&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2223671580795002362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2223671580795002362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/05/poesia-brasileira-frederico-barbosa.html' title='POESIA BRASILEIRA – FREDERICO BARBOSA'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4202539354030901975</id><published>2009-04-06T18:29:00.004-03:00</published><updated>2009-04-06T18:33:27.184-03:00</updated><title type='text'>Ciência para todos</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sdp02R7aGzI/AAAAAAAAAQQ/bIaVW6Xt5qg/s1600-h/logo+ano+astronomia.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 170px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321694385565997874" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sdp02R7aGzI/AAAAAAAAAQQ/bIaVW6Xt5qg/s320/logo+ano+astronomia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A ONU (Organização das Nações Unidas) declarou 2009 como o Ano Internacional da Astronomia, em comemoração aos quatro séculos desde as primeiras observações telescópicas do céu feitas por Galileu Galilei. As comemorações envolvem 137 países e no Brasil são mais de 180 entidades realizando atividades durante o ano todo.&lt;br /&gt;A Astronomia é uma das ciências mais antigas e tem contribuição fundamental para a evolução das outras ciências, dando origem a campos inteiros da Física e da Matemática. Um dos objetivos desta comemoração é promover acesso a novos conhecimentos e melhorar o ensino formal e informal da ciência.&lt;br /&gt;A Ciência ainda parece algo distante do grande público, como se fosse uma prática restrita aos círculos acadêmicos, desconectada da cultura. No entanto, profissionais de diversas áreas trabalham para tornar as práticas científicas mais acessíveis e inteligíveis. O jornalista colunista da “Folha de São Paulo”, Marcelo Leite é uma dessas pessoas. Leite escreve a coluna dominical no caderno “Mais!” nomeada “Ciência em Dia” e mantém um blog com o mesmo nome (http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br). Com vasta experiência no jornalismo, Leite foi ombudsman da Folha entre 1994 e 96 e já escreveu vários livros com temas científicos.&lt;br /&gt;Como o jornalista, o físico Gustavo Hojas trabalha pela popularização da ciência. Hojas coordena o Projeto "Popularização da Astronomia pela UFSCar: Astronomia ao Alcance de Todos", que visa a capacitação de professores e futuros professores, com a promoção de cursos e oficinas e a realização de eventos de divulgação científica destinados à população em geral, através de observações públicas e da disponibilização do espaço virtual (www.astronomia2009.ufscar.br).&lt;br /&gt;Confira a entrevista realizada com estes dois profissionais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;reportagem: O que representam as descobertas de Galileu Galilei para a ciência de hoje?&lt;br /&gt;Gustavo Hojas: Ao observar o céu com seu novo instrumento, Galileu descobriu uma realidade muito diferente da que se conhecia até então: montanhas e crateras na Lua, manchas no Sol, satélites até então desconhecidos em torno de Júpiter. Desde então, a Astronomia vem revolucionando o nosso entendimento do Universo. Hoje sabemos que toda a energia que circula em nosso planeta provém do Sol, e que o próprio Sol e o Sistema Solar foram formados a partir de restos de outras estrelas. Somos literalmente filhos das estrelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Porque apesar do grande interesse pela astronomia, ela ainda é uma ciência de pouco acesso ao grande público?&lt;br /&gt;Gustavo: Uma das metas do Ano Internacional da Astronomia é convidar as pessoas a redescobrirem suas ligações com o Universo, e, compartilhando com elas o que sabemos sobre ele, passar à sociedade uma imagem moderna da Ciência e dos cientistas. Infelizmente o grande público possui uma visão distorcida da Ciência em geral, como uma coisa inacessível e complicada, o que contrasta com a sociedade tecnológica em que vivemos. No caso específico da Astronomia, ainda persiste a imagem antiquada do astrônomo como um cientista que passa as noites em claro no topo de uma montanha, olhando através de um telescópio e fazendo desenhos de suas observações. Por causa dessa imagem, boa parte das pessoas acredita que para apreciar a Astronomia é necessário fazer o mesmo, e esse não é o caso. Graças principalmente à Internet, os astrônomos modernos sequer precisam ir ao observatório para realizar seu trabalho. E sequer é necessário possuir um telescópio para poder apreciar o céu noturno: um simples binóculo, ou até mesmo nossos olhos adaptados à escuridão já são suficientes para explorar o Universo. Portanto, pretendemos através das comemorações do Ano Internacional difundir uma mentalidade científica na sociedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Como estão as comemorações do ano da astronomia no Brasil?&lt;br /&gt;Gustavo: Para organizar as comemorações do Ano Internacional da Astronomia em todo o mundo, foi montada a maior rede de divulgação científica da história, a Rede IYA2009. A intensa mobilização no Brasil coloca o país em posição de destaque dentro do cenário internacional de divulgação em Astronomia.&lt;br /&gt;Com o final da estação chuvosa se aproximando, a tendência é que as comemorações se intensifiquem ainda mais. Os interessados devem visitar o site oficial do Ano Internacional da Astronomia http://www.astronomia2009.org.br para consultar a programação atualizada dos eventos do Ano Internacional em sua região. [A Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto, que acontece entre os dias 18 e 28 de junho terá uma programação especial voltada para a Astronomia]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Como está o campo do jornalismo científico hoje? Existem várias possibilidades de formação específica?&lt;br /&gt;Marcelo Leite: No Brasil ainda é um campo relativamente restrito, com poucas vagas nos principais veículos de comunicação, mas vem ganhando em importância e interesse. Há alguns cursos de especialização disponíveis, como o da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e o da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), no Rio. Há também muita oferta de pós-graduação, seminários e cursos breves, em especial no exterior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Ainda há uma ressalva por parte do grande público em relação à ciência como algo ininteligível?&lt;br /&gt;Marcelo: Sim, infelizmente. Uma pesquisa de opinião patrocinada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia em 2006 mostrou que muitas pessoas, mesmo tendo interesse em informar-se sobre ciência e tecnologia, deixam de fazê-lo porque não conseguem entender o que se publica e veicula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Que ferramentas o jornalista científico usa para tornar o conhecimento da ciência mais atrativo?&lt;br /&gt;Marcelo: Muito didatismo, sobretudo por meio de analogias e metáforas que permitam aproximar temas complexos e abstratos de realidades familiares ao público. Mas é mais fácil falar do que fazer, porque toda metáfora é imperfeita. Fotografias e infográficos também ajudam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Como tem sido o seu contato com o público? Há um maior interesse nas questões que você trata no seu blog e na “Folha de São Paulo”?&lt;br /&gt;Marcelo: Tenho consciência de que meu público na Folha e no blog são restritos, composto em geral por pessoas já interessadas em ciência. Tento não ser muito "difícil", mas fracasso com frequência. Por isso tenho recorrido nos últimos anos a novos veículos como livros paradidáticos (editoras Publifolha e Ática) e até ficção infanto-juvenil (série Ciência em Dia, também da Ática, para uso em sala de aula).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Existem muitas diferenças entre o jornalismo científico no Brasil e no exterior?&lt;br /&gt;M: Sim, mas cada vez menos. Os recursos nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, costuma ser mais abundantes, o que em geral permite que os jornalistas de ciência lá empreguem mais tempo na apuração/pesquisa de reportagens. O preparo científico deles também costuma ser melhor - muitos não estudaram jornalismo, mas alguma ciência natural, como biologia ou física. Uma nova geração de jornalistas brasileiros no setor, porém, tem buscado uma maior qualificação, com sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;R: Fale sobre seu último livro "Ciência, use com cuidado"&lt;br /&gt;M: É uma coletânea de 80 colunas das cerca de 300 publicadas na Folha entre 2003 e 2007 que acabo de lançar pela Editora da Unicamp. Reflete minha convicção de que a ciência e a tecnologia devem ser apreciadas pelo público com senso crítico, uma coisa para a qual devemos nos educar e preparar, de modo a nos tornarmos capazes de refletir sobre elas e não tomar como verdades estabelecidas tudo que provém desse campo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4202539354030901975?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4202539354030901975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4202539354030901975&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4202539354030901975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4202539354030901975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2009/04/ciencia-para-todos.html' title='Ciência para todos'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Sdp02R7aGzI/AAAAAAAAAQQ/bIaVW6Xt5qg/s72-c/logo+ano+astronomia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-8978590914316285810</id><published>2008-11-13T01:01:00.005-02:00</published><updated>2008-11-13T01:10:27.592-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='foto: Anandha Correia'/><title type='text'>Os ribeiraopretanos que a cidade não vê</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuZ_6B4DJI/AAAAAAAAAP4/-JffQvWunYM/s1600-h/DSC00196.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267973512327859346" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 219px; CURSOR: hand; HEIGHT: 282px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuZ_6B4DJI/AAAAAAAAAP4/-JffQvWunYM/s320/DSC00196.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O asfalto do bairro Ribeirão Verde acaba e entro em uma outra cidade, onde as ruas são de terra e as casas são barracos construídos com lona, ferro e madeira. Ainda há muita cana, mas apesar dos barracos serem próximos uns dos outros é possível ver pequenas hortas e criações de animais, como porcos e galinhas. Há apenas 14 quilômetros do centro de Ribeirão Preto, 454 famílias vinculadas a três movimentos sociais (MST- Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem terra, MLST- Movimento de Libertação dos Sem Terra e um movimento independente conhecido como Índio Galdino), dividem há cinco anos os 1.500 hectares da antiga fazenda da Barra, hoje conhecida como assentamento Mário Lago.&lt;br /&gt;A rotina para a maioria começa às 5h30, pois é preciso fazer o café, esperar o ônibus escolar para levar as crianças e ir até ao poço, ou ao Rio Pardo pegar água para cuidar das criações. As famílias não têm água encanada ou energia elétrica, mas mantém a geladeira na cozinha, mesmo que empoeirada, para quando a energia chegar. Apesar do Rio Pardo margear parte do assentamento, as famílias que estão distantes dependem da água fornecida pelos caminhões pipa do DAERP (Departamento de Água e Esgoto de Ribeirão Preto) quinzenalmente. Por isso nas ruas é comum se ver baldes e caixas d’água em frente aos barracos.&lt;br /&gt;As histórias dos assentados são muitas. Ao caminhar pelas ruas, vê-se no alto do morro uma horta bem verde que contrasta com a tonalidade marrom do assentamento. Ali vive a aposentada Luzia Cândido da Silva, que recebe com um sorriso estampado no rosto: “Pode entrar. O barraco é simples, você desculpe a bagunça”. Luzia chegou ao assentamento sem saber muito bem o que ele significa. “Viemos eu e meu marido, Sebastião, iludidos, achando que a terra seria da gente no mesmo dia”. O sonho de voltar a viver na roça, fez o casal vender a casa no bairro Cândido Portinari e morar em um barraco de madeira sobre o chão de terra batida. Três dos sete filhos seguiram o sonho do casal e atualmente dividem o terreno, a criação de porcos e o trabalho na horta, que só foi possível depois da família comprar uma roda d’água que traz água direto do rio.&lt;br /&gt;Na horta tem alface, rúcula, rabanete, couve, beterraba, cheiro verde e salsinha. “Isso é porque estamos na época da seca”, vem logo explicando Luzia. A produção toda, realizada sem agrotóxicos, alimenta a família e é vendida aos sábados em frente o supermercado do Bairro Ribeirão Verde ou através da CONAB ( Companhia Nacional de Abastecimento), um projeto do Governo Federal que repassa as produções dos pequenos agricultores às entidades assistencialistas. Apesar da produção, ainda não é possível que a família toda se sustente no assentamento, Sebastião recebe aposentadoria e os filhos ainda fazem “bicos” na cidade.&lt;br /&gt;As famílias que moram no local e estão sob coordenação do MST são organizadas em 20 núcleos com aproximadamente 14 famílias em cada um, subdivididos em setores: coordenação geral, segurança, saúde, secretaria, educação, direitos humanos e esporte/cultura/lazer. Cada núcleo tem um espaço de reuniões com nome de figuras importantes para os movimentos de esquerda, como Che Guevara, Zumbi dos Palmares e Rosa Luxemburgo. As coordenações gerais de cada núcleo realizam reuniões semanais para discutir os problemas do assentamento. Diante das dificuldades alguns assentados se reúnem para conseguir manter as pequenas plantações. Foi o que fez o aposentado Vítor Donizete Ribeiro ao unir-se com seu vizinho para manterem uma horta.&lt;br /&gt;Donizete se orgulha da dupla, que já conseguiu vender algumas caixas de verdura. “Plantamos milho, abóbora, berinjela e chuchu”. A água é trazida do poço, que fica há cerca de 10 minutos carregando os tambores em uma carroça. Para arar a terra eles pagam a uma pessoa da cidade. A esposa de Donizete, Maria Luiza dos Santos, faz questão de mostrar seu barraco, que tem até banheiro com chuveiro. “A água desce da caixa quentinha por causa do sol”. Apesar do ânimo do casal a incerteza sobre o futuro incomoda Donizete. “Queria abrir os olhos de manhã e saber o que fazer, mas sem saber se esse pedaço de terra é meu, fica muito difícil”.&lt;br /&gt;De acordo com a coordenação do MST, as terras que pertenciam à Fundação Sinhá Junqueira foram consideradas improdutivas após uma vistoria do INCRA em 2000. Em 2003, cerca de 250 famílias ocuparam, durante quatro meses, as terras do Sítio Bragueto, vizinho da Fazenda. Logo após foram transferidos para uma área conhecida como Flamboyants, pertencente ao município. A primeira ocupação da área da Fundação aconteceu em agosto de 2003, porém, pouco tempo depois as famílias tiveram que sair após um pedido de reintegração de posse. Após seis meses, novamente o MST ocupou a terra e vive lá até hoje.&lt;br /&gt;No entanto, algumas famílias não concordaram com o MST e um ano após a ocupação se dividiram em dois outros grupos: MLST e Índio Galdino. Atualmente, o Incra está realizando reuniões com todas as famílias para dividir oficialmente as terras, que serão de 3,14 hectares para cada uma. Elas vão receber também fomento do Governo Federal para a habitação e início da produção, num valor em torno de R$ 9.400 em materiais agrícolas e de construção para cada família.&lt;br /&gt;Esse pedaço de terra, de 3,14 hectares, é suficiente apenas para criação de pequenos animais e pequenas plantações. Segundo o coordenador do assentamento, Sirlei Moreira Ramos, esse tamanho de lote será o menor dentre os assentamentos do país, que chegam a ter 20 hectares por família. Tal modelo é chamado Comuna Urbana e é uma nova forma de pensar a reforma agrária perto dos grandes centros. “A proposta é ter o auto-sustento e fornecer alimentos orgânicos para os centros consumidores através de cooperativas que integrem as famílias dos assentados, envolvendo todos na produção”. O papel da prefeitura, ainda segundo Sirlei, é fornecer saúde e educação aos assentados. Já a infra-estrutura é toda responsabilidade do Incra.&lt;br /&gt;Em um barraco que marca a divisão do núcleo Che Guevara vive a dona de casa e coordenadora, Sônia Cristina Ribeiro, que chegou ao assentamento há quatro anos, seguindo o sonho do marido de ter sua própria terra para criar animais. “Agora a terra para mim não tem valor igual tinha. Eu aprendi a gostar daqui pelas pessoas, a terra ficou em segundo plano, para mim é importante estar aqui nesta comunidade, com essas pessoas”. Sônia acredita que o assentamento conseguirá ser independente da cidade, apesar de reconhecer que esta independência é relativa, pois precisam do centro urbano para vender a produção, mas ela imagina “um posto de saúde, uma escola, uma cooperativa, um mercado, essa coisas que tem na cidade, tudo aqui”.&lt;br /&gt;A família, apesar da criação de porcos e galinhas, não consegue se sustentar apenas do assentamento, por isso, o marido de Sônia ainda trabalha na cidade, como pedreiro. A situação se repete na casa de Elen da Silva Aguiar, em que o marido trabalha como servente de pedreiro. Com três filhos, e rosto de menina, ela carrega na bagagem uma história de mais de 14 anos acompanhando o Movimento Sem Terra. Nas paredes do barraco panelas, enfeites, fotos e um cartaz de 2000 com uma foto do Lula com o boné do MST. Por que vocês deixam esse cartaz aqui? – “Para nunca esquecer do que ele prometeu”. Elen busca uma definição para reforma agrária, mas tem dificuldade de encontrar as palavras. “Eu gosto do rural, porque a gente tem mais liberdade, a gente pode ficar com as portas abertas, sem muros, sem medo. Aqui tem a natureza e eu não ligo que não tem água encanada, nem luz, meus filhos já se acostumaram com essa vida”&lt;br /&gt;No meio da conversa chegam Beatriz Aguiar Viana, 12 anos, filha mais velha de Elen e sua amiga, Daniela Ingrid Barbosa, 13. As duas estão na 6a. série na Escola Estadual Expedicionários Brasileiros no bairro São José. Na escola as meninas já sofreram muito com o preconceito, até as professoras falavam mal do MST. Mas agora as relações melhoraram, algumas colegas até têm vontade de conhecer o assentamento. “Tem duas amigas que gostam daqui, acho que se elas pudessem elas morariam aqui, mas elas vêm até ali na portaria e não entram”, conta Daniela.&lt;br /&gt;Esse cotidiano de pequena vila, é também a vida de Rafaela de Jesus Lima. A família da jovem, de 21 anos, foi para o assentamento para fugir do aluguel. Lá conheceu o marido, David Ribeiro, e aprendeu a gostar da vida fora da cidade. Quando fala do futuro, Rafaela, que espera o primeiro filho, coloca as mãos na barriga. “Sonho é criar meus filhos aqui e ver isso aqui um lugar bonito, a coisa mais linda, com cara de fazenda, com um pomar cheio de fruta para gente comer”.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-8978590914316285810?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/8978590914316285810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=8978590914316285810&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/8978590914316285810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/8978590914316285810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/11/os-ribeiraopretanos-que-cidade-no-v.html' title='Os ribeiraopretanos que a cidade não vê'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuZ_6B4DJI/AAAAAAAAAP4/-JffQvWunYM/s72-c/DSC00196.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4149966657297618145</id><published>2008-11-13T00:58:00.001-02:00</published><updated>2008-11-13T01:00:52.704-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Colaboração: Larissa Canhas; foto: Luis Gallo Neto'/><title type='text'>Tradição que sobrevive</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuYNE_8pNI/AAAAAAAAAPo/cqLashW78ms/s1600-h/Untitled-10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267971539587605714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuYNE_8pNI/AAAAAAAAAPo/cqLashW78ms/s320/Untitled-10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Músicas sobre a chegada de Jesus, vestes coloridas, sorrisos nos rostos e uma fé que impressiona. Em novembro começam as peregrinações das Companhias de Folia de Reis de todo o Brasil para o grande dia: 6 de janeiro, quando é comemorado o dia de Santos Reis. A tradição que vem da roça chega a 2008 com algumas mudanças, mas com o mesmo clima de fé e esperança.&lt;br /&gt;A jornada dos reis Magos do Oriente é a essência da celebração da Folia de Reis que reúne fiéis conduzidos pela crença e devoção religiosa de diversos países da Europa e América, contribuindo para o desenvolvimento de tradições populares.&lt;br /&gt;O principal símbolo de cada companhia de Reis é a bandeira que é um canal de comunicação, por ser sempre o primeiro elemento da Folia e é levada pelo bandeireiro ou alferes, que a carrega como cumprimento a alguma promessa. A bandeira traz uma imagem bíblica da Sagrada Família: Menino Jesus, São José e Virgem Maria na manjedoura, os Três Reis Magos e animais. Os fiéis prendem a esta imagem fotos, figuras de Santos, fitas e pedidos que representam preces, promessas e agradecimentos.&lt;br /&gt;Logo atrás da bandeira vêm os guardiões, que são os palhaços, o capitão, mestre ou embaixador que muitas vezes é a pessoa responsável pela companhia e é quem puxa os versos; o contra-mestre que é quem faz a segunda voz e os demais elementos que cantam e tocam instrumentos como violas, violões, sanfonas, cavaquinhos, pandeiros, caixas e castanholas. Os músicos são nomeados de acordo com a sua posição de voz.&lt;br /&gt;As nomenclaturas, símbolos e a maneira de cantar dependem de cada região do país. A formação da Folia de Reis é composta de elementos da cultura ibérica, que trazem em sua bagagem traços da cultura árabe, e no Brasil sofreram incorporações também da cultura negra e indígena, o que originou uma tradição rica em sincretismos religiosos.&lt;br /&gt;Tal força da religiosidade, neste caso especialmente do catolicismo, também se explica pela colonização brasileira em que os conquistadores utilizaram a religião como maneira de integração entre as diversas etnias.&lt;br /&gt;Todos vestem uniformes coloridos e os instrumentos musicais são ornados com faixas coloridas. Apesar de toda cor os palhaços são os elementos que chamam mais atenção com suas máscaras, apitos e seu dançar contínuo. Eles representam os protetores do menino Jesus e também protegem a bandeira da Companhia, para isso carregam um bastão, além de levarem uma pequena bolsa para colocarem as “esmolas”. Estes personagens mostram a mistura de ritos cristãos e pagãos em uma cerimônia da Igreja Católica.&lt;br /&gt;A vestimenta é uma maneira de cada envolvido no evento se tornar representante de um ato maior, em que é protagonista. Estes elementos que compõem a vestimenta destacam a criatividade da população que, apesar das dificuldades materiais, utilizam suas formas de arte para celebrar seus rituais, o que revela o quanto estas manifestações preenchem internamente os que delas participam, afirma Victor Júnior Ferreira, que participa da Folia de Reis em Ribeirão Preto há 12 anos. “É uma tradição realmente movida pela fé”.&lt;br /&gt;Os versos, na maioria, são passados oralmente de pai para filho ou improvisados e quando as companhias visitam as casas, as rimas são construídas de acordo com a promessa ou devoção daquela família.&lt;br /&gt;Com o passar dos anos, a Folia de Reis sofreu diversas transformações, a maioria delas ligadas à mudança de costumes com a urbanização. Na área rural a Folia de Reis começava na noite de natal e os cristãos cantavam todos os dias e noites em peregrinação, por todas as casas das vilas e fazendas, sem retornarem para seus lares, até seis de Janeiro, atualmente as companhias cantam e visitam casas de fiéis, quando convidados, durante 13 finais de semana (a tradição conta que a viagem dos reis magos durou treze dias), devido aos trabalhadores não poderem faltar do serviço durante a semana, para participarem da peregrinação.&lt;br /&gt;A partir destas manifestações é possível compreender como o passado e o presente de uma determinada sociedade se articulam. Antes da ampliação dos meios de comunicação as festas eram um dos principais meios da população se afirmar como coletividade. Hoje, vivemos uma época de individualidade e as festas reafirmam as identidades.&lt;br /&gt;Por este resgate através de elementos artísticos e culturais diversos como textos, músicas, danças, imagens, oralidades, crenças, costumes e tantos outros a festa se constitui também como um atrativo turístico e revela para as novas gerações uma manifestação de cultura e de fé.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4149966657297618145?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4149966657297618145/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4149966657297618145&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4149966657297618145'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4149966657297618145'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/11/tradio-que-sobrevive.html' title='Tradição que sobrevive'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuYNE_8pNI/AAAAAAAAAPo/cqLashW78ms/s72-c/Untitled-10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5908461199054603921</id><published>2008-11-13T00:56:00.000-02:00</published><updated>2008-11-13T00:57:26.689-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='(Baseado na obra “Uma História Social da Mídia”'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='de Asa Briggs e Peter Burke)'/><title type='text'>Um recorte da História</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;           &lt;span style="color:#ff6600;"&gt; Mídia, uma palavra tão utilizada na atualidade e que envolve tantos significados, mas afinal como este termo surgiu e como se tornou tão comum?&lt;br /&gt;            Foi na década de 1920 que se começou a falar de mídia, e já nos anos 50 entrávamos na chamada revolução da comunicação. O interesse pela comunicação é muito mais antigo, já que na Idade Média haviam estudos sobre retórica, porém, a comunicação como entendemos hoje, com seus meios de transmissão tem uma história relativamente curta.&lt;br /&gt;            A invenção da prensa gráfica por Gutemberg em 1450 é tida por alguns historiadores como a marca do início desta trajetória. Por volta de 1500 havia máquinas de impressão em mais de 250 lugares da Europa e cerca de 13 milhões de livros estavam circulando pelo continente entre 1450 e 1500.&lt;br /&gt;            Um dos grandes momentos desta história foi a Reforma Protestante, em que Martin Lutero amplia a comunicação. Mais de 80% dos livros publicados em 1532 tratavam da Reforma da Igreja. &lt;br /&gt;Já em 1700 os jornais passam a ter cada vez mais importância para a sociedade européia, no entanto, é importante ressaltar que a comunicação oral continuava tendo relevância, muitas vezes as pessoas se reuniam em clubes e cafés para ouvirem os jornais sendo lidos em voz alta.&lt;br /&gt;            Com o crescimento dos jornais o setor da publicidade ganha mais espaço. Em 1700 também começam as primeiras discussões em torno da veracidade dos jornais e os debates políticos passam cada vez mais a fazer parte da vida da população.&lt;br /&gt;            Outro momento crucial foi a publicação da Enciclopédia entre 1751 e 1765 que tinha como objetivo despertar a consciência política e transmitir conhecimento, alcançando todas as camadas sociais.&lt;br /&gt;            Em 1814 foi criada a prensa à vapor que permitiu a produção de mil exemplares por hora, tal invenção é um dos marcos da revolução Industrial influenciando diretamente na comunicação.&lt;br /&gt;            A história da comunicação está vinculada também ao desenvolvimento do transporte, quando há a expansão das ferrovias as relações com o tempo e o espaço se modificam, nascem os guias de viagem e pequenos livros para ler durante o trajeto conhecidos como literatura ferroviária.&lt;br /&gt;            Com a invenção do telégrafo em 1837 a comunicação dá um grande passo, ligando os países uns com os outros. Anos depois, em 1876, a invenção do telefone revoluciona as maneiras de se comunicar e em 1897 começam as primeiras transmissões radiofônicas.&lt;br /&gt;            O cinema segue seu caminho paralelamente ao desenvolvimento sonoro, com a invenção do cinematógrafo por Lumiére em 1895.&lt;br /&gt;            A industrialização trouxe novos significados à comunicação, pois era necessário que os meios se tornassem mais confiáveis. O entretenimento também passa a ganhar novos conceitos, especialmente com o advento da televisão na década de 1930.&lt;br /&gt;            Comunicação passa a ser tema de estudos e nascem as primeira Teorias da Comunicação. Em 1960 surgem os primeiros cursos de pós graduação.&lt;br /&gt;            Em 2000 a internet ganha o mundo e adentramos uma nova era da comunicação, ainda a se revelar.&lt;br /&gt;            Apesar de tantas mudanças o velho e o novo coexistem e a cada avanço as antigas tecnologias são desafiadas a serem repensadas.     &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5908461199054603921?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5908461199054603921/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5908461199054603921&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5908461199054603921'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5908461199054603921'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/11/um-recorte-da-histria.html' title='Um recorte da História'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6788445686865175357</id><published>2008-11-13T00:53:00.004-02:00</published><updated>2008-11-13T00:56:14.900-02:00</updated><title type='text'>As várias cores do céu</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuXDcRlshI/AAAAAAAAAPg/MxMQijq5I28/s1600-h/ceu.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5267970274525295122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuXDcRlshI/AAAAAAAAAPg/MxMQijq5I28/s320/ceu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Existem momentos que nos fazem repensar toda a nossa relação com a vida. Foi assim reflexiva e com olhos cheios de lágrimas que me senti após assistir o longa italiano: “Vermelho como o Céu”( 2006).&lt;br /&gt;A direção é assinada por Cristiano Bortone, e o roteiro assinado pelo próprio diretor que retrata a história real do editor de som, Mirco Mencacci, que é deficiente visual desde os oito anos, após sofrer um acidente em casa.&lt;br /&gt;Com a perda da visão muita coisa mudou na vida do menino, que passou a estudar em uma instituição especial - pois na década de 70, na Itália os deficientes visuais não podiam freqüentar as aulas “normais”- e a ter percepções diferentes de uma de suas maiores paixões: o cinema.&lt;br /&gt;A história começa em uma vila de Toscana e as imagens claras e coloridas nos remetem a infância de cidade pequena e às brincadeiras na rua. Após o acidente Mirco (Luca Capriotti) tem de se mudar para uma escola especial em Genova.&lt;br /&gt;A partir dali o filme ganha um tom mais poético, transmitindo as sensações de Mirco, que agora passa a desenvolver seus outros sentidos e descobre seu grande talento: lidar com os sons. Apesar do tom dramático da história, a escolha dos personagens que convivem com Mirco e das situações que passam juntos nos levam a boas risadas.&lt;br /&gt;Umas das cenas mais marcantes são as que Mirco busca com um gravador recuperar os sons da natureza que expressam as quatro estações, neste momento os sons do filme junto com as imagens simples da chuva, das flores nos fazem querer fechar os olhos para tentar perceber o mundo como o personagem o sente.&lt;br /&gt;O grande desafio do menino passa a ser lidar com as rígidas regras da escola, que é dirigida por um padre também deficiente visual, que não acredita que é possível ser feliz com esta deficiência e busca de várias maneiras impedir o desenvolvimento da imaginação dos garotos. O personagem do diretor e alguns outros que passam pela trajetória de Mirco nos levam a pensar nos diversos tipos de cegueira.&lt;br /&gt;Porém, Mirco se revela um grande contador de histórias pelo som e passa a envolver toda a escola em suas fantasias sonoras.&lt;br /&gt;O filme foi selecionado como melhor filme de ficção na 30 Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, em 2006, no voto do público e ganhou prêmios na Itália, Bélgica e Canadá.&lt;br /&gt;Uma obra que vale a pena ser sentida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6788445686865175357?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6788445686865175357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6788445686865175357&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6788445686865175357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6788445686865175357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/11/as-vrias-cores-do-cu.html' title='As várias cores do céu'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SRuXDcRlshI/AAAAAAAAAPg/MxMQijq5I28/s72-c/ceu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3376817260748900177</id><published>2008-09-03T08:14:00.001-03:00</published><updated>2008-09-03T08:16:15.494-03:00</updated><title type='text'>O tempo da dança</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SL5x9w49D4I/AAAAAAAAALY/rK4Tuv1XLi4/s1600-h/danÃ§a-+AndrÃ©+Porto.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5241752322215579522" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SL5x9w49D4I/AAAAAAAAALY/rK4Tuv1XLi4/s320/dan%C3%A7a-+Andr%C3%A9+Porto.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Dançar é uma prática que envolve o homem desde o começo, e que começo foi esse? Não se sabe exatamente quando, mas os desenhos da pré- história demonstram que já ali o homem fazia movimentos rítmicos com o corpo.&lt;br /&gt;Existem muitas histórias da dança, aquelas realizadas durante os rituais, as danças para a colheita, para o riso e tanta outras, mas as mais estudas e historicamente organizadas são as danças cênicas, aquelas produzidas para de alguma forma serem apresentadas ao público, com passos codificados. São três grandes gêneros: clássica, moderna e contemporânea.&lt;br /&gt;Vários elementos influem na dança em cada época, desde a política até as possibilidades técnicas, o que tornam necessário ao contar essa história uma revisão dos valores de cada época.&lt;br /&gt;A dança clássica nasce na Renascença (séculos XIV,XV e XVI),primeiro na Itália e depois na França. Este é um período de grandes mudanças culturais, em que era muito valorizada a razão e seguindo tal conceito buscava-se a harmonia dos gestos e a superação dos limites da natureza, sendo assim os bailarinos desafiavam a força da gravidade, com suas sapatilhas de ponta, posições do pé (em dehors – virada para fora) e com o corpo voltado para o público.&lt;br /&gt;Os bailarinos dançavam com roupas da corte e dirigidos para os reis e evitavam dar as costas a ele, o que explica em parte a rigidez dos movimentos do balé clássico. Nas apresentações sempre havia uma narrativa, cada coreografia contava uma história.&lt;br /&gt;O grande momento do estilo clássico foi o romantismo, no século XIX, quando a dança passa a ser percebida como uma arte também fora da aristocracia. Os balés eram divididos em dois atos: a realidade e o sonho. O período é marcado pela revolução industrial e a tecnologia passa a auxiliar a dança, assim bailarinas passaram a “voar”, presas a fios, nos palcos da Europa e a iluminação a gás (antes à luz de velas), colaboravam com a idéia de um sonho. Uma das curiosidades é que as bailarinas só tocavam o chão com as pontas dos pés, como se desafiando a gravidade.&lt;br /&gt;A dança passa a ser valorizada em outros lugares, como na Rússia, que tornou-se o centro do balé no século XIX, com coreografias lembradas até hoje, como “O quebra- nozes”.&lt;br /&gt;No século 20 o balé passa a sofrer influência da arte moderna, as exigências técnicas são ampliadas e novos movimentos são descobertos. Caminhamos para a dança moderna, em que os movimentos são mais expressivos e livres, buscando transmitir os sentimentos e as expressões humanas.&lt;br /&gt;A dança passa a ser a expressão dos contrastes ( é o período das grandes guerras mundiais) e as relações com o público mudam, se antes a atenção estava em cada movimento, agora os olhares caminham por coreografias diferentes simultaneamente.&lt;br /&gt;Com a liberdade de expressões nasce a dança contemporânea, uma manifestação que se une às outras artes e linguagens (da pintura à internet) e a individualidade de cada bailarino é utilizada ao extremo, nada mais é linear e o público deixa de ser passivo.&lt;br /&gt;A dança contemporânea busca os movimentos do dia-a-dia e todo o espaço é palco: museus, centros culturais e até mesmo as ruas. As palavras de ordem passam a ser a contestação e a experimentação.&lt;br /&gt;Hoje pode-se dizer que os três grandes estilos da dança existem ao mesmo tempo e que há total liberdade de criação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ A dança é a expressão do incosciente” Marthan Grahan ( coreógrafa americana )&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Texto baseado na oficina Corpo a Corpo- A Dança no Tempo, da São Paulo Companhia de Dança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3376817260748900177?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3376817260748900177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3376817260748900177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3376817260748900177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3376817260748900177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/09/o-tempo-da-dana.html' title='O tempo da dança'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SL5x9w49D4I/AAAAAAAAALY/rK4Tuv1XLi4/s72-c/dan%C3%A7a-+Andr%C3%A9+Porto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2560006453072847183</id><published>2008-08-07T00:31:00.002-03:00</published><updated>2008-08-07T00:33:59.648-03:00</updated><title type='text'>Senhor Bossa Nova</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SJps-R7V4ZI/AAAAAAAAALQ/u1QEJKz44GQ/s1600-h/joaodonato.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5231613734364242322" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SJps-R7V4ZI/AAAAAAAAALQ/u1QEJKz44GQ/s320/joaodonato.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;No palco somente um piano. Um senhor sorridente, de jeito humilde, boné cor-de-rosa e camisa florida adentra o Teatro, faz do instrumento oponente seu companheiro e emociona uma platéia amante de Bossa Nova.&lt;br /&gt;Foi assim que conheci o mestre João Donato,um dos precursores da Bossa que completa 50 anos e marca a história artística do país. Donato é um daqueles músicos “sabe tudo”: instrumentista, cantor, arranjador e compositor.&lt;br /&gt;A sua relação com a música vem de longe, em sua terra natal, Rio Branco- Acre, aprendeu a tocar acordeom aos 5 anos e piano aos 7. Sua primeira apresentação foi em um circo, apoiado pelo pai que acreditava que o filho ainda seria muito famoso.&lt;br /&gt;Em 1945 João partiu para o Rio de Janeiro, viagem feita de barco que levou meses e em que o músico ainda pequeno fazia shows nas cidades em que paravam para os breves descansos da longa jornada. Foi no Rio que se apaixonou pela bossa nova e pelo jazz, fez seus primeiros shows de verdade, chegou a montar algumas bandas e conheceu Tom Jobim, João Gilberto e outros tantos grandes nomes da nossa música.&lt;br /&gt;Mas o músico não se contentou em fazer parte do famoso Beco das Garrafas (local onde os artistas da Bossa se reuniam no Rio de Janeiro), e conquistou novas sonoridades nos Estados Unidos e no México.&lt;br /&gt;Aproximadamente dez anos depois de morar nos Estados Unidos João voltou de vez para o Brasil e suas músicas foram gravadas por interpretes como Nana Caymmi e Caetano Veloso. Impossível não conhecer seus maiores sucessos: “Lugar Comum”, “ Até quem sabe” e “Nasci para bailar”.&lt;br /&gt;O artista não para de compor, até mesmo em cima do palco ele compõe novas músicas. Em seu blog( joaodonato.blog.uol.br) ele relata: “Descubro que uma nota vai bem com outra e vira uma música nova”.&lt;br /&gt;Música que vale a pena ser ouvida de olhos fechados com atenção em cada sensível acorde que compõem a boa música brasileira. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2560006453072847183?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2560006453072847183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2560006453072847183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2560006453072847183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2560006453072847183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/08/senhor-bossa-nova.html' title='Senhor Bossa Nova'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SJps-R7V4ZI/AAAAAAAAALQ/u1QEJKz44GQ/s72-c/joaodonato.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3804139591625278569</id><published>2008-07-21T18:54:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:37.654-02:00</updated><title type='text'>O contador de histórias</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SIUIJJ3s7DI/AAAAAAAAALI/FxtL9794Ly0/s1600-h/rolando.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5225591895994723378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SIUIJJ3s7DI/AAAAAAAAALI/FxtL9794Ly0/s320/rolando.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;&lt;br /&gt;Precisamos valorizar o que é nosso”, por esta idéia e pelos suas incontáveis histórias é que Rolando Boldrin é reconhecido como um dos maiores divulgadores da cultura brasileira.&lt;br /&gt;O múltiplo artista, que já trabalhou como ator na televisão e no cinema, radialista, cantor, apresentador e escritor, faz parte da história da mídia brasileira. São 50 anos de carreira e com tanta história para contar, Boldrin, acaba de escrever um livro : “História de Amar o Brasil – 50 Anos de Carreira Artística”. O lançamento da obra, juntamente com um show especial aconteceu em junho durante a 8 Feira Nacional do Livro em Ribeirão Preto.&lt;br /&gt;O livro tem duas partes, a primeira relata a história do artista através de fotos, opiniões de críticos, textos de jornalistas e depoimentos e a segunda trata de seu projeto “Vamos tirar o Brasil da gaveta”, no qual está incluído o atual programa “Sr. Brasil”, da TV Cultura.&lt;br /&gt;De acordo com Boldrin, que concedeu entrevista dias antes de sua ida à Ribeirão, a idéia do livro já é antiga e ele foi escrito a quatro mãos, pois contou com a colaboração de Mônica Maia, que realizou a pesquisa. “Este livro, sem falsa modéstia, ficou belíssimo, ele fecha um ciclo da minha vida”, relata Boldrin.&lt;br /&gt;O artista se mostrou entusiasmado com o atual programa de televisão.“Este é um projeto que me consome e me completa”, revelou. Tudo no programa passa pelas mãos do artista, do projeto inicial à edição de imagem.&lt;br /&gt;Segundo Boldrin o programa reflete sua busca por mostrar a multiplicidade de sons do país. “Sempre persegui a idéia de que a música brasileira não é só samba, o Brasil é muito rico em ritmos. O Rio de Janeiro foi reconhecido durante muito tempo como a meca da cultura no país, mas temos muito mais que o samba, tem o chachado, o baião, o rasta pé...”.&lt;br /&gt;Questionado do porquê música sertaneja não entrar em seu programa, Boldrin responde incisivo: ¨ O sertanejo é importado da música norte americana, não é genuinamente brasileiro”.&lt;br /&gt;O ponto de partida para a busca da valorização cultural brasileira na carreira de Boldrin foi o programa Som Brasil, que ele coordenou entre 1981 e 1983, na TV Globo, e que é considerado referência dentre os programas musicais. Ele seguiu com o mesmo formato de programa de música e entrevista pela Bandeirantes, SBT, TV Gazeta até chegar ao formato atual na TV Cultura.&lt;br /&gt;Para compor o programa “Sr. Brasil” a produção recebe material do país inteiro. “ Com todo o material que recebemos daria para fazer mais de cinco programas semanais”, explica.&lt;br /&gt;O excesso de críticas e a falta de valorização da cultura é para Boldrin o maior defeito dos brasileiros. “Sofremos muito a influência do que vem de outros países e desvalorizamos o que é nosso, nossa música é exportada para o mundo todo”. Apesar disso ele acredita que a mudança desta mentalidade é possível aos poucos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3804139591625278569?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3804139591625278569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3804139591625278569&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3804139591625278569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3804139591625278569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/07/o-contador-de-histrias.html' title='O contador de histórias'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SIUIJJ3s7DI/AAAAAAAAALI/FxtL9794Ly0/s72-c/rolando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2710764292259629310</id><published>2008-06-24T01:03:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:37.886-02:00</updated><title type='text'>“Este é o ano do Zé do Caixão”, diz José Mojica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SGByqw72IUI/AAAAAAAAALA/DD-I1lgwSTI/s1600-h/mojica1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SGByqw72IUI/AAAAAAAAALA/DD-I1lgwSTI/s320/mojica1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5215294447511019842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CUsers%5Cuser%5CAppData%5CLocal%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:hyphenationzone&gt;21&lt;/w:HyphenationZone&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:applybreakingrules/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;    &lt;w:usefelayout/&gt; 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O filme é o último da trilogia do Zé do Caixão, que começou com o longa de 1963: “A meia noite levarei sua alma”, seguido do “O estranho mundo de Zé do Caixão”, de 1967.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Segundo Mojica, este último filme é o melhor que já fez e trata-se da “bíblia cinematográfica do terror na América Latina”. O roteiro foi escrito em 1966, porém, Mojica passou por diversos problemas com censura e dificuldades financeiras, a história foi reescrita e depois de dois anos de gravação o sonho do diretor foi concretizado: Zé do Caixão encontra a mulher para gerar o seu filho, ou melhor, sete mulheres. “Ele não poderia correr o risco de não conseguir”, explica. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;“Encarnação do Demônio” traz imagens polêmicas com baratas e ratos de verdade e foi realizado de maneira praticamente artesanal “Queria fazer um filme como os que eu fazia no passado. O único efeito especial que utilizei foi um céu vermelho”, explica. O mestre do terror continua a provocar curiosidade, o trailer do filme disponível no site youtube já foi visto por mais de 2.900 pessoas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Mojica foi o primeiro cineasta de terror brasileiro e tem em seu currículo 39 filmes, além de um livro infantil “Histórias Horripilantes de Zé do Caixão”, pela editora Panda, um desenho animado em que fez dublagem: “Lasanha Assassina” e gibis do Zé do Caixãozinho. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A idéia de escrever um livro infantil surgiu do sucesso que o personagem faz com as crianças “Eles me adoram, criança gosta do que é proibido”, disse entre risos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Zé do Caixão e Mojica se confundem, ao menos nos trajes escuros e no jargão “praticamente”, porém, de acordo com Mojica eles são bem diferentes: “Eu sou um grande medroso e também sou pai de família, tenho 11 netos”, afirma.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ao ser questionado sobre o cinema brasileiro, o diretor acredita esta é uma das melhores fases, principalmente pelo sucesso no exterior e tem esperança em novos produtores do gênero terror. “Eu sou o primeiro e o único a fazer longas de terror no país, mas tem muita gente fazendo curtas, o que me deixa muito contente. Acho que em breve os jovens vão estar produzindo bons filmes de terror”, disse. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Sempre aberto a novas experiências Mojica também adentrou o universo das entrevistas, com o programa “O estranho mundo de Zé do Caixão”, transmitido pelo Canal Brasil. A estréia foi em abril deste ano e já contou com a presença da escritora Bruna Surfistinha, da vidente mãe Dinah e da cantora Pitty. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;“Gosto muito desse programa, porque faço entrevistas de forma diferente, busco o lado sombrio,sobrenatural dos convidados. É uma opção diferente para o telespectador”, explica.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Os planos para este ano são muitos: “lançar um livro de quadrinhos, um livro do Encarnação do Demônio, terminar o roteiro de um futuro filme e principalmente divulgar este novo”, lista.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Sobre o possível novo filme, Mojica explica que será um personagem novo,completamente estranho e  ainda sem nome, que dependerá do “líquido dos olhos femininos para sobreviver”, revela.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2710764292259629310?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2710764292259629310/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2710764292259629310&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2710764292259629310'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2710764292259629310'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/06/este-o-ano-do-z-do-caixo-diz-jos-mojica.html' title='“Este é o ano do Zé do Caixão”, diz José Mojica'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SGByqw72IUI/AAAAAAAAALA/DD-I1lgwSTI/s72-c/mojica1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4575026656687518049</id><published>2008-05-17T18:42:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:38.101-02:00</updated><title type='text'>Porco ou homem?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SC9TlDCDTQI/AAAAAAAAAKk/C0UA73cBy6o/s1600-h/porcos.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SC9TlDCDTQI/AAAAAAAAAKk/C0UA73cBy6o/s320/porcos.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5201467990570388738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;“- Você tem que ler “Revolução dos Bichos” de George Orwell”. Muitas vez ouvi essa frase durante o ensino médio e não dei atenção. Até que alguns amigos comentaram na semana passada sobre este clássico da literatura, e resolvi me arriscar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Uma sátira ao comunismo, essa era a única informação que eu tinha, porém, o Orwell como em “1984” supera as expectativas, mostrando como a história da humanidade pode se repetir de diversas maneiras.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A história se passa na Granja do Solar, uma chácara comandada pelo alcoólatra Sr. Jones, que maltrata os animais e busca lucrar cada vez mais. Os animais passam seus dias sendo escravizados, trabalhando muito para ganhar doses reduzidas de ração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Um dia um velho porco, muito sábio, conhecido por Major chama todos os animais para uma reunião noturna , onde fala sobre um sonho onde o homem desaparecia da Terra e tudo era melhor. Ele incentivou aos animais a fazerem uma revolução onde todos os bichos seriam auto-suficientes e iguais e o principal inimigo eram os humanos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O velho Major morreu pouco depois de falar sobre sonho e então dois porcos decidem iniciar a revolução: Bola-de- Neve e Napoleão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Após três meses de reuniões secretas, em uma noite em que o Sr. Jones chegou completamente bêbado, os animais conseguiram tomar a granja, que passou a se chamar Granja dos Bichos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Durante um certo tempo tudo dava certo, os animais produziam o suficiente, tinham dias de folga e viviam como iguais, as decisões eram tomadas em assembléias, onde todos podiam votar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Inicialmente Bola-de-Neve era o comandante, mas na ânsia de conseguir o poder, Napoleão o traiu com propaganda negativa e mentirosa, expulsou-o e tomou o poder. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Napoleão na verdade era um chefe autoritário e sanguinário, que no decorrer da história abusa do poder de todas as maneiras possíveis. Essa estória lembra muito a relação de Stálin e Trotski.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ao ler o livro é possível perceber como cada personagem representa algo na história, como um porco chamado Garganta que fazia toda a propaganda positiva de Napoleão e representa o sistema de propaganda que os regimes autoritários utilizavam, há também os animais que trabalhavam duro e não entendiam muito bem o que estava acontecendo, representando ai a população desinformada que acreditava cegamente na Revolução.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Existem também os cães ferozes que faziam a guarda de Napoleão, algo que lembram as polícias em época de ditadura.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Os sete mandamentos da Granja dos Bichos que no inicio falavam em igualdade acabam em um só mandamento: Todos são iguais, mas alguns animais são mais iguais que outros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O livro foi escrito em 1945 e representa uma crítica a como o comunismo como foi praticado, porém, a história atravessou épocas e pode ser comparada com qualquer ditadura ou relações de desigualdade presente ainda na sociedade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;É possível dar boas risadas com essa obra, mas é inevitável pensar em como construímos as relações de poder e no quanto elas são perigosas.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4575026656687518049?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4575026656687518049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4575026656687518049&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4575026656687518049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4575026656687518049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/05/porco-ou-homem.html' title='Porco ou homem?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SC9TlDCDTQI/AAAAAAAAAKk/C0UA73cBy6o/s72-c/porcos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-136238707001961417</id><published>2008-04-17T07:47:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:38.216-02:00</updated><title type='text'>Por onde andará o cinema brasileiro?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SAcrJHgDL_I/AAAAAAAAAKc/BB6RzOiAjyA/s1600-h/20_MHG_cult_Dieckmann.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SAcrJHgDL_I/AAAAAAAAAKc/BB6RzOiAjyA/s320/20_MHG_cult_Dieckmann.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190164531200077810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Guilherme no dia 2 de janeiro de  1987 lia o Caderno 2 do jornal “Estado de São Paulo” .Ao folhear as páginas se deparou com uma crônica de Caio Fernando Abreu intitulada “ Onde Andará Lyris Castellani?”, que falava da saudade do cronista desta atriz dos anos 50 e de como as pessoas famosas passam por nossas vidas.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O texto chamou tanta atenção de Guilherme que ele procurou por Caio e propôs : -Vamos escrever um roteiro com essa história?&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Foi assim que começou a saga que terminou no final de 2007 com o lançamento do filme “ Onde andará Dulce Veiga?”. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A história foi reformulada e virou livro pelas mãos de Caio em 1990 e foi o maior sucesso internacional da carreira do escritor,  falecido em 1996.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Já o roteiro cinematógrafico ficou guardado na gaveta devido as dificuldades em se produzir filmes no Brasil na década de 90. Até que em 2002 foi escolhido pelo “ The Sundance Institute” para ser reestruturado. “ Eu fui participar do concurso com um outro roteiro, só que pediram para inscrever dois. Quando inscrevi Onde Andará Dulce Veiga, não esperava que fosse ganhar...este filme pediu para sair da gaveta”, conta Guilherme.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Após o trabalho com o roteiro, começou a luta pelo dinheiro da produção. O processo desde a gravação até a finalização levou dois anos.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ao ser questionado sobre o que este filme representa para sua carreira, o diretor responde  com um brilho especial nos olhos “ Este é o melhor filme que fiz até hoje”.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Onde Andará Dulce Veiga é um filme diferente, com um toque de surrealismo e como descreve o próprio Guilherme: “um filme para ser visto várias vezes”. A obra conta a história do jornalista Caio (Eriberto Leão) que é escalado para fazer uma matéria elogiando o trabalho de uma banda de rock famosa: Márcia Felacio e as Vaginas Dentadas. &lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A contragosto ele vai a uma gravação da banda e descobre que a vocalista Márcia ( Carolina Dieckmann) é filha de uma cantora e atriz antiga que desapareceu misteriosamente: Dulce Veiga (Maitê Proença).&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ao voltar da reportagem ele comenta com seu editor( Cacá Rosset) sobre Dulce e recebe uma nova incumbência: descobrir onde Dulce Veiga está. O filme acompanha a busca de Caio pela cantora, seu envolvimento com a roqueira Márcia e com as histórias escabrosas que cercam a família.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O filme discute a relação do público com os famosos e a supervalorização do sucesso, porém, de maneira nada ortodoxa. Cenas de homossexualismo masculino e drogas constroem a história que é contada através dos desejos e medos de Caio.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Nada é claro para o espectador, o roteiro é todo recortado e todos os personagem tem um “quê” de insanidade e de ironia que criticam a sociedade de maneira subjetiva.&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 102, 0);"&gt;É  um filme que incomoda em certos momentos, faz rir em outros e principalmente nos concede a oportunidade de mudar a nossa percepção sobre o que a cinematografia brasileira é capaz de realizar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-136238707001961417?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/136238707001961417/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=136238707001961417&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/136238707001961417'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/136238707001961417'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/04/por-onde-andar-o-cinema-brasileiro.html' title='Por onde andará o cinema brasileiro?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SAcrJHgDL_I/AAAAAAAAAKc/BB6RzOiAjyA/s72-c/20_MHG_cult_Dieckmann.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-7963640033377906153</id><published>2008-04-15T17:55:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:38.405-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Foto: César Mulati'/><title type='text'>Teatro Social</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SAUWwngDL8I/AAAAAAAAAKE/YJbAb-fEusM/s1600-h/Edit_08.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5189579170107305922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SAUWwngDL8I/AAAAAAAAAKE/YJbAb-fEusM/s400/Edit_08.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;O contato com a arte teatral é uma oportunidade de transitar entre várias personalidades, viver em épocas distintas, experimentar novas feições e transcender a realidade. Para as mulheres da Penitenciária Vila Branca, em Ribeirão Preto, também é uma forma de lidar com as dificuldades do cotidiano.&lt;br /&gt;Em 2005 o diretor de teatro, Magno Bucci que trabalha na área há quatro décadas iniciou o Projeto Presídio Feminino, que leva oficinas teatrais para o presídio da cidade.&lt;br /&gt;Bucci procurava um trabalho diferenciado e desafiador. “Eu gostaria de trabalhar com pessoas sonhadoras e lá estavam elas, o tempo todo sonhando com a liberdade, com o resgate da dignidade, o retorno a família, rever o mundo lá fora e o afeto”, afirma.&lt;br /&gt;Assim que Bucci apresentou o projeto, a diretoria do presídio aceitou a idéia. Segundo ele, falta trabalho voluntário nos presídios, muitos ainda têm medo de trabalhar com este público.&lt;br /&gt;Os encontros semanais resultaram em três montagens somente em 2006. “O aprendizado foi mútuo, tive de rever toda a minha experiência com teatro para aprender algo novo, lidar com uma nova forma de fazer teatro, mais participativa, versátil e essencialmente mais humana”.&lt;br /&gt;Os ensaios começam com uma pergunta simples: “O que vocês querem ser?” e é a partir das histórias de vida e dos desejos destas mulheres que Bucci escreve o texto e aprende a lidar com as improvisações que elas criam no momento das apresentações.&lt;br /&gt;O projeto já resultou em apresentações dentro do presídio para as internas e para convidados, duas exposições fotográficas, além da repercussão em jornais locais e a concepção de um material escrito sobre a vivência.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-7963640033377906153?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/7963640033377906153/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=7963640033377906153&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7963640033377906153'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7963640033377906153'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/04/teatro-social.html' title='Teatro Social'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/SAUWwngDL8I/AAAAAAAAAKE/YJbAb-fEusM/s72-c/Edit_08.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-7749804032345666850</id><published>2008-04-02T23:39:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:38.508-02:00</updated><title type='text'>Transcendência da arte</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R_RDuKMy4uI/AAAAAAAAAJ8/d_3SSOPcqTw/s1600-h/portinari_retirantes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R_RDuKMy4uI/AAAAAAAAAJ8/d_3SSOPcqTw/s320/portinari_retirantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5184843531301348066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;A 26&lt;st1:metricconverter productid="148 km"&gt; km&lt;/st1:metricconverter&gt; de Ribeirão Preto na pequena cidade de Brodowski encontra-se um recanto, uma casa antiga pintada em azul e branco em frente a uma simpática praça onde durante anos viveu um dos maiores pintores do país: Cândido Portinari. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O museu Casa de Portinari foi fundado em 1970 e abriga a história do artista através de suas obras. Nos cômodos estão pinturas murais, aplicadas diretamente sobre as paredes através de técnicas de afresco e têmpera que tornam o acervo permanente e fascinante.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Além dos murais o acervo conta com desenhos, estudos, objetos, utensílios, fotografias e documentos colaborando para que entendamos como era a vida naquela época.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Ao lado da casa principal existe uma casinha conhecida como a capela da Nonna.que foi construída em &lt;st1:metricconverter productid="1941 a"&gt;1941 a&lt;/st1:metricconverter&gt; pedido de Portinari para sua avó paterna que estava muito doente e já não podia ir a igreja matriz para assistir a missa. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Portinari pintou em todo o cômodo os santos prediletos da avó, dentre eles São Francisco, Santa Luzia e São Pedro, com fisionomias de pessoas conhecidas, como membros da família e amigos e também um pequeno altar com flores. Ao entrar nessa capela a emoção é muito forte, há toda uma vibração de fé expressa nos olhares dos personagens ali retratados.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Para finalizar a viagem ao mundo de Portinari vale a pena andar mais &lt;st1:metricconverter productid="19 km"&gt;19  km&lt;/st1:metricconverter&gt; e também visitar o acervo de pinturas sacras, datadas de 1953, na Igreja Matriz de Bom Jesus da Cana Verde, em Batatais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Um pouco de história&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Portinari nasceu em uma fazenda de café próxima a Brodowski em 1903, na época um vilarejo de 700 habitantes (hoje são 20 mil). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Quando Portinari tinha 15 anos passou pelo vilarejo um grupo de pintores e escultores italianos que decoravam igrejas e o garoto foi escolhido como um dos ajudantes, assim nasceu seu amor pela pintura. No ano seguinte, decidido a se tornar pintor, ele se mudou para o Rio de Janeiro e ingressou na Escola Nacional de Belas Artes, a única profissionalizante na área do país.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Durante os nove anos que passou na escola, Portinari participou de diversos concursos artísticos, conquistou prêmios e teve um certo destaque na mídia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Em 1929 realizou sua primeira exposição individual no Palace Hotel do Rio de Janeiro. No mesmo ano ganhou uma viagem para a França em um concurso da Escola Nacional de Belas Artes.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Após visitar museus em parte da Europa, Portinari voltou da viagem com novas idéias: retratar seu povo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O Brasil na década de 30 estava sob a presidência de Getúlio Vargas e vivia reformas em vários setores, inclusive no cultural com a renovação de instituições artísticas. Portinari chamava cada vez mais atenção com suas obras de características modernistas, com ênfase nos problemas sociais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;“Estou com os que acham que não há arte neutra. Mesmo sem nenhuma intenção do pintor, o quadro indica sempre um sentido social” ( Folha da Noite, 1934)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Portinari foi um dos vanguardistas no desenvolvimento da técnica de pintura mural em afrescos no Brasil. Elogiado por críticos, incentivado por autores como Mário de Andrade, Graciliano Ramos e Carlos Drummond e também reconhecido nos Estados Unidos, o artista seguiu desenvolvendo sempre com criticidade seu trabalho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Em 1945 um novo movimento político surge no Brasil, resistente a ditadura, artistas e intelectuais se unem no Partido Comunista. Nomes de prestígio como Portinari, Jorge Amado e Caio Prado Júnior se integram aos comunistas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Em 1951 um evento artístico marca a cena cultural do Brasil: a 1º Bienal de Arte de São Paulo, entre os artistas convidados está Portinari, com uma sala exclusiva.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Aos 50 anos o pintor apresenta problemas de saúde em conseqüência do uso de certas tintas, ele sofre várias vezes nos próximos anos de dores, no entanto, não deixa os pincéis.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Em 1957 começa a escrever uma espécie de diário e inicia sua atividade literária.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Cinco anos depois, em fevereiro de 1962 Portinari falece no Rio de Janeiro. A presidência da República decretou luto oficial por três dias.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Portinari deixou um legado de mais de 4.700 obras entre gravuras, desenhos e pinturas, envolvendo mais de 450 temáticas. Além deste imenso material o artista escreveu poemas e ilustrou livros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Em 2004 foi lançado um catálogo &lt;i style=""&gt;Raissoné &lt;/i&gt;das obras de Portinari&lt;i style=""&gt; &lt;/i&gt;(reúne obras dispersas de um artista renomado de forma analítica), o primeiro sobre um artista na América Latina. A primeira edição foi concebida em 5 volumes e teve tiragem de 2.000 exemplares. Idealizado por seu filho, João Cândido Portinari, este é um trabalho de extrema importância para a preservação da obra do artista e para auxiliar pesquisadores e pintores.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: right; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style=""&gt;(texto escrito baseado em material do projeto Portinari- 2003/2004)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-7749804032345666850?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/7749804032345666850/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=7749804032345666850&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7749804032345666850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7749804032345666850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/04/transcendncia-da-arte.html' title='Transcendência da arte'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R_RDuKMy4uI/AAAAAAAAAJ8/d_3SSOPcqTw/s72-c/portinari_retirantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6915088344191849477</id><published>2008-03-27T17:31:00.000-03:00</published><updated>2008-03-27T17:33:02.876-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jornal do Ônibus'/><title type='text'>Falta acessibilidade em Ribeirão Preto</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Para a estudante de história Mariela Martini atividades como caminhar pelas ruas, andar de ônibus, estudar e trabalhar são verdadeiros desafios. Mariela é portadora de deficiência visual e como tantos outros brasileiros lida no dia-a-dia com a falta de acessibilidade.&lt;br /&gt;De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatistica), no Brasil 24,6 milhões de pessoas se declaram portadoras de algum tipo de deficiência, o que corresponde a 14,5% da população.&lt;br /&gt;“Há um despreparo de toda a sociedade em lidar com os deficientes e Ribeirão Preto ainda tem muito a melhorar”, afirma o consultor do ministério das cidades na área de acessibilidade, José Antonio Lanchoti.&lt;br /&gt;Para a presidente do Conselho Municipal de Integração e Promoção das Pessoas com Deficiência, Sandra Rosangela Gonçalves, o maior problema em Ribeirão está no transporte coletivo.&lt;br /&gt;A cidade conta com uma frota de 16 vans especiais pelo sistema Leva e Traz e cinco ônibus adaptados com elevador. Segundo o gerente de transporte coletivo da Transerp, Reinaldo Lapate, todos os anos há o aumento da frota para atender melhor a população e as concessionárias estão dentro da lei.&lt;br /&gt;A lei a que Lapate se refere foi aprovada em 2004 e concedeu o prazo de 10 anos para que todas as frotas de ônibus urbano do país sejam renovadas contemplando a acessibilidade. “A van não pode ser aceita como um meio de transporte acessível, porque ela funciona apenas para casos específicos como educação, trabalho e saúde”, afirma Lanchoti.&lt;br /&gt;Para o pintor e deficiente físico, Gonçalo Mendes Ferreira, a principal dificuldade são as irregularidades nas calçadas, presença de orelhões e lixeiras que tornam, muitas vezes, impossível a locomoção com a cadeira de rodas. O artista autônomo Eduardo Martins de Souza, utiliza muletas e conta que as calçadas pintadas a tinta a óleo se tornam escorregadias.&lt;br /&gt;Lanchoti calculou para sua tese de doutorado o índice de desempenho da caminhabilidade nos espaços públicos de Ribeirão. Nessa leitura ele constatou que os maiores problemas estão nas calçadas dos bairros nobres, em que os proprietários das casas costumam investir na calçada como se fosse uma extensão da casa, assim é comum observarmos grandes rampas para facilitar a entrada na garagem, pavimentação irregular com pedras, grama entre as placas de cimento, vasos enormes, um mobiliário urbano que trás problemas para a circulação de pedestres.&lt;br /&gt;A calçada é do poder público, porém, cada um tem o direito de colocar o tipo de piso que achar melhor, desde que dentro de regras urbanísticas que prevêem o tipo de pavimentação e a o espaço que pode ser utilizado com mobiliário urbano, no entanto, a fiscalização é falha. “São poucos funcionários para muita demanda e a prefeitura tende a investir mais nas ruas do que nas calçadas”, afirma Lanchoti.&lt;br /&gt;Além das dificuldades em ambientes externos, as edificações na maioria das vezes não estão preparadas para receber os deficientes, segundo Lanchoti, iniciar uma obra de maneira acessível acrescenta em torno de 0,02% no custo, no entanto, a reforma de uma construção pode aumentar em até 35% o custo em relação a uma obra não acessivel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os entrevistados, apesar dos problemas, percebem que mudanças estão acontecendo na cidade mesmo que de forma ainda tímida. Desde 2004 nenhum projeto arquitetônico é aprovado na prefeitura de Ribeirão Preto se não contemplar as questões de acessibilidade. As discussões em torno da temática ocupam a câmara dos vereadores com participação da população e são promovidos cursos na cidade e em todo o país para que engenheiros,arquitetos e agrônomos concebam projetos acessíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além das barreiras arquitetônicas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O significado de acessibilidade ultrapassa as questões físicas e de transporte, abrangendo segundo a fisioterapeuta, Letícia Holtz Barbosa também a comunicação.&lt;br /&gt;A recém formada em Letras e portadora de deficiência visual Juliana Donega Bernardes, sentiu durante toda sua vida dificuldade em acompanhar as disciplinas das escolas e também na universidade pela falta de materiais disponíveis e de professores  preparados para lidar com suas necessidades.&lt;br /&gt;Mariela Martini relatou enfrentar os mesmos problemas. “Na faculdade são muitos textos para ler e é complicado passar todo o material para braile. Eu que consegui para a faculdade um programa especial de computador que me ajuda a acompanhar as aulas”.&lt;br /&gt;Durante os estudos elas buscavam outras alternativas como gravar a fala dos professores e pedir para familiares e amigos lerem os estudos em voz alta.&lt;br /&gt;As duas entrevistadas portadoras de deficiência visual relataram que se candidataram a vagas de emprego anunciadas para portadores de deficiência, porém, ao chegarem na entrevista não foram aceitas porque as empresas não estavam estruturadas para contratá-las.&lt;br /&gt;De acordo com Sandra Gonçalves, faltam conscientização e participação da população nas questões que envolvem o deficiente. &lt;br /&gt;A recém formada em Letras e portadora de deficiência visual Juliana Donega Bernardes, presenciou várias vezes o desrespeito em relação às vagas reservadas aos deficientes em frente a faculdade.&lt;br /&gt;A ADEVIRP ( Associação dos Deficientes Visuais de Ribeirão Preto e região), possui impressora em braile e a disponibiliza para os associados, porém, o processo é lento e o papel para confecção do material é especial.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6915088344191849477?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6915088344191849477/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6915088344191849477&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6915088344191849477'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6915088344191849477'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/03/falta-acessibilidade-em-ribeiro-preto.html' title='Falta acessibilidade em Ribeirão Preto'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-7858208348554881736</id><published>2008-03-27T17:28:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:38.711-02:00</updated><title type='text'>O corpo é o instrumento</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R-wD06My4tI/AAAAAAAAAJ0/Mj_CknReBH8/s1600-h/barbatuques02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5182521478707602130" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R-wD06My4tI/AAAAAAAAAJ0/Mj_CknReBH8/s320/barbatuques02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Em 1996 nasceu um grupo musical no Brasil com uma proposta diferente: produzir som com o corpo. O bater das palmas, dos pés, a boca, estalos, batidas no peito, língua e voz são os principais instrumentos musicais destes artistas que passam pelo tribal, afoxé, samba, baião e maracatu em um resgate da cultura musical brasileira.&lt;br /&gt;O trabalho foi iniciado pelo músico Fernando Barboza, conhecido como Barba, que sempre gostou da idéia de tirar sons do próprio corpo, os seus amigos apelidaram a brincadeira de Barbatuques.&lt;br /&gt;A experimentação tornou-se séria quando Fernando ingressou na faculdade de música e conheceu um professor especialista em conhecimentos rítmicos. Nos últimos anos do curso, Fernando dava aulas de percussão corporal e formou sua própria escola com dois amigos: “Auê- Núcleo de Ensino Musical”.&lt;br /&gt;O grupo Barbatuques foi se consolidando e em 2000 foi escolhido para participar de um projeto do Instituto Itaú de divulgação de novas vertentes musicais. Já em julho de 2002 veio o primeiro CD: Corpo do som.&lt;br /&gt;Neste primeiro trabalho o grupo utilizou o que eles chamam de sintetizador humano, onde sons muito baixos como o esfregar de mãos são amplificados.&lt;br /&gt;De 2003 para cá o grupo já passou pelas principais cidades brasileiras se apresentando e ministrando oficinas de percussão em instituições e escolas e também conquistaram a América Latina e Europa.&lt;br /&gt;Em 2005 eles gravaram seu segundo CD nomeado “O seguinte é esse”, que conta com trechos de improvisações do grupo realizadas ao vivo nos shows.&lt;br /&gt;As músicas surpreendem, sons novos se misturam a canções conhecidas e trazem uma maravilhosa sensação de alegria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-7858208348554881736?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/7858208348554881736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=7858208348554881736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7858208348554881736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/7858208348554881736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/03/o-corpo-o-instrumento.html' title='O corpo é o instrumento'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R-wD06My4tI/AAAAAAAAAJ0/Mj_CknReBH8/s72-c/barbatuques02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3381506263310710336</id><published>2008-03-25T16:11:00.002-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:38.861-02:00</updated><title type='text'>Ney Matogrosso: o homem camaleão</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R-lPJKMy4sI/AAAAAAAAAJs/5U_gRdQedsg/s1600-h/ney(2).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181759865041904322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R-lPJKMy4sI/AAAAAAAAAJs/5U_gRdQedsg/s320/ney(2).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;"Que preto/que branco/que índio o quê! /somos todos inclassificáveis"&lt;br /&gt;Este é um trecho da música “Inclassificáveis”, assinada por Arnaldo Antunes que nomeia o novo show de Ney Matogrosso e não haveria nome melhor para uma apresentação que caminha pelo rock, samba, MPB, pop, maracatu e até balada espanhola.&lt;br /&gt;O artista esteve no Theatro Pedro II em Ribeirão Preto no dia 13 de março. Na platéia lotada, pessoas de todas as idades acompanhavam os movimentos de Ney sobre o palco.&lt;br /&gt;O show, além de ser marcado por essa mistura sonora, é um espetáculo também para os olhos. O cenário assinado por Milton Cunha tem ao fundo grandes tecidos que são trocados e iluminados acompanhando os sentimentos retratados nas canções.&lt;br /&gt;A iluminação abusa de efeitos e cores, formando diversos ambientes, como uma casa à luz do luar, um bordel e uma floresta.&lt;br /&gt;Ney é o “elemento” cênico principal, ele veste um macacão multicolorido do estilista Ocimar Vesolato. Usa um sofá roxo como apoio para troca de acessórios diversas vezes durante o show e chega, na metade do espetáculo, a fazer um strip-tease, deixando o figurino brilhante por uma malha cor de pele com desenhos tribais.&lt;br /&gt;O cantor alcança com maestria todos os ritmos, passa do samba para a música espanhola em minutos. Ney interpreta três canções do músico Cazuza: “O tempo não pára”, “Pro dia nascer feliz” e “ Porque que a gente é assim?” , além de sucessos de Edu Lobo e Chico Buarque com “Ode aos ratos” e Caetano Veloso em parceria com Gilberto Gil em “Divino Maravilhoso”. As músicas em sua maioria já conhecidas do público fizeram com que a platéia acompanhasse de pé a apresentação.&lt;br /&gt;Quando o show acaba, tem-se a impressão de que vários artistas passaram pelo palco e que, apesar dos 35 anos de carreira, Ney Matogrosso pode sempre surpreender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lançamentos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ney Matogrosso optou por gravar o CD “Inclassificáveis” em estúdio, porém, com a mesma banda do show e com repertório muito parecido. O lançamento aconteceu na cidade de São Paulo no dia 28 e na próxima semana estará no Brasil todo.&lt;br /&gt;Já o DVD foi gravado durante a temporada de shows na capital carioca em janeiro e será lançado em abril.&lt;br /&gt;Confira o repertório do CD:&lt;br /&gt;“O tempo não pára” – Cazuza/ Arnaldo Brandão&lt;br /&gt;“Mal necessário” – Mauro Kwitko&lt;br /&gt;“Leve” – Iara Reno/ Alice Ruiz&lt;br /&gt;“ Um pouco de calor” – Dan Nakagawa&lt;br /&gt;“ Novamente” – Frd Martins/ Alexandre Lemos&lt;br /&gt;“Mente, Mente”- Robinson Borba&lt;br /&gt;“Lema” – Carlos Rennó/ Lokaua Kanza&lt;br /&gt;“Sea” – Jorge Drexler&lt;br /&gt;“Porque a gente é assim?” – Cazuza/ Ezequiel Neves/ Frejat&lt;br /&gt;“Coisas da vida” – Alzira Espíndola/ Itamar Assumpção&lt;br /&gt;“Ode aos ratos”- Chico Buarque/Edu Lobo&lt;br /&gt;“Inclassificáveis”- Arnaldo Antunes&lt;br /&gt;“Veja bem, meu bem”- Marcelo Camelo&lt;br /&gt;“Divino maravilhoso”- Caetano Veloso/ Gilberto Gil&lt;br /&gt;“Coragem coração” – Cláudio Monjope/ Carlos Rennó&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3381506263310710336?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3381506263310710336/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3381506263310710336&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3381506263310710336'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3381506263310710336'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/03/ney-matogrosso-o-homem-camaleo.html' title='Ney Matogrosso: o homem camaleão'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R-lPJKMy4sI/AAAAAAAAAJs/5U_gRdQedsg/s72-c/ney(2).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4617112704636547050</id><published>2008-03-06T16:52:00.001-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:39.103-02:00</updated><title type='text'>Alma nova para a infância</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R9BLyyX9A1I/AAAAAAAAAJc/epgqhfbLZ30/s1600-h/palavra_foto_int.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174719307736482642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R9BLyyX9A1I/AAAAAAAAAJc/epgqhfbLZ30/s200/palavra_foto_int.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9966;"&gt;Outro dia assistindo a TV Cultura me deparei com um clipe de música infantil, a música contava a história de um rato apaixonado pela lua. Foi um daqueles momentos que um sorriso se abre em seu rosto independente de sua vontade.&lt;br /&gt;A bela música é assinada pela dupla Sandra Peres e Paulo Tatit que depois de trabalharem no programa Rá Tim Bum criaram em 1994 o selo independente Palavra Cantada, cujo objetivo é criar canções infantis de qualidade com letras ricas em poesia e que abusem do lúdico.&lt;br /&gt;No inicio a dupla vendia sua música para um número restrito de pessoas através do telefone e correio, mas eles conquistaram sucesso de público e critica desde o primeiro trabalho.&lt;br /&gt;A dupla já produziu 14 títulos, entre Cd´s e Dvd´s, e vendeu mais de quinhentas mil cópias.&lt;br /&gt;Sandra e Paulo são dois contadores-cantores de histórias, nos shows há a forte presença de percussão para imitar os sons dos animais e objetos, formando uma esfera mágica que não envolve somente as crianças.&lt;br /&gt;O trabalho é minucioso com a construção cuidadosa de todas as letras e melodias, abrangendo cantiga de roda, frevo, maracatu e outros ritmos brasileiros.&lt;br /&gt;As letras abordam desde temas como respeitar os pais, relações com a família, alimentação e meio-ambiente de forma poética.&lt;br /&gt;A colunista Bia Abramo da Folha de São Paulo, comentando o trabalho do grupo no último dia 27, falou sobre como é tolize fazer generalizações em relação aos gostos das crianças porque elas são extremamente flexíveis. Lembro que ao mesmo tempo que gostava do programa da Xuxa, passava muito tempo assistindo Rá-Tim-Bum e os dois tinham características bem diferentes.&lt;br /&gt;A expansão de duplas como o Palavra Cantada talvez indique maior preocupação dos pais e educadores com o que as crianças consomem.&lt;br /&gt;O último CD, lançado em janeiro, “Carnaval Palavra Cantada”, traz 13 músicas, 11 delas inéditas caminhando entre ritmos como samba, marcha e frevo e conta também com a participação do compositor Arnaldo Antunes, que já participou de trabalhos anteriores da dupla.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;“Quando eu vejo meu vovô&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Que é pai do meu papai&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Penso que há um tempo atrás&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ele era o que eu sou&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Agora sou criança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;E o vovô também já foi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A vida é uma balança&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ontem, hoje e depois”&lt;br /&gt;( Trecho da música “Vovô”)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4617112704636547050?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4617112704636547050/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4617112704636547050&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4617112704636547050'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4617112704636547050'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/03/alma-nova-para-infncia.html' title='Alma nova para a infância'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R9BLyyX9A1I/AAAAAAAAAJc/epgqhfbLZ30/s72-c/palavra_foto_int.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-9006117335773501475</id><published>2008-03-06T16:47:00.003-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:39.286-02:00</updated><title type='text'>Simplicidade que deu certo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R9BLGyX9A0I/AAAAAAAAAJU/RrwvLnExgL4/s1600-h/JUNO_800X600_WP03.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174718551822238530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R9BLGyX9A0I/AAAAAAAAAJU/RrwvLnExgL4/s320/JUNO_800X600_WP03.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Um ano na vida de uma adolescente grávida que por não se sentir preparada para cuidar de seu bebê procura pais adotivos para a criança. Esta é a sinopse de “Juno”, que aparentemente retrata um filme sem graça, mas que está surpreendendo o público e a critica com quatro indicações para o Oscar 2008: Melhor Filme, Diretor, Atriz e Roteiro Original.&lt;br /&gt;O filme desde o inicio propõe uma linguagem diferente da que estamos acostumados, a abertura é toda em animação 2D, o que leva o espectador a ter uma simpatia especial pela personagem principal, Juno (Ellen Page- “MeninaMá.com”).&lt;br /&gt;Juno é uma garota que faz o “tipo” punk rock, com suas calças rasgadas, camisetas velhas e cabelos despenteados, mas o seu lado criança continua vivo, como demonstram as bonecas no quarto e seu telefone em formato de hambúrguer.&lt;br /&gt;O roteiro acompanha um ano na vida desta menina, que sem saber muito bem o que estava fazendo, tem sua primeira experiência sexual com um colega de escola e engravida.&lt;br /&gt;O tema gravidez na adolescência é tabu e costuma trazer uma série de clichês, sobre o aborto, o sofrimento de ser mãe na hora “errada”. “Juno” supera todos os preconceitos e mostra uma personagem incrivelmente bem decidida que aprende a lidar com sua gravidez sem grandes complicações.&lt;br /&gt;Assim o filme caminha pelas inseguranças de Juno, a busca pelos pais adotivos, os olhares dos colegas, as idas à ginecologista e a descoberta de uma paixão.&lt;br /&gt;A trilha sonora é linda, composta basicamente de voz e violão, leva quem está assistindo a se envolver com o confuso mundo da garota.&lt;br /&gt;Em boa parte do filme tem-se a impressão de que todos os personagens são excêntricos, as falas são simplistas e não revelam muito de cada personagem, porém, com o andamento da história, os gestos e a relação de cada um com Juno tornam suas personalidades surpreendentes por serem apenas humanos, cheios de fraquezas e medos.&lt;br /&gt;É difícil classificar este filme, não é um drama, nem comédia, mas é possível rir e chorar com esta história, que prova o quanto a vida pode ser simples.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-9006117335773501475?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/9006117335773501475/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=9006117335773501475&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/9006117335773501475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/9006117335773501475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/03/simplicidade-que-deu-certo.html' title='Simplicidade que deu certo'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R9BLGyX9A0I/AAAAAAAAAJU/RrwvLnExgL4/s72-c/JUNO_800X600_WP03.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2700827581378355545</id><published>2008-02-03T12:55:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:39.594-02:00</updated><title type='text'>Novos olhares sobre o Afeganistão</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R6XXB5PNDrI/AAAAAAAAAE4/Pmo0cKRqXoI/s1600-h/pipas_web.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R6XXB5PNDrI/AAAAAAAAAE4/Pmo0cKRqXoI/s320/pipas_web.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5162768975394574002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;Sete anos se passaram após o fatídico dia 11 de setembro e, provavelmente em todos estes anos, não passou um dia sem que os jornais noticiassem as guerras  no Oriente Médio. O mundo todo voltou os olhos sobre os países do Oriente quando a maior potência mundial tomou a decisão de intervir na política afegã.&lt;br /&gt;A história do Afeganistão é marcada por guerras, o país se constitui por uma  miscelânea de grupos étnicos que lutam por seus ideais políticos e crenças, na maioria das vezes, de maneira violenta. Além de suas lutas internas os países mais poderosos do mundo já travaram lutas envolvendo os afegãos, em 1979 o país foi invadido pela União Soviética, o que causou um reviravolta política e militar.&lt;br /&gt;Após a retirada dos soviéticos houve uma violenta guerra civil que foi concluída com a apropriação das forças talebãs, que são islâmicos extremistas e cultivam leis aparentemente absurdas como a proibição da leitura de livros fora o Alcorão, mulheres não podem sair de casa sem a companhia de um homem e devem usar a burca, entre outros.&lt;br /&gt;Em 2001, após o governo Talebã se recusar a entregar Osama Bin Laden, os Estados Unidos iniciaram sua guerra, aparentemente contra o terrorismo.&lt;br /&gt;Ouvimos tanto sobre as diversas guerras e ocupações que se alastram no Oriente Médio que as informações se banalizam, nos sentimos distantes de uma guerra que nem sempre compreendemos.&lt;br /&gt;O escritor afegão Khaled Hosseini nos ajuda  a entender a complexidade de sua cultura com dois romances sobre personagens que sofreram as conseqüências da guerra e, mesmo assim, conseguiram seguir em frente com suas vidas. Os livros são o reconhecido “O Caçador de Pipas”, que já vendeu mais de oito milhões de cópias no mundo e “A Cidade do Sol”, lançado em agosto de 2007 no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O universo masculino&lt;br /&gt;“O Caçador de Pipas” é uma história narrada por homens que vivem em uma sociedade onde é necessário que assumam um papel de austeridade.&lt;br /&gt;A história inicia-se nos anos 70, em um Afeganistão bem diferente do que vemos hoje. A trama é contada por Amir, filho de um homem rico e respeitado na comunidade afegã.&lt;br /&gt;Amir é um menino tímido que passa a infância em seu quarto escrevendo e fugindo de encrencas. Ele tem um amigo fiel que o protege e o idolatra, Hassan, que além de seu amigo é criado da casa de seu pai.&lt;br /&gt;Hassan se divide entre os trabalhos domésticos e os cuidados com o amigo, os dois mantém uma forte amizade, porém, a maneira como o pai trata Hassan incomoda muito Amir, ele se sente rejeitado por não ser o que o pai esperava que fosse.&lt;br /&gt;O menino não consegue ajudar Hassan quando este está em  perigo e com vergonha de se mostrar covarde, toma atitudes que o distanciam do amigo.&lt;br /&gt;Algum tempo depois, Hassan foge da guerra com seu pai para os Estados Unidos e lá constrói uma nova vida, continua seus estudos, casa-se e lança um livro. Aparentemente seus vínculos com o Afeganistão estão rompidos, no entanto, ele tem uma oportunidade de voltar ao seu país e enfrentar os erros do passado.&lt;br /&gt;A obra recentemente, virou filme e já está nos cinemas do país. O filme buscou ser fiel ao livro, o que não é uma tarefa simples, já que este é extremamente instigante e é reconhecido como um dos maiores sucessos da literatura mundial nos últimos tempos.&lt;br /&gt;A direção é de Marc Forster (Em Busca da Terra do Nunca), que sabiamente o produziu com atores afegãos, falando em sua língua natal. Forster optou por contar a história sem grandes preocupações com jogos de câmera, porém, mostrando todos os fatos mais importantes narrados na versão literária.&lt;br /&gt;Apesar de todo o esforço de aproximação da história com o roteiro, o filme deixa a desejar quando resume excessivamente a infância dos personagens principais e a relação de Amir com seu pai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres sem rosto&lt;br /&gt;Em seu segundo livro “A Cidade do Sol”, Hosseini se aproxima do universo das mulheres afegãs. São duas histórias de lugares e épocas distintas que se encontram em um momento de sofrimento.&lt;br /&gt;O livro começa relatando a história de Mariam, uma criança que vivia em um casebre afastado da cidade com sua mãe. Ela é filha de um relacionamento proibido e seu pai, Jalil, faz visitas regulares para ela, no entanto, a mantém longe dos olhos da sociedade da cidade onde vive, Cabul.&lt;br /&gt;A vida de Mariam é marcada por perdas e sofrimento, ela passa a vida deixando seus desejos de lado em nome do opressor mundo masculino afegão.&lt;br /&gt;Quando Mariam faz 33 anos sua história se encontra com a de Laila, uma menina de 14 anos, que até aquele momento tinha uma vida feliz. A guerra une estas duas mulheres e as faz viver sobre o mesmo teto.&lt;br /&gt;As duas obras são enriquecidas com personagens secundários que colaboram para    a compreensão  da realidade afegã, assim o autor mantém a preocupação com a cronologia e com o relato dos acontecimentos políticos e sociais.&lt;br /&gt;Hosseini tem uma grande capacidade de aproximar o leitor de seus personagens, a sensação que se tem quando o livro acaba é uma mistura de alegria e tristeza, alegria por ter estado em companhia de “pessoas” com grande força de superação que ensinam a valorizar todas as pequenas coisas da vida e tristeza,  porque o livro acabou e agora é preciso buscar algo novo na estante.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2700827581378355545?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2700827581378355545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2700827581378355545&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2700827581378355545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2700827581378355545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/02/novos-olhares-sobre-o-afeganisto.html' title='Novos olhares sobre o Afeganistão'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R6XXB5PNDrI/AAAAAAAAAE4/Pmo0cKRqXoI/s72-c/pipas_web.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6200111697775027221</id><published>2008-01-30T17:14:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:39.788-02:00</updated><title type='text'>Tráfico: um assunto em aberto</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R6DM4JPNDpI/AAAAAAAAAEo/-d5EPgMaYT8/s1600-h/meu+nome.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5161350437891018386" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R6DM4JPNDpI/AAAAAAAAAEo/-d5EPgMaYT8/s320/meu+nome.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Após toda a repercussão de “Tropa de Elite”, um novo filme brasileiro vem discutir o tráfico de drogas, desta vez de outro parâmetro, mais emocional.&lt;br /&gt;“Meu nome não é Johnny” estreou nos cinemas em 4 de janeiro e em sua segunda semana de exibição alcançou os 500 mil espectadores.&lt;br /&gt;O filme é baseado na biografia de João Guilherme Estrela, escrita pelo jornalista Guilherme Fiúza e lançada em 2004. Nascido em uma família de classe média alta carioca, ele acabou se tornando um dos maiores vendedores de droga do Rio de Janeiro, sem nunca ter colocado os pés na favela.&lt;br /&gt;A maneira que o diretor Mauro Lima filmou a história não busca discutir somente como o sistema carcerário é falho ou como vivemos em uma sociedade violenta, mas essencialmente coloca a questão da perda de limites e a vertiginosa capacidade humana de superação.&lt;br /&gt;João no filme é vivido pelo ator Selton Mello, que assume um papel carismático e divertido. O espectador se envolve com o personagem, encontra nele alguns dos desejos da adolescência, de conquistar a liberdade de qualquer forma.&lt;br /&gt;Inteligente e adorado pelos amigos, João aproveitou sua adolescência na movimentada Rio de Janeiro dos anos 80. Do primeiro cigarro de maconha, ele partiu para drogas mais pesadas como cocaína, o que era só uma brincadeira no inicio, se transformou em profissão, vendendo para amigos, ele transformou a casa dele em uma grande festa, onde amigos e clientes circulavam o tempo todo. Em uma destas festas ele conheceu Sofia (vivida por Cléo Pires), que foi sua companheira durante todos os anos de tráfico.&lt;br /&gt;Conhecido por boa parte dos usuários da cidade, ele foi procurado por um distribuidor de cocaína e fez sua primeira viagem internacional para transportar droga para a Europa. João sempre ganhou muito dinheiro, porém, ele gastava tudo com festas, viagens e mais drogas, para seu consumo e de seus amigos.&lt;br /&gt;Depois dessa viagem à Europa seu nome entrou para a lista de procurados da polícia, ele foi pego e passou pela carceragem da polícia federal e dois anos em um manicômio judiciário.&lt;br /&gt;A vida deu uma grande volta, João agora é produtor, musico e dá palestras sobre o processo de produção do livro e também do filme, que acompanhou de perto. Em suas entrevistas diz que há a necessidade de discutir a questão das drogas no Brasil sem hipocrisia e lição de moral.&lt;br /&gt;Existem grandes diferenças entre a forma como “Tropa de Elite” e “Meu nome não é Johnny” tratam a questão da droga no país. As épocas são distintas, da década de 80 para cá muita coisa mudou, “Tropa de Elite” lida diretamente com a violência, enquanto “Meu nome não é Johnny” de certa forma a romantiza. Entretanto, as duas histórias enriquecem muito as discussões em torno das temáticas que envolvem a droga, como a violência e a desigualdade social.&lt;br /&gt;O filme vale a pena ser visto e principalmente discutido.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6200111697775027221?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6200111697775027221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6200111697775027221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6200111697775027221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6200111697775027221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/01/trfico-um-assunto-em-aberto.html' title='Tráfico: um assunto em aberto'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R6DM4JPNDpI/AAAAAAAAAEo/-d5EPgMaYT8/s72-c/meu+nome.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2763445406522966201</id><published>2008-01-23T14:26:00.001-02:00</published><updated>2008-01-23T14:26:49.043-02:00</updated><title type='text'>Trilogia Emocional</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Personagens diferentes, lugares distintos e emoções vinculadas por fatores aparentemente incompreensíveis. O diretor mexicano Alejandro González Iñárritu assinou três filmes, que valem a pena ser vistos, unidos pelas emoções humanas: “Amores Brutos”(2000) ,“ 21 Gramas” (2003) e “Babel” (2006).&lt;br /&gt;A trilogia que utiliza narrativas fragmentadas, segundo o diretor é baseada na teoria do caos, conhecida pelo exemplo do efeito borboleta, em que o batimento das asas de uma borboleta em um lugar do planeta influi de alguma maneira em acontecimentos em outra parte do globo. Os que crêem nesta teoria supõem que o mundo está todo ligado por complexas conexões que estão sempre em movimento, assim fatores aparentemente insignificantes podem influir na mudança de acontecimentos maiores.&lt;br /&gt;Todos nós já pensamos nisto, em como uma atitude pode mudar totalmente o desenrolar da vida. Os filmes citados nos fazem reavaliar nossa relação com a vida, especialmente a maneira de lidar com as pessoas dentro do nosso cotidiano.&lt;br /&gt;A relação de pais e filhos está presente nos três filmes, porém, em “Amores Brutos” a história toda se passa no México, já em “ 21 Gramas” a perspectiva passa a ser estrangeira, com a história sendo contada nos Estados Unidos e em “Babel” as fronteiras de língua e espaço são ultrapassadas.&lt;br /&gt;“Amores Brutos” tem como tema central como o nome já indica, a paixão desmedida. Estrelado por Gael García Bernal, o roteiro relata a história de dois triângulos amorosos e um personagem enigmático que se aproximam por um acidente de carro e um cachorro.&lt;br /&gt;Este primeiro filme é o mais agressivo dos três, Iñarritu não poupou cenas sanguinolentas que acabam por discutir também as questões da vida na cidade grande (neste caso a Cidade do México), como a violência urbana e as diferenças sociais.&lt;br /&gt;O que mais me chamou a atenção na obra de Iñarritu foi “21 Gramas” , é um filme inteiramente falado em inglês, estrelado por Sean Penn, mas que tem um “quê” de filme latino.&lt;br /&gt;O que se apresenta ao espectador é um grande quebra- cabeça de histórias que avançam e recuam no tempo de maneira alucinante, é bom grudar os olhos na tela, porque todos os detalhes são importantes.&lt;br /&gt;Dizem que quando morremos perdemos 21 gramas de nosso peso, e este seria o peso da alma, verdade ou não, o filme busca expressar a confusão de sentimentos dos personagens e deixa várias questões como a crença em Deus, em outras vidas, a esperança e o porque de estarmos vivos.&lt;br /&gt;Você não obterá nenhuma resposta, mas provavelmente irá repensar em como lida com o passado e em quanto cultiva o sofrimento aparentemente sem motivo. Ao terminar, o desejo de busca pela felicidade que este filme provoca é intenso.&lt;br /&gt;“Babel” vem finalizar com maestria este “tratado” sobre os sentimentos humanos,  o tema central agora é a dificuldade de comunicação através de temas que são pauta nos jornais diariamente: terrorismo,autoritarismo e imigração. Estrelado por rostos conhecidos como Brad Pitt e Cate Blanchett, trás também novos e brilhantes atores marroquinos e japoneses.&lt;br /&gt;O filme começa em Marrocos, com um grupo de turistas americanos em um ônibus atingido por uma bala, que para eles em sua paranóia está ligada ao terrorismo. Os filhos de um dos casais do ônibus está nos Estados Unidos com a babá mexicana, que pretende passar alguns dias com a família em sua cidade natal.&lt;br /&gt;Paralelo a esta primeira seqüência há uma menina surdo-muda que vive em Tóquio, uma cidade extremamente globalizada. Assim o roteiro caminha pelos contrastes culturais dos quatro países.&lt;br /&gt;Os três filmes são marcados por personagens que levam seus sentimentos até as últimas consequências. De certa forma somos todos assim em relação à quem amamos.&lt;br /&gt;“Somos o que somos por causa do outro. Somos os outros, num certo ponto” disse Iñarritu em entrevista coletiva concedida em 2006.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2763445406522966201?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2763445406522966201/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2763445406522966201&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2763445406522966201'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2763445406522966201'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/01/trilogia-emocional.html' title='Trilogia Emocional'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-718922951099978885</id><published>2008-01-09T21:44:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:39.960-02:00</updated><title type='text'>Uma obra para repensar o cotidiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R4Vcp9jj5tI/AAAAAAAAAEg/DSIkcCYZ46U/s1600-h/i-2158.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5153627224563508946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R4Vcp9jj5tI/AAAAAAAAAEg/DSIkcCYZ46U/s200/i-2158.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Duas vidas unidas por um acidente de carro. O que pode parecer uma idéia já repetida muitas vezes na história do cinema é surpreendentemente bem trabalhada no filme brasileiro “Não Por Acaso” (2007).&lt;br /&gt;Este é o primeiro longa do diretor Philippe Barcinski, que têm em seu currículo curtas, que também valem a pena ser vistos: Palíndromo( 2002) e Janela Aberta(2001). Os dois curtas citados desenvolvem-se em torno da mesma temática do longa: o caos interno frente a uma grande cidade.&lt;br /&gt;O filme foi todo gravado em São Paulo e a cidade não é só o cenário, mas também um dos personagens, transmitindo através de imagens simples, como o tráfego das avenidas paulistas, sentimentos presentes nos dois personagens principais, Ênio (Leonardo Medeiros) e Pedro (Rodrigo Santoro).&lt;br /&gt;Ênio é um engenheiro de tráfego que passa seus dias a observar as ruas da cidade e a evitar os engarrafamentos. Ele vive sozinho e tem uma rotina monótona, é pai de uma adolescente que não o conhece, fruto de um casamento mal sucedido.&lt;br /&gt;Em paralelo há a história de Pedro, um jovem que como seu pai, vive de construir mesas de sinuca. Ele mora com sua namorada, no fundo da marcenaria e parece não querer nunca sair do mundo que sempre viveu, é um personagem também solitário que busca controlar a vida como controla as bolas de sinuca.&lt;br /&gt;Os dois tem uma experiência que modifica parte de seus conceitos, mulheres saem de suas vidas intempestivamente e trazem por acaso outras mulheres que irão ter um novo papel no modo como cada um deles encara a realidade.&lt;br /&gt;O filme se diferencia de boa parte das produções brasileiras que tendem ao romance novelesco, abusando do sexo e de interpretações exageradas. A trilha sonora assinada por Antonio Pinto acompanha com maestria cada momento da história, tornando o filme ainda mais apaixonante.&lt;br /&gt;Todos os personagens de “Não por Acaso” são muito realistas e seus medos e desejos ficam em evidência a cada ação, o que faz com que o espectador se identifique com os personagens e lide com os temas filosóficos que são colocados no roteiro(assinado também por Barcinski) , como o uso da razão e da emoção.&lt;br /&gt;Uma bela obra sobre os acasos da vida, que tornam a vivência do cotidiano interessante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-718922951099978885?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/718922951099978885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=718922951099978885&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/718922951099978885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/718922951099978885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2008/01/uma-obra-para-repensar-o-cotidiano.html' title='Uma obra para repensar o cotidiano'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R4Vcp9jj5tI/AAAAAAAAAEg/DSIkcCYZ46U/s72-c/i-2158.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6436003653791840868</id><published>2007-12-28T15:48:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:40.197-02:00</updated><title type='text'>Inesquecível?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R3U3Zdjj5sI/AAAAAAAAAEY/vk_b9bNkjYo/s1600-h/inesquecivel_d.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R3U3Zdjj5sI/AAAAAAAAAEY/vk_b9bNkjYo/s200/inesquecivel_d.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5149082659538069186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;             &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; color: rgb(255, 102, 0);"&gt;O primeiro passo para a produção de umfilme é o roteiro, existem raras exceções como o documentarista Eduardo Coutinho que não estabelece um caminho definido em suas filmagens, porém, todo bom filme tem que ter uma boa história.&lt;br /&gt;A produção brasileira, “Inesquecível” parece ter deixado de lado a preocupação com um bom roteiro. A trama é baseada no conto “O Espectro” do uruguaio Horácio Quiroga e conta a história de um triângulo amoroso entre dois amigos de infância ( Murilo Benício e Caco Ciocler) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e uma mulher (Guilhermina Guinle).&lt;br /&gt;A temática da relação amorosa envolvendo três pessoas já foi gravada e regravada inúmeras vezes e o diretor do filme, Paulo Sérgio de Almeida não fez muita questão de fugir dos clichês. A trama tem tudo o que é uma boa novela tem, mulher bonita, amigo rico, amigo pobre e acidente de carro.&lt;br /&gt;Houve um esforço certamente em deixar o filme bonito, a fotografia é muito bem feita, a trilha musical é agradável, mas este elementos não seguram ninguém na cadeira. O filme poderia certamente chamar-se Esquecível.&lt;br /&gt;A trama que no inicio é realista e tensa acaba virando uma comédia, as falas dos personagens não condizem com o que está acontecendo e existem enormes vazios sem muito sentido entre uma fala e outra. Na tentativa de tornar o filme melhor, o diretor abusa da beleza da atriz Guilhermina.&lt;br /&gt;O final consegue ser surpreendentemente ruim, os últimos 30 minutos entram num &lt;em&gt;looping &lt;/em&gt;infinito para tentar dar razão a trama.&lt;br /&gt;Depois de assistir o filme descobri que o diretor fez quatro filmes da Xuxa nos últimos sete anos, o que sem duvida não enriquece seu currículo e explica parte de sua pobreza de linguagem, no entanto me surpreendeu que o roteirista de “Inesquecível”, &lt;span class="tx113fontecor"&gt;Marcos Bernstein&lt;/span&gt;, tenha assinado em parceria com Walter Sales filmes marcantes como “Terra Estrangeira” e “Central do Brasil”.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6436003653791840868?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6436003653791840868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6436003653791840868&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6436003653791840868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6436003653791840868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/12/inesquecvel.html' title='Inesquecível?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R3U3Zdjj5sI/AAAAAAAAAEY/vk_b9bNkjYo/s72-c/inesquecivel_d.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-5678929341526343714</id><published>2007-12-12T21:24:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:40.316-02:00</updated><title type='text'>Arte Contemporânea e Brasilidade</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R2BuBm94r_I/AAAAAAAAAEQ/1-qsR8rneP4/s1600-h/2003+Bibi2003.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5143231748376145906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R2BuBm94r_I/AAAAAAAAAEQ/1-qsR8rneP4/s320/2003%2BBibi2003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Olhar para um quadro é entrar em outro mundo, viajar junto com os traços para onde a imaginação quiser levar. Algumas obras nos conquistam mais, outras menos, mas sempre vale a pena aguçar o olhar com representações artísticas de todas as épocas.&lt;br /&gt;A simplicidade de traços algumas vezes pode ser reveladora, como é o caso das telas da artística plástica contemporânea Beatriz Milhazes, que conquista cada vez mais admiradores ao redor do mundo.&lt;br /&gt;Beatriz é carioca, formada em jornalismo em 1982, nunca trabalhou na área e um ano depois de terminar a graduação abriu seu ateliê no bairro do Jardim Botânico, no Rio, onde dava aulas particulares de pintura. Sua trajetória de conquistas começou em 1985 quando fez sua primeira mostra individual em uma pequena galeria do Rio de Janeiro. Já nos anos 90, mas especificamente em 1993 ela fez sua primeira exposição no exterior, na cidade de Caracas, na Venezuela&lt;br /&gt;De lá para cá ela venceu mostras internacionais e passou a integrar os maiores centros da arte contemporânea mundial: Stephen Friedman, em Londres, Max Hetzler, em Berlim e James Cohan, em Nova Iorque.&lt;br /&gt;Hoje Milhazes faz parte de um grupo muito restrito de artistas brasileiros que vivem de sua arte, ela é reconhecida como uma das artistas contemporâneas mais bem- sucedidas do país.&lt;br /&gt;Sua arte composta por desenhos circulares, arabescos, bordados, transparências e colagens com referências artísticas como o Barroco e a arte óptica conquistam público, critica e mercado.&lt;br /&gt;Neste mês de dezembro quatro telas e três colagens de Milhazes estarão em exposição na Galeria Fortes Vilaça em São Paulo, chegando a custar 250 mil dólares cada quadro.&lt;br /&gt;Tanto sucesso é reflexo de uma arte muito pessoal com uma linguagem já amadurecida, que conquista olhares com linhas, círculos e cores bem combinadas.&lt;br /&gt;Em entrevista a revista Bravo! a galerista paulista Márcia Fortes explicou que uma das características que mais destacam Beatriz na cena internacional é a brasilidade de suas telas, presente nas formas multicoloridas e nas figuras que representam flores, frutas e ondas do mar.&lt;br /&gt;Vale a pena dar uma olhada. Em sites de busca na Internet é possível encontrar vários de seus trabalhos.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-5678929341526343714?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/5678929341526343714/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=5678929341526343714&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5678929341526343714'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/5678929341526343714'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/12/arte-contempornea-e-brasilidade.html' title='Arte Contemporânea e Brasilidade'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/R2BuBm94r_I/AAAAAAAAAEQ/1-qsR8rneP4/s72-c/2003%2BBibi2003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2499392573528966896</id><published>2007-11-22T10:55:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T10:56:18.984-02:00</updated><title type='text'>Ribeirão-pretano está insatisfeito com o transporte coletivo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Usuários do sistema de ônibus urbano de Ribeirão Preto apontam problemas, sugerem mudanças e avaliam o serviço com nota média de 5,4.&lt;br /&gt;Os dados foram colhidos em entrevistas com 134 usuários de ônibus, realizadas entre os dias 18 e 30 de outubro nos pontos da praça Carlos Gomes e praça das Bandeiras.&lt;br /&gt;95% dos entrevistados apresentaram a demora como principal problema, tanto de segunda a sexta quanto nos finais de semana.&lt;br /&gt;A diarista Alda Quadros lida com a espera ao trocar de ônibus, na chamada integração, pois as linhas que utiliza para trabalhar: São Sebastião e City Ribeirão, não tem horários coincidentes no ponto central. “São ônibus utilizados diariamente por empregadas domésticas e o tempo de espera varia de 40 minutos a uma hora”, explica.&lt;br /&gt;Cerca de 80% dos usuários criticaram a falta de cobradores. Para a promotora de merchandising Nayara Graziel do Nascimento, a dupla função do motorista envolve as esperas e a segurança dos passageiros, já que muitas vezes eles recebem o dinheiro e dirigem ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;A operadora de telemarketing, Edvaine Maria Campos, elogiou o serviço e acredita que a implantação dos cartões é positiva, porque facilita a integração. Já o aposentado Ubirajara Pimenta concorda que a falta de cobradores é um problema, porém, elogia o trabalho dos motoristas, que segundo ele, sempre são atenciosos.&lt;br /&gt;O terceiro problema mais criticado foi o preço, que para 50% dos entrevistados é incompatível com o tamanho da cidade e com a qualidade do serviço.&lt;br /&gt;De acordo com Valéria Gonçalves Freitas, que trabalha com idosos, falta acessibiliade no transporte. “Os veículos não são projetados para que todos possam utilizá-los. Pessoas com debilidade física têm dificuldade de subir os degraus, que são muito altos”. &lt;br /&gt;Os usuários também criticaram os pontos, relacionando problemas como falta de segurança, concentração de ônibus em poucos pontos no centro da cidade e ausência de abrigos. Dez usuários sugeriram o retorno dos terminais que foram desativados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Responsáveis pelo transporte debatem questionamentos dos cidadãos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O presidente do sindicato das empresas de transporte coletivo de Ribeirão Preto e região, Carlos Roberto Cherulli, explica que 20 minutos é o tempo médio de espera em cidades do porte de Ribeirão Preto. Os horários, itinerários e o número de ônibus por linha, são organizados de acordo com a demanda, relatórios colhidos pela bilhetagem eletrônica e acompanhamento da equipe de fiscalização.&lt;br /&gt;Segundo Cherulli, a demanda pelo transporte nos finais de semana chega a ser 70% menor do que de segunda a sexta. “As pessoas também devem se adequar ao transporte coletivo”.&lt;br /&gt;Para o gerente de transporte coletivo da Transerp, Reynaldo Lapate, o desafio das empresas é oferecer um serviço adequado e acessível à população.&lt;br /&gt;O valor da passagem é calculado de acordo com uma planilha de preços nacional e com os gastos em cada cidade, segundo Lapate, o preço de Ribeirão Preto é semelhante a cidades do mesmo tamanho.    &lt;br /&gt;Questionados sobre as esperas das empregadas domésticas no ponto central, Cherulli e Lapate argumentaram que a integração foi estruturada para que os passageiros paguem menos. Lapate esclarece que nos bairros com menor demanda, como o City Ribeirão, o número de ônibus é menor, por isto, ele recomenda que os usuários se informem sobre os horários.&lt;br /&gt;Sobre a substituição dos cobradores pela bilheteria eletrônica, Cherulli diz que tal política faz parte de uma tendência de mecanização da mão de obra. “Esse processo já é utilizado em plantações de cana- de- açúcar, nos bancos e está ligada a redução do custo”, explicou.&lt;br /&gt;Tanto Lapate quanto Cherulli acreditam que os problemas relacionados a falta de cobradores possa ser resolvido com a utilização dos cartões. “Os usuários devem denunciar os motoristas que dão o troco com o ônibus em movimento, para isto é preciso anotar o horário e o número do veículo em que aconteceu este tipo de infração”, afirmou Lapate.&lt;br /&gt;Quanto a qualidade dos veículos, Cherulli afirma que as empresas trabalham com a renovação da frota para evitar gastos com manutenção, assim, a maioria dos ônibus da cidade operam por uma média de três anos. &lt;br /&gt;Segundo Lapate, 2014 é o prazo para que toda a frota de transporte coletivo do Brasil esteja dentro dos parâmetros de acessibilidade, o que foi decretado em lei. “Estamos buscando esta readequação da frota”, afirma. &lt;br /&gt;Ribeirão Preto conta com 310 ônibus, sendo que cinco deles são equipados com elevador. Estão também em funcionamento 14 vans para cadeirantes no sistema Leva e Traz.&lt;br /&gt;Em relação aos pontos, a Transerp é responsável pela manutenção e instalação dos 2.700 pontos distribuídos pela cidade, sendo que 550 deles têm abrigo e são estimados 400 novos abrigos em 2008. Lapate explica que a instalação dos pontos é difícil, especialmente na área central, pois depende da autorização do dono do imóvel frente ao ponto e da proibição do estacionamento.&lt;br /&gt;Lapate e Cherulli são favoráveis a construção de terminais, porém, esta questão envolve também a prefeitura.Os terminais foram desativados em um projeto de reurbanização da cidade, realizado em 2000.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;Os usuários podem registrar reclamações ou sugestões para o transporte público através do telefone 118, de segunda à sexta, das 7h às 21h.  Sábados das 7h às 19h.&lt;br /&gt;Para utilizar as vans especias para deficientes físicos, o usuário ou algum membro da família deve realizar o cadastro na Secretaria Municipal de Assistência Social. Rua Visconte do Rio Branco, 653. O telefone para informações é (16) 3610 5138.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2499392573528966896?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2499392573528966896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2499392573528966896&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2499392573528966896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2499392573528966896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/11/ribeiro-pretano-est-insatisfeito-com-o.html' title='Ribeirão-pretano está insatisfeito com o transporte coletivo'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4851842415738292931</id><published>2007-11-22T10:52:00.000-02:00</published><updated>2007-11-22T10:53:15.041-02:00</updated><title type='text'>Um pouco da nação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Nos anos 90 no interior do Recife nasceu uma nova batida, uma mistura de modernidade com raízes nordestinas: o manguebeat. O ritmo foi imortalizado pela banda Nação Zumbi e Chico Science, que deixaram Pernambuco para mostrar para o Brasil e para o mundo um som verdadeiramente brasileiro.&lt;br /&gt;O manguebeat é um movimento que reúne músicos como Mundo Livre S/A, Mombojó e Mestre Ambrósio, mesclando maracatu, ciranda, embolada com rock alternativo e música eletrônica.&lt;br /&gt;O primeiro Cd do Nação Zumbi foi Da Lama ao Caos, em 1993, que teve uma de suas faixas, a música Praieira na trilha sonora da novela Tropicaliente.&lt;br /&gt;Chico Science acompanhou a banda em mais um Cd: Afrociberdelia , antes do acidente de carro que tirou sua vida em 1997.&lt;br /&gt;Em sua homenagem foi gravado o Cd duplo CSNZ, com músicas ao vivo e alguns remixes. Em 2000 a banda toma fôlego e grava Rádio S.A.M.B.A, com o integrante Jorge Du Peixe no vocal.&lt;br /&gt;A partir daí Nação Zumbi lança músicas poderosas como “Meu Maracatu Pesa Uma Tonelada” e é considerada uma das maiores bandas independentes brasileiras.&lt;br /&gt;2005 é o ano de lançamento do Cd Futura, em que os músicos abusam das experimentações com música eletrônica.&lt;br /&gt;No final de outubro a banda lançou seu último trabalho: Fome de Tudo, reconhecido como o mais melódico de sua história, contando até mesmo com a participação especial da cantora Céu, porém, as letras continuam trazendo a crítica social e a poesia do maracatu.&lt;br /&gt;Nesta semana foi celebrado o dia nacional da consciência negra, manifestações de nossa raiz cultural invadiram todo o país, uma data de denúncia, protesto e resistência. Bandas como Nação Zumbi demonstram a riqueza da cultura negra, muitas vezes esquecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4851842415738292931?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4851842415738292931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4851842415738292931&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4851842415738292931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4851842415738292931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/11/um-pouco-da-nao.html' title='Um pouco da nação'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3570595458759449183</id><published>2007-11-04T19:58:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:40.524-02:00</updated><title type='text'>Jornalismo cultural e decadência da mídia no Brasil</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Ry5A6mLTVgI/AAAAAAAAACo/acCmb2sXcYQ/s1600-h/1176702326_cultura_popular.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5129108401046115842" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" height="230" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Ry5A6mLTVgI/AAAAAAAAACo/acCmb2sXcYQ/s320/1176702326_cultura_popular.jpg" width="232" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Dentre as variadas vertentes do jornalismo, uma chama minha atenção em especial, a do jornalismo cultural. Pouco valorizada no meio acadêmico, por muitas vezes ser confundida como algo restrito a releases, fotos de famosos e histórias em quadrinhos, esta é uma área fascinante por ter como função o debate e a divulgação de expressões culturais de todo tipo.&lt;br /&gt;Um bom jornalista requer uma formação abrangente, em especial o que deseja seguir o jornalismo cultural, é necessário o interesse por todo tipo de manifestação artística e a reflexão critica sobre os movimentos culturais.&lt;br /&gt;Porém, o que se percebe dentro de muitas universidades é o desinteresse por esta formação mais abrangente. Pelas duas universidades que passei – Unimep( Piracicaba) e Unaerp ( Ribeirão Preto) falta leitura e debate dentro da sala de aula, as aulas de temas gerais como sociologia são obrigatórias durante o primeiro ano, depois a preocupação passa a ser exclusivamente o mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Mas que mercado de trabalho é este, que não consegue agregar boa parte dos profissionais?&lt;br /&gt;Existe uma discussão sobre o fim do jornalismo impresso, sobre o fim do modelo jornalístico que conhecemos, porém, parece que os acadêmicos não acreditam nesta discussão e continuam algemados às regras que colocam o jornalista distante do leitor.&lt;br /&gt;Os grandes jornais do país são escritos para um público já estipulado: a classe média e alta. Em um país rico em diversidade cultural como o nosso, abrir os cadernos de cultura e até mesmo algumas revistas especializadas, nos leva a crer que estamos em outro lugar, em um país europeu talvez, porque é raro que se vejam matérias sobre música nordestina ou pequenos escritores.&lt;br /&gt;Uma revista que consegue ultrapassar fronteiras é a mensal Raiz, que busca reunir manifestações culturais de todo o país e divulga eventos como a Semana de Arte Moderna da Periferia que acontece em São Paulo durante o mês de novembro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3570595458759449183?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3570595458759449183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3570595458759449183&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3570595458759449183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3570595458759449183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/11/jornalismo-cultural-e-decadncia-da-mdia.html' title='Jornalismo cultural e decadência da mídia no Brasil'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/Ry5A6mLTVgI/AAAAAAAAACo/acCmb2sXcYQ/s72-c/1176702326_cultura_popular.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-3173782001829926693</id><published>2007-10-18T17:17:00.000-02:00</published><updated>2008-12-10T06:00:40.746-02:00</updated><title type='text'>Arquiteto das palavras e dos sons</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/RxeyR1AcE5I/AAAAAAAAACg/WEWXrlsEabI/s1600-h/DJAVAN+1+[1]...JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122759120513667986" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/RxeyR1AcE5I/AAAAAAAAACg/WEWXrlsEabI/s320/DJAVAN+1+%5B1%5D...JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;O músico e compositor, Djavan esteve em Ribeirão Preto no Teatro Pedro II , durante os dias 16 e 17 de outubro, apresentando o show de sua nova turnê : Matizes.&lt;br /&gt;Este trabalho, lançado em setembro, reflete a experiência de seus 30 anos de carreira e não haveria nome melhor para o trabalho deste artista reconhecido nacionalmente e internacionalmente por suas misturas sonoras e pela sensibilidade de suas letras que muitas vezes relacionam as cores aos mais diversos sentimentos.&lt;br /&gt;Neste novo show Djavan apresentou músicas que fizeram sua história como “Eu te Devoro” e “Oceano”, com novas experiências, como a música “Imposto”, em que o compositor manifesta sua indignação sobre as cobranças no Brasil.&lt;br /&gt;Durante a apresentação Djavan transmitiu alegria até mesmo nas músicas mais suaves, o sorriso não saiu de seu rosto, ele buscou o tempo todo a participação do público e bastaram as primeiras notas de “Sina” para que toda a platéia se levantasse.&lt;br /&gt;A cenografia e a iluminação do show trabalharam com a simplicidade exageradamente, o que desvalorizou os instrumentistas que ficaram uma boa parte do show a meia luz. No palco ao fundo havia apenas um telão onde foram reproduzidas imagens pouco criativas que acompanhavam as músicas apenas no compasso e não no sentido das letras.&lt;br /&gt;Djavan concedeu uma entrevista por telefone ao Carderno Trainee dias antes de sua passagem por Ribeirão:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque Matizes?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Este CD simboliza a diversificação de textos, sons, gêneros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como foi o processo de produção deste CD?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Foi mais vagar, gravei e produzi em casa. O trabalho diário de concepção demorou entre 5 e 6 meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Porque este CD foi mais demorado?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Coincidiu com o nascimento do meu filho, Inácio. Foi um processo naturalmente espaçado, gostei muito. Eu fiz os arranjos, as letras e a produção deste CD.&lt;br /&gt;A gente se divertiu muito. Todo o processo foi feito com o mesmo interesse e seriedade que a criança tem enquanto brinca.&lt;br /&gt;Eu sinto que consegui desenvolver esta forma lúdica de trabalhar com este CD. Espero que todos possam conseguir isto em seus trabalhos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Há uma música em especial ?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“Por uma vida em paz”, é uma reflexão sobre a pouca sensibilidade que muitas vezes temos com a vida, o meio ambiente e uns com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você gosta de fazer show?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Adoro tocar onde tem um público receptivo, o interior de São Paulo é rico em musicalidade, é sempre um prazer tocar ai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A música imposto chama atenção neste seu último trabalho. Você gosta de produzir músicas –manifesto com esta?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta música é uma manifestação de um cidadão, para escrevê-la bastava ser brasileiro.&lt;br /&gt;Estou sempre torcendo para o Brasil, para que encontremos um rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você acompanha a política do país hoje? Qual sua opinião sobre o movimento Cansei e as respostas que surgiram deste movimento&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;As grandes transformações são feitas pelo povo, acredito que manifestos são válidos sempre. Nos escolhemos e votamos, participar portanto, não é só um direito, é responsabilidade.&lt;br /&gt;O povo brasileiro é pacifico em demasia, falta cobrança e participação. Porém, não sou a favor de violência de forma alguma, mas sim do diálogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você acha da política cultural realizada por Gilberto Gil?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Gil deu luminosidade a um ministério que sempre este inócuo. Acredito que falte verba e ele nem sempre consiga realizar o que acha necessário, porém, apoio a presença dele lá e fico aguardando as respostas deste mandato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Você atualmente tem uma gravadora própria, como foi este processo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu já tinha a editora e a produtora, quis administrar a minha carreira ao meu modo. Os resultados tem sido ótimos, acho que foi uma boa decisão para o meu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A gravadora chama-se Luanda, por quê?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estive em Angola na década de 80, foi uma viagem muito reveladora, intimamente transformadora. Identifiquei na África a raiz da minha música, foi uma experiência muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em todos estes anos de carreira você acompanhou mudanças no mercado fonográfico. Como você vê estas mudanças?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O mercado desandou em função da pirataria, tanto a física, quanto a virtual. Houve uma desestruturação do mercado, ele se tornou ínfimo frente a modernidade.&lt;br /&gt;A música é irreversível, faz parte da vida, não vai acabar, mas, novas formas de levar música ao público tem de ser pensadas. O respeito aos direitos autorais é um assunto complicado, produzir um CD ou DVD é caro, é preciso que aja um retorno.&lt;br /&gt;Acredito que levará muito tempo para acharmos as respostas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você está ouvindo de música brasileira atualmente? O que acha dos lançamentos de vozes feminas como Céu, Mariana Aydar e Vanessa da Mata?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu escuto muita música, ouço bastante rádio no carro. Entre as novas vozes, tem uma em especial, chama-se Bárbara Mendes, eu participei do CD dela que será lançado em janeiro.&lt;br /&gt;Gosto de ouvir os clássicos da música brasileira, neste momento ando ouvindo Jacob do Bandolim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que você está lendo?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Um livro que queria ler há muito tempo...Angustia, do Graciliano Ramos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como é ser pai agora?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Estou encantado, é muito diferente ser pai agora porque em minhas outras paternidades estava sempre trabalhando e não tinha muito tempo para curtir meus filhos, agora tenho mais tempo para vivenciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que é Djavanear para o Djavan?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;(risos) Este termo nasceu de uma homenagem que fiz ao Caetano, ele retribuiu e criou o Djavanear. Espero que sejam “verbos” relacionados às coisas boas da vida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-3173782001829926693?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/3173782001829926693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=3173782001829926693&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3173782001829926693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/3173782001829926693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/10/arquiteto-das-palavras-e-dos-sons.html' title='Arquiteto das palavras e dos sons'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/RxeyR1AcE5I/AAAAAAAAACg/WEWXrlsEabI/s72-c/DJAVAN+1+%5B1%5D...JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-939684993736302901</id><published>2007-10-16T18:04:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T18:05:31.246-02:00</updated><title type='text'>Isto é um debate?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Na última semana houve um suposto debate sobre violência. A discussão partiu de um texto escrito pelo apresentador Luciano Huck publicado no jornal Folha de São Paulo e da resposta a tal texto pelo rapper Ferréz, publicado no mesmo jornal.&lt;br /&gt;Luciano teve seu relógio rolex roubado em São Paulo e escreveu um relato do assalto e a mostra de sua indignação. Ferréz escreveu sobre a realidade do suposto ladrão.&lt;br /&gt;O artigo de Huck não passou de um desabafo, começa com “Luciano Huck foi assassinado” e termina com “ Isso não está certo” .O texto é só isso, quisera eu que toda vez que ficasse triste ou indignada conseguisse a página 3 de um dos maiores jornais do país só para reclamar da vida.&lt;br /&gt;Ferréz, que escreve sobre a periferia e conhece muito bem essa realidade relatou em seu artigo uma ficção, em que o bandido não é só bandido, mas também tem uma família e uma história não das mais felizes por trás de suas atitudes.&lt;br /&gt;Ambos não colaboraram para uma real discussão, abusaram de clichês em seus textos e defenderam um o direito de ser rico e o outro o direito de querer ser rico.&lt;br /&gt;Os leitores escreveram cartas para o jornal, publicaram textos em blogs, porém, o que percebi de todos os lados foi muito “achismo”. As falas correm em torno da questão:  rico pode reclamar da vida?&lt;br /&gt;Tal questionamento me faz lembrar o tal movimento das elites, o “Cansei” e a última reportagem de capa da revista Veja ( a mais vendida do país) em que se conclui que os usuários de drogas são os responsáveis pelo tráfico.&lt;br /&gt;Viva o simplismo, todos correm para as bancas para ver a Mônica Veloso, todos correm para saber quanto valia o tal relógio do Huck, mas faltam discussões em torno dos reais problemas e faltam principalmente ações que busquem soluções.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-939684993736302901?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/939684993736302901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=939684993736302901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/939684993736302901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/939684993736302901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/10/isto-um-debate.html' title='Isto é um debate?'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-451832000883039655</id><published>2007-10-16T15:58:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T15:59:31.919-02:00</updated><title type='text'>Alimentação equilibrada é preocupação de famílias ribeirão-pretanas</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Falta variedade de nutrientes no prato do ribeirão- pretano. Através de entrevistas realizadas com moradores dos bairros São José, Cândido Portinari, Jardim Juliana, Jardim Paulista, Marchesi e City Ribeirão constatou-se que independente da classe social a alimentação básica da população consiste em arroz, feijão e carne.&lt;br /&gt;A população apresentou dúvidas em como diversificar e equilibrar os alimentos e na melhor forma de investir a renda familiar em alimentação.&lt;br /&gt;Segundo a nutricionista responsável pelo programa Alimente-se Bem do Sesi, Fabíola Makhoul para uma boa alimentação é necessário unir moderação com diversidade nutricional. “É importante que as refeições agrupem alimentos que façam parte dos três grandes grupos: proteínas (carnes, grãos), vitaminas/ minerais/ fibras (frutas, verduras e legumes) e carboidratos (arroz, massas)”.&lt;br /&gt;Uma das dificuldades apresentadas é em como conciliar a alimentação de qualidade com a falta de tempo. “Tenho muitas vezes que comer salgado ou lanche por não ter tempo de comer em casa”, diz a vendedora Rosangela Ferreira. Fabíola recomenda nestes casos que a família escolha um dia da semana com menos atividades para preparar porções de alimento, congelá-las e aquecê-las quando necessário.&lt;br /&gt;A nutricionista Thereza Cristina Pereira coloca que os consumidores devem evitar os alimentos industrializados, pois na maioria das vezes eles são ricos em gordura trans que tem efeitos nocivos à saúde, possuem sódio que provoca o aumento da pressão arterial e são compostos de poucas fibras que são importantes na digestão. &lt;br /&gt;Para a dona de casa Tatiane Ferreira Silva uma dificuldade é convencer sua filha de sete anos de comer bem, a mãe de três filhos, Andréia Terra também tem este problema. “O mais difícil para mim é preparar comida para todo mundo em casa, os gostos são muito diferentes”&lt;br /&gt; Segundo Fabíola a criatividade tem grande influência “Para as crianças é essencial a aparência da comida, é preciso, portanto, deixá-la atraente. Sair do tradicional sem perder os valores nutricionais”. Nestes casos Thereza recomenda que as mães dêem o exemplo, ofereçam à criança as verduras e legumes, mas também adquiram o hábito de consumi-los.&lt;br /&gt;Outra dica é na preparação de carnes em que devem ser retiradas as capas de gordura na carne vermelha e peles nas carnes brancas e preferencialmente ser preparadas grelhadas ou cozidas, pois a fritura além de ser mais calórica, colabora para doenças cardiovasculares.&lt;br /&gt;Os sucos naturais são aliados para uma boa alimentação. Muitas famílias disseram consumir sucos em pó e refrigerantes com freqüência. “Suco natural é muito difícil de fazer, acabo optando pelos refrigerantes por praticidade”, declarou o entrevistado José Augusto Figueiredo, porém, Thereza explica que estes produtos não contém quantidade significativa de nutrientes e  os refrigerantes dificultam a digestão devido aos gases, logo, devem ser evitados.&lt;br /&gt;Dois itens foram citados com freqüência pelos entrevistados, queijo e ovos. As nutricionistas indicam o consumo dos queijos brancos, pois os amarelos possuem alto teor de gordura que tem mais calorias. “O ovo pode ser ingerido uma vez por semana. Nos esquecemos que este alimento está presente nos bolos, tortas e pães, é preciso ter moderação em sua ingestão”, afirma Thereza. &lt;br /&gt;O consumo de café é alto entre as famílias, principalmente na primeira refeição do dia. A manicure, Silvana Silva contou que toma café ao menos três vezes por dia “Entre as refeições sempre acabo tomando, puro ou com leite”.&lt;br /&gt;A nutricionista Fabíola explica que o máximo que deve ser consumido de café por dia são duas xícaras pequenos, devido a alta quantidade de cafeína. “ A cafeína impede a absorção de vários nutrientes, principalmente de cálcio. O ideal é que não se tome juntamente a alimentos ricos em cálcio como leites e queijos”.&lt;br /&gt;Outro ponto colocado pelos entrevistados é como conciliar a renda familiar com uma boa alimentação. Fabíola indica que as pessoas comprem alimentos da época, pois são mais baratos e nutritivos, que se evite o desperdício, assim deve-se utilizar talos, folhas e ramos. “Fazer comida em casa e comprar o mínimo de produtos industrializados possível é aconselhável, porque são mais saudáveis e ricos em nutrientes”.&lt;br /&gt; De acordo com as nutricionistas cuidados simples podem fazer com que as refeições se tornem mais nutritivas. É melhor optar pelas verduras e legumes crus, cozidos no vapor para que mantenham seu valores nutricionais, sendo que o recomendado são de três a quatro porções diárias de frutas, verduras e legumes variados.&lt;br /&gt; Fabíola esclarece que para uma alimentação equilibrada respeitar o metabolismo é essencial, assim é recomendável comer de três em três horas porque faz com que o corpo trabalhe o dia todo e a velha receita de comer muito no café da manhã e pouco a noite funciona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;O Programa Alimente-se Bem do Sesi fornece aulas práticas que ensinam receitas de baixo custo com aproveitamento integral dos alimentos. Os cursos tem carga horária de 10 horas e acontecem todos os meses. As inscrições são gratuitas. O Sesi em Ribeirão fica no Jardim Castelo Branco, os interessados devem ligar para o número (16) 3627 3366.&lt;br /&gt;O Núcleo Multiprofissional da Unaerp fornece consultas com nutricionistas gratuitamente. Para obter informações o telefone é (16) 3603 6933.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-451832000883039655?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/451832000883039655/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=451832000883039655&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/451832000883039655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/451832000883039655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/10/alimentao-equilibrada-preocupao-de.html' title='Alimentação equilibrada é preocupação de famílias ribeirão-pretanas'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2102349599804641785</id><published>2007-10-16T15:55:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T15:57:25.542-02:00</updated><title type='text'>Métodos inovadores de educação se difundem pelo país</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Quando se pensa em uma sala de aula, que imagem vem a cabeça? Cadeiras enfileiradas, lousa e giz. Este retrato faz com que pareça que quase nada mudou desde a época em que os jesuítas eram os educadores do Brasil.&lt;br /&gt;Entretanto, muitas idéias foram inseridas no chamado ensino tradicional principalmente nos últimos 20 anos. Para a pedagoga Aline Sommerhalder, há uma mistura de influências atualmente. “Hoje a aula é expositiva- dialogada, o aluno não é mais visto como um papel em branco”.&lt;br /&gt;Desde 1996 através da aplicação da lei de diretrizes e bases as escolas tem autonomia na construção de seus projetos pedagógicos, o que segundo Aline foi ótimo para que cada unidade escolar se contextualize de acordo com as necessidades de suas comunidades.&lt;br /&gt;A partir da década de 90 escolas que seguem métodos alternativos começaram a crescer no país. Em Ribeirão Preto existem escolas que seguem os métodos Piaget, Waldorf e Sathia Say.&lt;br /&gt;A reportagem conheceu a escola João Guimarães Rosa que adotou o método Waldorf em 1986. Esta pedagogia nasceu na Alemanha em 1919 fundada pelo filósofo Rudolf Steiner e conta hoje com mais de 1.000 escolas em todos os continentes.&lt;br /&gt;A metodologia tem como ponto de partida a compreensão de que a biografia humana se sustenta em períodos de sete anos.&lt;br /&gt;O objetivo geral do método segundo a professora que atua há 16 anos, Maristel Almeida Gomes, é atingir os estudantes em três níveis: pensar, sentir e agir. Assim a escola se preocupa com uma formação não só baseada na dominação de conceitos intelectuais, mas também no domínio das expressões corporais e nas relações com o outro e com si mesmo.&lt;br /&gt;Nos primeiros sete anos a ênfase da educação é o agir. “A criança está começando a dominar o espaço. Os materiais neste fase são as mais plásticos e lúdicos possíveis para que a criança seja estimulada a usar sua imaginação”, explica Maristel.&lt;br /&gt;Um dos diferenciais é a importância dada a relação aluno e professor. Dos 7 aos 14 anos os alunos tem um mesmo professor. “A razão disto é a ênfase dada neste período ao sentir, é preciso criar uma relação de confiança, estabelecendo vínculos”, diz.&lt;br /&gt;Maristel relata que neste segundo período todo conteúdo só se torna significativo para a criança se tiver um envolvimento emocional, se não a criança simplesmente decora e descarta.&lt;br /&gt;A partir dos 15 anos o aluno passa a ser motivado a realizar análises criticas, com professores de área específicos, porém, nunca se esquecendo dos três níveis, assim os adolescentes fazem viagens, constroem peças teatrais e trabalham com a percepção sonora.&lt;br /&gt;Apesar de o objetivo da escola não ser conquistar aprovações no vestibular, a primeira turma que se formou no ano passado teve alunos aprovados em vestibulares concorridos como o da USP.&lt;br /&gt;A pedagoga Aline afirma que as escolas de formação de professores pelo país tem em suas grades teorias inovadoras, incentivando os futuros professores a sempre buscarem novos caminhos. “Porém, o estudo e a pratica destas tendências pedagógicas varia muito dentro do país, devido as dificuldade de formação de professores em cursos além da graduação fora da região Sudeste”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-2102349599804641785?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/2102349599804641785/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=2102349599804641785&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2102349599804641785'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/2102349599804641785'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/10/mtodos-inovadores-de-educao-se-difundem.html' title='Métodos inovadores de educação se difundem pelo país'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-4367222223619889664</id><published>2007-09-12T22:58:00.000-03:00</published><updated>2008-12-10T06:00:40.923-02:00</updated><title type='text'>Dialeto Baiano</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/RuiZehlZWxI/AAAAAAAAACY/2VEfJwn1V10/s1600-h/pelourinho2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5109502526942173970" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/RuiZehlZWxI/AAAAAAAAACY/2VEfJwn1V10/s320/pelourinho2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Uma batucada, uma letra de música conhecida de outros carnavais literalmente, um morro cheio de casas coloridas, muita gente nas ruas, imagens e sons que se unem para contar histórias deste tal povo brasileiro.&lt;br /&gt;Entre os batuques ouve-se claramente um “Ó Pai Ó”, expressão utilizada em Salvador para chamar atenção para alguma coisa, algo como “olhe lá, olhe!” e não haveria nome melhor para este filme que é mais um componente na busca infindável pela identidade nacional.&lt;br /&gt;As imagens passam pela tela com um colorido especial e mesmo que quem assista nunca tenha colocado os pés na Bahia a identificação é instantânea.&lt;br /&gt;O filme “Ó Pai Ó” foi baseado na peça de teatro de Marcio Meirelles, encenada nos anos 90 pelo Bando de Teatro de Olodum. O grupo teatral foi o berço do ator principal do filme, o já reconhecido Lázaro Ramos.&lt;br /&gt;No elenco existem outros elementos do Bando de Teatro, o que dá um tom caricatural para algumas cenas, tirando boas risadas do espectador.&lt;br /&gt;Pela tela passam muitos tipos, como uma evangélica fervorosa, uma leitora de búzios, uma especialista em abortos, um taxista, entre outros. As histórias que aparentemente não têm nada em comum a não ser o fato de todos os principais personagens dividirem o mesmo espaço, um cortiço no Pelourinho. Porém, as vidas dos personagens se unem pela luta cotidiana para sobreviver, cada um de seu jeito, mas todos com um “quê” de malandragem e libertinagem.&lt;br /&gt;O único erro a meu ver é o excesso das músicas, muitas vezes se têm a impressão de assistir a um clipe de axé e a história nem sempre se encaixa nesses momentos.&lt;br /&gt;Não fica claro qual é o assunto principal do roteiro, talvez seja apenas a necessidade de romantizar um pouco o cotidiano difícil de quem lida todos os dias com a pobreza extrema.&lt;br /&gt;É um filme que pode ser visto com alegria ou tristeza, representa um pouco do que nosso carnaval é: aquela alegria eufórica para que a quarta-feira de cinzas demore a chegar, para que a vida seja esquecida completamente naqueles dias em que tudo é permitido.&lt;br /&gt;A realidade é mesclada com a fantasia de maneira especial nas últimas cenas, o que faz com que quem assista passe um bom tempo depois dos créditos finais pensando naquela experiência.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-4367222223619889664?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/4367222223619889664/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=4367222223619889664&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4367222223619889664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/4367222223619889664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/09/dialeto-baiano.html' title='Dialeto Baiano'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/RuiZehlZWxI/AAAAAAAAACY/2VEfJwn1V10/s72-c/pelourinho2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-6364921952162484901</id><published>2007-09-11T20:48:00.000-03:00</published><updated>2007-09-11T20:51:12.795-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Agência de Notícias (AGE) - Unaerp'/><title type='text'>Biodegradavéis são alternativas para a preservação ambiental</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;span style="color:#ff6600;"&gt;Novos produtos encontrados no mercado não geram resíduos tóxicos no ambiente&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Com o avanço das discussões em torno das questões ambientais tem se tornado cada vez mais comum os consumidores encontrarem produtos indicando que são biodegradavéis. Tais produtos são novidade no mercado, portanto, ainda existem muitos questionamentos, especialmente em relação a como conciliar a responsabilidade ambiental com o orçamento familiar, já que estes produtos são na maioria das vezes mais caros.&lt;br /&gt;Biodegradáveis se degradam no meio ambiente mais rapidamente e não geram resíduos tóxicos por serem constituidos de elementos de mais fácil degradação como derivados da cana- de- açucar.&lt;br /&gt;Segundo a professora do departamento de bioquímica e microbiologia da Unesp Rio Claro, Sandra Mara Martins uma garrafa pet ou um copinho de água demora entre 100 e 200 anos para se decompor enquanto os mesmos produtos biodegradavéis levam de 6 meses a 1 ano.&lt;br /&gt;A utilização destes produtos, segundo a professora de química orgânica, Márcia Marisa de Freitas Afonso, é benéfica especialmente para a liberação de espaço nos aterros sanitários.&lt;br /&gt;Há uma preocupação especial com o desenvolvimento de tecnologias para fabricação de plásticos biodegradáveis devido a quantidade que consumimos destes produtos. De acordo com Sandra o consumo de plásticos per capita no mundo é de 19kg e toda esta produção vem de fontes não renovavéis como o petróleo.&lt;br /&gt;“As desvantagens são que os plásticos biodegradáveis tem custo de processamento cerca de quatro vezes maior que o plástico comum e propriedades mecânicas, como resistência e flexibilidade não tão boas quanto as dos plásticos sintéticos”, explica Sandra.&lt;br /&gt;Para a educadora do programa USP Recicla de Ribeirão Preto, Daniela Sudan, é preciso reduzir o consumo e desenvolver produtos que durem mais. “Em uma escala de importância, coloco a reutilização, depois a reciclagem e por último o biodegradável". Segundo Daniela em toda a Europa existem projetos de lei sendo aprovados para que a população utilize produtos de alta durabilidade.&lt;br /&gt;Em junho deste ano foi aprovado um projeto de lei pela Assembléia Legislativa de São Paulo, que obrigava o uso de sacolas biodegradáveis pelos estabelecimentos comerciais, porém, em agosto este projeto foi vetado pelo governo do Estado alegando que a proteção ambiental deve ser tratada em âmbito nacional e não localmente.&lt;br /&gt;Para Márcia as pesquisas e discussões em torno de novas tecnologias devem ser incentivadas. “Percebo que nos últimos 10 anos as pesquisas acadêmicas com esta temática se intensificaram, não só na área da Química, afinal é um assunto vinculado a todas as áreas de trabalho”, finaliza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/38552398-6364921952162484901?l=unirpalavras.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unirpalavras.blogspot.com/feeds/6364921952162484901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=38552398&amp;postID=6364921952162484901&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6364921952162484901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38552398/posts/default/6364921952162484901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unirpalavras.blogspot.com/2007/09/biodegradavis-so-alternativas-para.html' title='Biodegradavéis são alternativas para a preservação ambiental'/><author><name>Alessandra Possebon</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11519352814069868849</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://4.bp.blogspot.com/_h27u9Pmxeyw/TDkCLKnoSyI/AAAAAAAABUQ/bcR-8VhBQP8/S220/lele.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38552398.post-2620610712965339538</id><published>2007-09-06T00:13:00.000-03:00</published><updated>2007-09-06T00:25:02.868-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Este texto é de 2006, foi para uma aula de produção de textos do curso de rádio e tv, a proposta era fazer uso da metalinguagem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sádico &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Sempre quis escrever. Lia contos compulsivamente, pois me disseram que se eu entrasse em contato com uma grande diversidade de contos aprenderia a escrever. Nunca deu certo.&lt;br /&gt;A minha vida não me favorecia, tudo muito pacato, sem grandes emoções. Eu ia falar sobre o quê? Relatar a minha rotina seria a coisa mais desagradável de se ler... nem meus sonhos são intrigantes...&lt;br /&gt;Estive sozinho a vida toda. A infância passei dentro de meu quarto; a adolescência nas ruas perambulando e agora moro com minha mulher, na mesma casa que vivi todo o tempo, na famosa rua Saint-Honoré.&lt;br /&gt;Nunca pude compartilhar nada com ninguém, então tentava conversar com os papéis, gastei muita tinta, mas nada de útil produzi, somente pensamentos perdidos.&lt;br /&gt;Casei-me cedo, por convenções familiares. Ela não me atrai, nem ao menos gosto de olhar para o seu rosto. Mas sinto um ciúme doentio. Não a deixo fazer muitas coisas, ela fica quase o dia todo em casa lavando minhas roupas, às vezes, ela fica na loja que herdei de meu pai, que é nossa única fonte de renda.&lt;br /&gt;Odeio a loja. As pessoas que ficam entrando e saindo de lá e me tratando como se eu fosse um velho conhecido.&lt;br /&gt;Tudo não passa de um jogo de interesses: eu quero o dinheiro deles e eles querem descontos.&lt;br /&gt;Os livros já não me atraem, creio já ter lido tudo. Não existe nada de novo sendo produzido, as histórias vêm se repetindo de modo enfadonho e monótono. O ser humano não tem mais nada a fazer. Só resta esperar pelo fim. Não conseguiremos fazer mais nada de útil, pois cada dia fica comprovado que o que realizamos até aqui foi em vão.&lt;br /&gt;Anseio uma forma de sair desse vazio, sentir o desejo invadir minhas veias. Estou cansado de mim mesmo. Aquelas mulheres mundanas com quem sempre saí nunca me deram muito mais que entretenimento barato, sempre as encontrava para passar o tempo e nada mais que isso. Minha mulher nunca me deu prazer.&lt;br /&gt;Certa vez, tarde da noite, caminhando pelas ruas após sair de um bar qualquer, vi uma casa iluminada por velas. Havia uma festa. Aproximei-me e perguntaram meu nome. Menti e disse Sade. Eles me deixaram entrar. O ambiente era repleto de belas mulheres e homens seminus. Tudo me parecia provocante.&lt;br /&gt;Não entendia muito bem o porquê de estar ali nem porque eles me deixaram entrar com tamanha facilidade... Aquela festa parecia muito reservada.&lt;br /&gt;As pessoas me olhavam com desejo, e isso, naturalmente, me deixava excitado.&lt;br /&gt;Em meio ao silêncio uma música começou a tocar, formou-se uma roda no meio do grande salão. Todos ganharam máscaras, menos eu, que fiquei só os observando. Começaram a dançar, como um baile de debutante. Às vezes, me encaravam, podia ver seus olhos pelas máscaras.&lt;br /&gt;O medo e a excitação se misturaram e tomaram conta de mim. Quis, por um instante, ir embora, mas não havia nada a perder e aquele era, sem dúvida, o momento mais instigante da minha vida.&lt;br /&gt;Começaram a se beijar, inicialmente na nuca, no rosto e depois uns invadindo os outros só com os lábios, sem as mãos, e dançavam; continuavam acompanhando o ritmo da música; queriam uns aos outros com uma força muito mais ardente do que qualquer romance que tivera lido.&lt;br /&gt;Desejava estar entre eles, mas ao mesmo tempo só os observar era suficientemente prazeroso para mim. Continuaram se lambendo, se beijando, sem tirarem suas vestes, empurrando-as com a língua, deixando-as ardentemente molhadas, algumas de tão lambuzadas transpareciam e mostravam partes dos corpos arrepiados.&lt;br /&gt;Uma cadeira foi colocada no meio do salão. Duas mulheres, eram as únicas sem máscaras, a levaram até lá. Sentei. Senti um calafrio passar pelo meu corpo todo, elas eram magnificamente bonitas, tinham lábios vermelhos e estavam com vestidos quase transparentes.&lt;br /&gt;Quando me sentei no meio, tudo se intensificou. Ouvia gritos que não sabia de onde vinham, algumas pessoas entraram vestidas de preto com chicotes na mão, começaram a bater nos que já estavam na roda os quais, quanto mais apanhavam, mais se excitavam, mais queriam uns aos outros.&lt;br /&gt;Roupas eram arrancadas com os dentes, e não havia distinção entre homem e mulher, todos se excitavam, todos se envolviam uns nas pernas dos outros.Ouvi um grito de prazer, um gozo...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;A música terminou. Todos se viraram para mim e iniciaram o que parecia um ritual. Senti um forte cheiro de perfume de rosas. Estava inebriado, fechei os olhos por um instante, até sentir algo gelado em minha orelha, ao abrir os olhos vi uma mulher que passava algo frio pelo meu corpo, ia levantando minha camisa e me invadindo com suas mãos gélidas, não parava de olhar fixamente para os meus olhos.&lt;br /&gt;Não posso descrever o que sentia, o salão se esvaziara muito rapidamente. Ouvia apenas os gemidos e a sua respiração que me tocava todo o tempo. Sentia pavor e o pouco de racionalidade que ainda restava em mim tinha um medo imenso daquilo tudo, de não saber o que aconteceria, mas meu corpo não se importava, respondia às provocações.&lt;br /&gt;Queria beber, me desligar de tudo, me entregar. O seu gemido ficava cada vez mais forte.&lt;br /&gt;Em poucos instantes estava totalmente anestesiado, a única coisa que conseguia sentir era um desejo incontrolável, queria tirar a sua roupa com os dentes, beijar aquela boca e aqueles seios, e farto de tanto desejo, gozar, sentir-me aliviado e cansado de invadir aquele corpo.&lt;br /&gt;Mas ela não permitia que a tocasse e eu estava preso à cadeira.&lt;br /&gt;Ouvi uma voz ao fundo, uma voz grave e alta, mas não conseguia compreender...&lt;br /&gt;Colocaram uma mordaça na minha boca. Fiquei aflito, respiração ofegante... A voz grave foi se aproximando, mas não podia ver de quem era.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;-Mantenha-se calmo senhor Sade, mantenha-se calmo. Disse a bela moça que não parava de me acariciar.&lt;br /&gt;Pouco depois, após um momento de silêncio, pude compreender o que a voz masculina dizia:&lt;br /&gt;-“Uma belíssima burguesa da rua Saint-Honoré, de aproximadamente vinte e dois anos, gorduchinha e roliça, carnes as mais viçosas e apetitosas, todas as formas modelares ainda que um pouco cheias, e que acrescentava a tão fartos encantos presença de espírito, vivacidade, e gosto o mais aguçado por todos os prazeres que lhe proibiam as rigorosas leis do himeneu, decidira, havia quase um ano, arranjar dois ajudantes para seu marido que, sendo feio, a ela não somente desagradava muito, como também cumpria mal, se não raramente, os deveres que, talvez, com um pouco mais de desempenho, poderiam acalmar a exigente Dolmène”&lt;br /&gt;Ahhh.... Como eu quis gritar... Não podia... Não conseguia entender tudo aquilo... Eles sabiam que eu não era o tal Sade?!! Sabiam onde eu morava, e quem era minha mulher?! O homem com a respiração, um tanto conturbada, continuou:&lt;br /&gt;-“assim se chamava nossa bela burguesa. Nada mais bem combinado do que os encontros marcados com esses dois amantes: Des-Roues, jovem militar, ficava normalmente das quatro às cinco horas da tarde e das cinco e meia às sete chegava Dolbreuse, jovem negociante com o rosto mais bonito que se pode ver. Era impossível fixar outros momentos; eram os únicos em que a sra. Dolmène estava tranqüila: de manhã, era preciso estar na loja e, à tarde, também tinha de aparecer por lá algumas vezes, ou então o marido voltava, e deviam falar de seus negócios. Por sinal, a sra. Dolmène havia confidenciado a uma de suas amigas que ela gostava muito que os momentos de prazer se sucedessem assim muito próximos um do outro: a chama da imaginação não se apagava, ela assegurava; desse modo, nada mais temo do que passar de um prazer a outro; não era difícil retomar a ação, pois a sra. Dolmène era uma criatura encantadora que calculava ao máximo todas as sensações do amor; pouquíssimas mulheres conheciam-nas como ela própria e, em virtude dos seus talentos, reconhecera que, depois de muito meditar, dois amantes valiam muito mais do que um; com respeito à reputação, era quase a mesma coisa, um encobria o outro; poderiam se equivocar, poderia ser sempre o mesmo a entrar e sair várias vezes durante o dia, e com relação ao prazer, que diferença! A sra. Dolmène, que temia em particular a gravidez, bem segura de que seu marido jamais com ela cometeria a loucura de lhe arruinar a cintura, havia igualmente imaginado que, com dois amantes, havia muito menos risco, quanto ao que temia, do que com um, porque, dizia ela, na condição de excelente anatomista, dois frutos se destruíam mutuamente.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;Eu estava preso àquela maldita cadeira, e cada vez que ele repetia o nome de minha mulher, falava alto e mais próximo de meus ouvidos : Dolmène,Dolmène...Era a minha própria estória! A minha esposa estava nela e os meus conhecidos do mercado! Mas não podia acreditar naquilo tudo... Ele não parava nem um instante de contar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt;-“Certo dia a ordem fixada nos encontros veio a se alterar, e nossos dois amantes, que nunca se tinham visto, conheceram-se de maneira engraçada, conforme mostraremos. Des-Roues foi o primeiro, mas chegara muito tarde, e como se o diabo tivesse se intrometido, Dolbreuse, que era o segundo, chegou um pouco mais cedo.”Não, não podia mais suportar aquilo... Precisava sair dali o mais rápido possível.... Não acreditava, não podia acreditar! Percebendo minha agitação, o suor escorrendo pelo corpo, o homem que falava se aproximou , lambeu a barriga, e próximo ao meu rosto disse :&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff9900;"&gt; - Eu sou o Marques de Sade! Distanciou-se e continuou :-“O senhor percebe de imediato que, da combinação desses dois pequenos erros, deveria acontecer, infelizmente, um encontro infalível: e assim sucedeu. Porém, mencionaremos como isso se deu e, se possível, ocupemo-nos desse assunto com toda decência e moderação que tal assunto já por si muito licencioso, exige.Por obra de um capricho bastante bizarro - mas tão comum entre os homens - nosso jovem militar, cansado do papel de amante, quis, por uns momentos, representar o da amante; em lugar de ser amorosamente abraçado por sua divindade, quis, por sua vez, abraçá-la: em resumo, o que está embaixo, coloca-o em cima, e, por essa inversão de posição, inclinada sobre o altar onde normalmente se oferecia o sacrifício, era sra. Dolmène que, nua como a Vênus calipígia, e encontrando-se estendida sobre seu amante, apresentava, diante da porta do quarto onde se celebravam os mistérios, o que os gregos adoravam com devoção na estátua que acabamos de mencionar, essa parte mui bela que, em suma - sem sair à procura de exemplos tão remotos - encontra tantos adoradores em Paris. Tal era a atitude quando Dolbreuse, acostumado a entrar sem dificuldade, chega cantarolando, e vê por um ângulo o que uma mulher verdadeiramente honesta não deve, segundo dizem, jamais mostrar.O que teria causado grande prazer a muitas pessoas fez com que Dolbreuse recuasse.- O que vejo? - exclamou - ... traidora... é isso que me reservas?A sra. Dolmène que, naquele momento, se encontrava numa dessas crises em que uma mulher age infinitamente melhor do que raciocina, resolve mostrar-se audaciosa:- Que diabo tens tu? - diz ela ao segundo Adônis - sem deixar de se entregar ao outro - não vejo nisso nada que te cause muito pesar; não nos perturbes, meu amigo, e contenta-te com o que te resta; como bem podes notar, há lugar para dois.”Dolbreuse, não conseguindo deixar d
